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Tem
assim o homem duas naturezas:
[9a -
página 24] [9a - página 298 questão 605]
As
duas naturezas nele existentes dão às suas paixões
duas
origens diferentes:
-
umas provêm dos
instintos
da natureza animal,
-
provindo as outras das
impurezas do Espírito, de cuja encarnação é ele a imagem e que mais ou menos
simpatiza com a grosseria dos apetites animais.
Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco
da influência da matéria.
-
Sob essa influência, aproxima-se do bruto.
-
Isento
dela, eleva-se à sua verdadeira destinação.
[9a
- página 299 -dos três reinos]
O
meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea
é: "Praticar a abnegação."
[9a -
página 418 questão 912]
O
Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria;
-
o homem que vence esta influência, pela elevação
e depuração de sua alma, se aproxima dos bons
Espíritos, em cuja companhia um dia estará.
-
Aquele que se
deixa dominar pelas más paixões, e põe
todas
as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos
Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
[9a Introdução VI p.25]
Ensinam-nos
que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da
natureza animal,
prendendo-nos à matéria;
que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria,
desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza
espiritual.
[9a Introdução VI p.27]
O homem, que procura nos excessos de todo gênero o
requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando
satisfeita a sua necessidade, Abdica da razão
que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua
natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças,
são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.
[9a -página 341 questão 714]
Todas
as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural.
O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois
que assenta numa das condições providenciais
da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma
necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e
não na causa e este excesso se torna um mal,
quando tem como conseqüência um mal qualquer. Toda paixão que aproxima o homem da
natureza animal afasta-o da natureza
espiritual. Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza
animal denota predominância do espírito sobre
a matéria e o aproxima da perfeição.
[9a -página 417
questão 908]
O
homem, pelos seus esforços, pode vencer as suas más inclinações. Em muitos
casos fazendo esforços muito insignificantes. O
que lhe falta é a vontade.
"Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!"
[9a
- página 418 questão 909]
Se
o pedir a Deus e ao seu bom
gênio, com sinceridade, os bons Espíritos lhe
virão certamente em auxílio, para combater as
suas paixões, porquanto é essa a missão deles.
[9a
- página 418 questão 910]
Há
muitas pessoas que dizem: Quero,
mas a vontade só lhes
está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja
como "querem". Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões,
é que seu Espírito se compraz nelas, em conseqüência da sua inferioridade. Compreende a
sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir.
Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito
sobre a matéria.
[9a
- página 418 questão 911]
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