Johann Kaspar Lavater (João Gaspar Laváter)
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Johann Kaspar Lavater (1741-1801) foi uma das glórias da Suíça e destacou-se como teólogo da Reforma Luterana, médium psicógrafo, filósofo, poeta, magnetista e fundador da Fisiognomonia, que estudava a personalidade a partir dos traços fisionômicos. Goethe desfrutou da amizade desse grande homem, que enviou várias mensagens à Imperatriz da Rússia Maria Feodorowna, mensagens estas por ele mesmo psicografadas e que foram analisadas e divulgadas por Allan Kardec na “Revista Espírita” de 1868.

 

http://julionatal.meublog.org/2008/09/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Kaspar_Lavater

        Durante o período ativo da sua mediunidade, Stainton Moses ocupou-se assiduamente em formar sociedades cujo fim era o de estudar o espiritualismo e todas as questões a ele concernentes. Contribuiu para criar:

  • A Associação Nacional Britânica dos Espiritualistas, em 1873;
  • a Sociedade Psicológica da Grã-Bretanha, em abril de 1875, de cujo Conselho foi um dos primeiros membros;
  • a Sociedade das Pesquisas Psíquicas, em 1882.
  • Enfim, fundou a Aliança Espiritualista de Londres, da qual foi o primeiro presidente, cargo esse em que se conservou até a morte.

        Ele passou para outro, pouco antes do seu decesso, a incumbência de dirigir a publicação do Light, jornal espiritualista. A sua atividade mediúnica, quanto aos fenômenos físicos, cessou completamente, mas até a morte conservou a faculdade de escrever automaticamente.

[108 - página 18]

        – “Depois de inúmeras existências profícuas (...) o missionário do amor renascera em Zurique, no ano de 1741, com o nome de Johann Kaspar Lavater, havendo manifestado desde muito jovem acentuado pendor místico, que o levou através dos anos à adoção da religião dominante, na área do Protestantismo. Havendo sido ordenado pastor, contribuiu grandemente para a divulgação do pensamento cristão desvestido de qualquer dogmatismo, paixão de seitas ou denominação estranha (...).”
        “Exilado para a Basiléia, pela sua lealdade ao pensamento cristão original, permaneceu devotado ao apostolado, retornando mais tarde, quando foi ferido numa das lutas pela tomada da cidade por Massena, no ano de 1799, de cujas conseqüências veio a desencarnar em 1801.”
        Da leitura de Tormentos da Obsessão podemos concluir que tem esse Espírito aproveitado de forma eficiente as encarnações que a ele têm sido concedidas pelo Pai Celestial. Do que, obviamente, têm resultado para ele importantes aquisições para sua evolução espiritual!
        Sobre a personalidade de Johann Kaspar Lavater, tivemos ensejo de redigir um artigo – “Lavater, a uma Imperatriz, com carinho” –, o qual foi publicado na edição de setembro de 1989 por Reformador.
        Foi em Zurique e em Schaffhouse, na Suíça, que Lavater teve oportunidade de, em 1762, travar conhecimento com os jovens Paulo – Paulo I, Imperador da Rússia – e sua esposa Maria Feodorovna.
        Sólida amizade estabeleceu-se entre os três a partir desses encontros.
        De 1796 a 1800 o prazer de Lavater era remeter aos soberanos russos, seus diletos amigos, vasta correspondência a respeito da ciência que criara – Fisiognomia –, segundo a qual havia uma estreita relação entre a fisionomia dos seres com a psicologia individual. Foi exatamente nesse período que o filósofo, escritor e teólogo suíço escreveu também seis cartas tecendo judiciosas considerações a respeito da vida no Além, todas elas endereçadas a Maria Feodorovna, Imperatriz da Rússia. A essa correspondência deu Kardec especial atenção, 70 anos depois! Certo ou não estivesse Lavater na sua tese, a Fisiognomia, fato é que à época a ele foram atribuídos diagnósticos realmente extraordinários. De todos os recantos da Europa chegavam pedidos referentes à matéria!
        Frisamos que nas seis mencionadas cartas Lavater deixou extravasar muitos pensamentos que o identificavam com os princípios da Doutrina_Espírita. Paralelamente há que considerar que se havia esta ou aquela distorção diante do que preceitua o Espiritismo, é oportuno recordar o que Kardec escreveu em maio de 1868 na Revista Espírita:

  • “(...) Apenas sobre alguns pontos parece ter tido ideias um pouco diferentes do que hoje sabemos, mas a causa dessas divergências que, aliás, talvez se devam mais à forma do que ao fundo, está explicada na comunicação seguinte, por ele dada na Sociedade de Paris.”

