A
Alma é um Espírito encarnado. A Alma
antes de se unir ao corpo
era Espírito.
As
Almas não são senão os Espíritos. Antes de se
unir ao corpo, a Alma é um dos
seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente
revestem um invólucro carnal para se
purificarem e esclarecerem.
[9a
- página 104
questão 134]
A
Alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro
numa gaiola. Irradia e se manifesta
exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um centro de sonoridade. Neste sentido se pode
dizer que ela é exterior, sem que por isso
constitua o envoltório do corpo. A Alma tem dois
invólucros. Um, sutil e leve: é o primeiro, ao
qual chamas perispírito,
outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A Alma
é o centro de todos os envoltórios, como o
gérmen em um núcleo, já o temos dito.
[9a
- página 107 questão 141]
O corpo físico contém um corpo etérico, ou bioplásmico (duplo etérico
[1
- página 171] ), segundo preferem os investigadores russos. Este corpo etérico contém
nosso corpo astral que, por sua vez, contém nosso corpo mental-causal. Esse,
por sua vez, aloja vários outros corpos mentais mais sutis. Os seres habitantes
nesses corpos mentais são freqüentemente denominados Seres de Luz. Dentro
de todos esses corpos está nossa Alma. É dito que a
Alma é nossa
realidade, ego eterno, o pequeno raio de pureza, amor eterno e Luz cósmica
localizada na área do coração, mas existindo em uma dimensão mais sutil (num
outro domínio de realidade) e, como tal, permanecendo invisível para nós.
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Quanto
mais inferior é o Espírito, tanto mais apertados são os laços que o ligam à
matéria. Não o vedes? O
homem não tem duas almas; a alma
é sempre única em cada ser. São distintas uma
da outra a alma do animal e a do
homem, a tal ponto
que a de um não pode animar o corpo criado para
o outro. Mas, conquanto não tenha alma animal,
que, por suas paixões, o nivele aos animais, o
homem tem o corpo que, às vezes, o rebaixa até ao nível
deles, por isso que o corpo é um ser dotado de vitalidade e de instintos,
porém ininteligentes estes e restritos ao
cuidado que a sua conservação requer.
[9a
- página 298 q. 605]
Há no homem um
princípio inteligente a que se
chama ALMA ou ESPIRITO,
distinto, imaterial, individual, independente da matéria, que lhe dá o
senso
moral e a faculdade de pensar e que em nós
reside e sobrevive ao corpo, conservando sua individualidade após a morte.
[15a
- página 32 e 34]
A
Alma independe do princípio
vital. O corpo não é mais do que
envoltório, repetimo-lo constantemente. O
corpo pode existir sem a Alma.
Entretanto, desde que cessa a vida do corpo, a Alma
o abandona. Antes do nascimento,
ainda não há união definitiva entre a Alma
e o
corpo; enquanto que, depois dessa união se
haver estabelecido, a morte
do corpo rompe os laços que o prendem à Alma e esta o abandona. A vida orgânica pode animar um corpo
sem Alma, mas a Alma
não pode habitar um corpo privado de vida
orgânica. O nosso corpo, se não tivesse Alma,
seria simples massa de carne sem inteligência,
tudo o que quiserdes, exceto um homem.
[9a
- página 105 questão 136]
Devemos observar que quando nos estudos de O Livro dos Espíritos,
o termo Alma se refere ao espírito quando encarnado, e o termo espírito se
designa os espíritos errantes,
ou seja, libertos do corpo físico.
A
Alma é o foco da consciência e da personalidade. Sente, pensa e quer.
[1
- páginas 24
/ 25].
Poder-se-ia, assim dizer, e talvez
fosse o melhor,
Como se vê, tudo isto não passa de uma
questão de palavras, mas questão muito importante quando se trata de nos
fazermos entendidos. De conformidade com essa maneira de falar, a Alma
vital seria
comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a Alma
intelectual pertenceria
aos animais e aos homens; e a Alma
espírita somente
ao homem.
[9 Introdução II
p 16]
Desde que o
princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito
e entrar no período da humanização, já não guarda relação com o seu
estado primitivo e já não é a Alma dos
animais, como a árvore já não é a
semente. De animal só há no homem o corpo e as paixões que nascem da influência
do corpo e do instinto de conservação inerente à
matéria.
[1
- página 245]
[9 - cit.
páginas 301 / 302]*
A
Alma, no segundo concílio de Nicéia (787), declarava João de Tessalônica que
a igreja decide que esses seres são na verdade espirituais, dotados de um corpo
“tênue, aéreo ou ígneo”
[1
- página 26]
Clemente V, no Concílio realizado em Viena (1312), declarava heréticos
“os que não admitissem a materialização da Alma”
[1
- página 26]
[6 - cit.
página 294 e 295]*
As
Alma não atingem o grau supremo, senão pelos esforços que façam
por se melhorarem e depois de uma série de provas adequadas à sua purificação.
Os Anjos são Almas
que galgaram o último grau da escala, grau que todas podem
atingir, tendo boa vontade. Os Espíritos não são senão as Almas dos
homens,
despojadas do invólucro corpóreo.
[17a
- página 22]
Toda
Alma tem a sua
vibração particular e diferente. O seu movimento próprio, o seu ritmo, é a
representação exata do seu poder dinâmico, do seu valor intelectual, da sua
elevação moral. As
Almas que vibram
uníssonas reconhecem-se e chamam-se
através do espaço. Daí as atrações,
as simpatias, a amizade, o amor.
[36a
- página 113]
A
Alma não tem, no corpo, sede determinada e circunscrita. Porém,
nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, ela reside mais particularmente
na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o coração naqueles que muito
sentem e cujas ações têm todas por objeto a Humanidade.
[9a
- página 108 questão 146]
Que
se deve pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital?
"Quer
isso dizer que o Espírito habita de preferência essa parte do vosso organismo,
por ser aí o ponto de convergência de todas as
sensações. Os que a situam no que consideram o
centro da vitalidade, esses a confundem com o fluido ou princípio vital. Pode, todavia, dizer-se que a sede da alma se encontra
especialmente nos órgãos que servem para as
manifestações intelectuais e morais."
[9a
- página 108 questão 146]
No
instante da morte a Alma
volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara
momentaneamente.
[9a
- página 112
questão 149]
A Alma,
após a morte, conserva a sua individualidade. Jamais
a perde. Que seria ela, se não a conservasse? Continua
a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e que guarda a aparência de sua última encarnação:
seu perispírito, que
comprova a sua individualidade. Almas
nada leva consigo deste mundo, a não ser a
lembrança e o desejo de ir para um mundo
melhor, lembrança cheia de doçura
ou de amargor, conforme o uso que ela fez da vida. Quanto mais pura for, melhor
compreenderá a futilidade do que deixa na Terra.
[9a
- página 112 questão 150]
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