       Realmente, como ainda consideramos no trabalho publicado por Reformador, logo após essas palavras de Kardec segue uma mensagem ditada pelo Espírito Lavater. Ela foi recebida nessa Sociedade no dia 13 de março de 1868. Foi uma comunicação verbal, através do sonambulismo espontâneo do senhor Morin, e revelava a opinião de Lavater sobre o Espiritismo do século XIX. A mensagem é extensa, mas destacamos apenas o trecho a seguir, o qual bem patenteia aquilo que Kardec afirmou:

  • “Espírito encarnado, por instinto levado ao bem, natureza fervorosa apoderando-se de um pensamento que me levava ao verdadeiro, tão vil, ah! como aquelas que me levavam ao erro, talvez aí esteja o motivo que provocou as inexatidões de minhas comunicações, sem ter, para as retificar, o controle dos pontos de comparação. Porque, para que uma revelação seja perfeita, é preciso que se dirija a um homem perfeito e este não existe; não é, pois, senão do conjunto que se podem extrair os elementos da verdade. Foi o que pudestes fazer; mas, em meu tempo, podia-se formar um conjunto de algumas parcelas do verdadeiro, de algumas comunicações excepcionais? Não. Sou feliz por ter sido um dos privilegiados do século passado; obtive algumas dessas comunicações por mim diretamente, e a maior parte por meio de um Médium, meu amigo, completamente estranho à língua da alma e, há que dizer tudo, mesmo à do bem.”

        A caminho do término do presente trabalho, podemos levantar as conclusões seguintes:

  • Nos primórdios do Cristianismo nas Gálias lugdunenses, já nosso querido Eurípedes Barsanulfo identificava-se com a figura excelsa de Jesus.
  • No período que o separa da personalidade de Johann Kaspar Lavater, “teve inúmeras existências profícuas”, lembrando aqui as palavras do Espírito Inácio Ferreira a Manoel Philomeno de Miranda.
  • Sua última encarnação verificou-se na cidade mineira de Sacramento, no Estado que tem abrigado igualmente outros médiuns de meritórios serviços à Doutrina Espírita.

 

Revista "REFORMADOR"- Novembro 2004

http://www.febnet.org.br/file/37/refnov04.pdf

 

"A teimosia é a força do fraco." (Johann Kaspar Lavater)

 

http://www.sitequente.com/frases/teimosia.html

 

"Não fale mal de alguém se você não tem certeza; e se você tiver, pergunte-se porque está falando isso." (cat: Princípios)
Johann Kaspar Lavater


http://www.ociocriativo.com.br/frases/pesquisa.cgi

Se queres ser sábio, aprende a questionar razoavelmente, a escutar com atenção, e responder serenamente e a calar quando não tenhas nada a dizer.

Johann Kaspar Lavater

 

http://colecionadordefrases.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

        Johann Kaspar Lavater (1745-1801), poeta, dramaturgo, místico e fisionomista suíço, conselheiro espiritual de milhares de Protestantes, entre eles Goethe, que registrou suas impressões sobre Lavater em Dichtung und Wahrheit. Lavater fugiu para a Inglaterra com seu amigo e colega de universidade, o pintor Henry Fuseli, por terem denunciado um oficial corrupto; quando retornou a Zurique, escreveu seu Aphorisms on Man, dedicando-o a Fuseli, que fez uma tradução inglesa, impressa por Joseph Johnson em 1788. Blake gravou o frontispício para a tradução de Fuseli e ficou fascinado pelo livro (Damon, 1988: 136). As anotações de Blake para Aphorisms on Man encontram-se em Erdman, 1988, disponível no Arquivo Blake: <www.blakearchive.org>.

 

http://www.pget.ufsc.br/curso/dissertacoes/Juliana_Steil_-_Dissertacao.pdf

       Goethe aceitava a imortalidade e o mundo espiritual à nossa volta. E isto está comprovado numa carta que ele enviou ao ministro e teólogo protestante da Reforma, Johann Kaspar Lavater (1741-1801), ocasião em que afirmou: “Eu sou levado a crer na existência de um mundo que vai além deste visível, e tenho suficiente força vital e poética para sentir que o meu limitado Eu torna-se enormemente dilatado ao entrar em contato com um Universo espiritual, conforme falou dele Swedenborg”. E finaliza aquela correspondência, dizendo:      

  • “Que os bons Espíritos estejam com você”.

http://julionatal.meublog.org/2008/09/12/com-os-olhos-do-espirito-%E2%80%93-parte-iii-%E2%80%93/

     

        No castelo grão-ducal de Pawlowsk, situado a 24 milhas de Petersburgo, onde o Imperador Paulo, da Rússia, passou os anos mais felizes de sua vida e que se tornou depois a residência favorita da Imperatriz Maria, sua viúva, acha-se uma seleta biblioteca na qual se encontra um maço de cartas de Lavater, que passaram ignoradas dos biógrafos do célebre filósofo suíço. (N.R.: Johann Kaspar Lavater {1741-1801}, teólogo e filósofo suíço nascido em Zurique, foi pastor em sua cidade natal e é considerado o fundador da fisiognomonia – a arte de conhecer o caráter das pessoas pelos traços fisionômicos.) [109 - página 55]
        Essas cartas – seis, ao todo – foram escritas no período de 1796 a 1798 e enviadas de Zurique. Dezesseis anos antes, em Zurique e em Schaffhouse, Lavater teve ocasião de ser apresentado ao Conde e à Condessa do Norte, títulos usados então pelo Grão-Duque da Rússia e sua esposa em sua viagem pela Europa. [109 páginas 55 e 56]
        Lavater diz nessas cartas que a alma, depois_de_deixar_o_corpo, pode inspirar ideias a qualquer pessoa que esteja apta a receber-lhe a luz, e assim fazer-se comunicar por escrito a algum amigo deixado na Terra. [109 - página 56]
        Reunidas num único volume, as cartas foram publicadas em Petersburgo, em 1858, sob o título “Cartas de João Gaspar Lavater à Imperatriz Maria Feodorawna, esposa do Imperador Paulo I da Rússia”. Editada à custa da biblioteca imperial, a obra foi oferecida em homenagem à Universidade de Iena. [109 - página 56]
        A correspondência oferece duplo interesse por causa da alta posição das personagens envolvidas e da especialidade do assunto. As ideias expressas por Lavater sobre o estado_da_alma_após_a_morte aproximam-se muito das que foram emitidas pelos teósofos do seu tempo e sua concordância com a Doutrina Espírita é um fato digno de nota. Além disso, as cartas provam que a crença nas relações entre o mundo material e o mundo espiritual germinava na Europa desde o fim do século XVIII. [109 - página 57] 
        Na primeira carta, datada de 1º de agosto de 1796, Lavater fala sobre o estado da alma depois da morte. [109 - página 58]
        Em resumo, nesta carta Lavater diz que:

  • I, o mundo invisível deve ser penetrável para a alma separada do corpo, assim como ele o é durante o sono;
  • II, a alma aperfeiçoa em sua existência material as qualidades do corpo_espiritual, veículo com que continuará a existir depois da morte e pelo qual conceberá e obrará em sua nova existência;
  • III, o estado da alma depois da morte será fundado sempre neste princípio geral: o homem colhe o que houver plantado;
  • IV, cada alma, separada do seu corpo se apresenta a si própria, depois da morte, tal como ela é na realidade;
  • V, seu peso intrínseco, como que obedecendo à lei de gravitação, atraí-la-á aos abismos insondáveis ou às regiões luminosas, fluídicas e etéreas;
  • VI, o bom Espírito elevar-se-á para os bons e o perverso será empurrado para os maus, atendendo à lei das afinidades.    
    [109 páginas 58 a 63]

        Na segunda carta, datada de 18-8-1798, Lavater assevera que:

  • I, as necessidades experimentadas pelo Espírito durante o seu desterro no corpo material ele continua a senti-las depois de o abandonar;
  • II, a necessidade mais natural que pode nascer numa alma imortal é a de aproximar-se cada vez mais de Deus e de assemelhar-se ao Pai;
  • III, quando essa necessidade predominar em nós, nenhum receio deveremos nutrir a respeito do nosso futuro após a morte;
  • IV, os bons são atraídos para os bons e somente as almas elevadas sabem gozar da presença de outras almas delicadas;
  • V, nenhuma alma vil e hipócrita pode sentir-se bem ao contacto de uma alma nobre e enérgica que lhe penetrou os sentimentos;
  • VI, o egoísmo é que produz a impureza da alma e acarreta o seu sofrimento;
  • VII, o egoísmo é combatido por alguma coisa de puro e divino que existe em toda alma: o sentimento moral;
  • VIII, da concordância e da harmonia que se estabelece no homem entre ele mesmo e sua lei íntima, dependem sua pureza, sua aptidão para receber a luz, sua ventura, seu céu e seu Deus;
  • IX, estando rotos os laços da matéria, o amor purificado deve dar ao Espírito uma existência feliz, um gozo contínuo de Deus e um poder ilimitado para fazer ditosos todos os que são aptos para a felicidade.
    [109 páginas 64 a 71]

        Na terceira carta, firmada em 1o de setembro de 1798, Lavater diz que:

  • I, despojado do corpo, cada Espírito será afetado pelo mundo exterior de um modo correspondente ao seu estado de adiantamento, isto é, tudo lhe aparecerá tal qual ele é em si mesmo;
  • II, os bons Espíritos se acercarão das almas bondosas, os maus atrairão a si as naturezas ruins;
  • III, tudo segue marcha incessante que, impelindo todas as coisas para diante, faz que nos aproximemos de um objetivo que, aliás, não é o final;
  • IV, o Cristo é o herói, é o centro, a principal personagem nesse drama imenso de Deus, admiravelmente simples e complicado ao mesmo tempo;
  • V, à medida que nossa alma melhorar-se, nós veremos o Cristo sempre mais formoso, porém nunca pela última vez.
    [109 páginas 71 a 75]

        Na quarta carta, de 14-9-1798, Lavater afirma que:

  • I, apesar da existência de uma lei geral, eterna e imutável de castigo e felicidade, cada Espírito, segundo seu caráter, terá de sofrer penas depois da morte do corpo, ou gozará de felicidades apropriadas às suas qualidades;
  • II, embora todos os Espíritos estejam submetidos à ação da lei das afinidades, é presumível que o seu caráter substancial, pessoal ou individual lhes dê um gozo ou sofrimento essencialmente diversos de um para outro Espírito;
  • III, Deus se colocou e igualmente dispôs o Universo no coração de cada ser humano;
  • IV, todo homem é um espelho particular do Universo e do seu Criador; devemos empregar todo o nosso esforço em conservar esse espelho tão puro quanto possível, para que Deus possa ver-se refletido na sua bela criação.
    [109 páginas 75 a 77]

        Anexa à carta precedente, Lavater enviou à Imperatriz Maria uma mensagem enviada por um Espírito a um amigo da Terra, na qual fala sobre o estado dos Espíritos desencarnados. A mensagem é datada de 15-9-1798 e diz, em resumo, que:

  • I, seu estado atual em relação ao que tinha na Terra é como o da borboleta que, depois de abandonar o casulo da lagarta, fica voejando nos ares;
  • II, uma luz invisível aos mortais, conquanto visível a alguns, brilha e irradia-se docemente do cérebro de todo homem bom, amante e religioso;
  • III, a auréola imaginada para os santos é essencialmente verdadeira e racional; essa luz torna feliz todo ser humano que a possui;
  • IV, nenhum Espírito impuro pode ou ousa aproximar-se dessa luz santa; por meio dela pode-se perscrutar facilmente as almas, a fim de serem lidas ou vistas em toda a sua realidade;
  • V, cada pensamento que parte dos seres humanos é para os Espíritos uma palavra e às vezes um completo discurso;
  • VI, os Espíritos respondem aos pensamentos dos encarnados, mas estes ignoram que são eles - Espíritos - que lhes falam ou lhes inspiram ideias;
  • VII, sem a mediação de uma pessoa acessível à luz, é impossível ao Espírito estender-se conosco verbalmente, ou por escrito;
  • VIII, o Espírito pousa sobre a fronte desse mediador - médium, na terminologia espírita - e suscita ideias que este descreve sob a sua inspiração, por efeito da irradiação do pensamento.
    [109 páginas 78 a 81]

        Na quinta carta, datada de 13-11-1798, Lavater diz que, para o futuro, se Deus o permitir, as comunicações com o mundo invisível serão mais freqüentes e, reportando-se à hora da morte, recomenda à Imperatriz Maria: “Apressemo-nos em atravessar a noite das trevas para chegarmos à luz – passemos por esses desertos para entrarmos na terra prometida – suportemos as dores desta existência para aparecermos na verdadeira vida”. [109 páginas 81 e 82]
        Anexa à carta, Lavater enviou-lhe outra comunicação mediúnica, em que o comunicante esclarece que para enviar a mensagem foi-lhe preciso obter licença especial, pois os Espíritos nada podem fazer sem permissão. [109 páginas 82 e 83]
        A mensagem descreve as sensações que o comunicante teve no momento de sua passagem à vida espiritual, finda a vida corpórea, e assim se encerra: “Aproveita essas minhas comunicações e bem depressa outras te serão dadas. Ama e serás amado, pois só o amor pode fazer a felicidade. Oh! Querido amigo, é pelo amor somente que me posso aproximar de ti, comunicar contigo e mais depressa conduzir-te ao manancial da vida”. [109 - página 88]
        Na sexta e última carta, escrita em 16 de dezembro de 1798 e acompanhada de nova mensagem de origem mediúnica, Lavater assevera que nossa felicidade futura está em nossas mãos, que só o amor nos pode dar a suprema ventura e que só a fé no amor divino faz nascer em nossos corações o sentimento que nos torna felizes eternamente – fé que desenvolve, purifica e completa a nossa aptidão para amar. [109 - página 89]
        A mensagem espiritual, obtida na mesma data, dá-nos diversos ensinamentos sobre as relações que existem entre os Espíritos e os seres que eles amaram na Terra, e nos diz, em resumo, que:

  • I, a felicidade dos Espíritos depende, algumas vezes, do estado daqueles que eles deixaram na Terra e com os quais eles entram em relações diretas;
  • II, cada espécie de amor tem um raio de luz que lhe é peculiar. Esse raio forma a auréola dos santos e os torna mais resplandecentes e agradáveis à vista;
  • III, quem se torna estranho ao amor, degrada-se no sentido mais positivo e literal da palavra; torna-se mais material e, por conseguinte, mais inferior, mais terrestre, e as trevas da noite o cobrem com seu véu;
  • IV, por efeito de um movimento imperceptível, dando certa direção à sua luz, os Espíritos podem fazer nascer ideias mais humanas nas naturezas que lhes são simpáticas e suscitar ações e sentimentos mais nobres e elevados;
  • V, não podem, porém, forçar e dominar alguém, ou mesmo fazer imposições aos homens, cuja vontade é em tudo independente;
  • VI, para os Espíritos, o livre-arbítrio dos homens é sagrado;
  • VII, as naturezas degradadas, egoístas, atraem Espíritos grosseiros, privados de luz e malévolos, que mais e mais as envenenam;
  • VIII, as almas bondosas se fazem, por sua vez, cada vez mais puras e mais amantes pelo contacto dos bons Espíritos;
  • IX, os Espíritos do bem abundam onde se acham almas amorosas e os Espíritos das trevas pululam onde há grupos de almas impuras;
  • X, existem relações imperecíveis entre os mundos visível e invisível, uma comunhão constante entre os habitantes da Terra e os habitantes do céu, uma ação recíproca e benéfica de cada um desses mundos sobre o outro.
    [109 páginas 89 a 95]

        Prossegue a mensagem espiritual ensinando que:

  • I, Vós, os chamados mortais, podem pelo amor fazer o céu descer à Terra e entrar em comunhão com os seres bem-aventurados;
  • II, quando te enfadas e, dominados de tal sentimento, pensas nos outros, a luz que se irradia de ti se obscurece e, então, os bons Espíritos são forçados a afastar-se;
  • III, nenhum Espírito bom pode suportar as trevas da cólera;
  • IV, a oração atrai para junto de vós os Espíritos imbuídos do bem, porque o Senhor vê os justos e ouve as suas súplicas;
  • V, o amor puro e nobre encontra em si mesmo a sua recompensa; o melhor prazer e mais santo é o gozo de Deus, é o produto do sentimento depurado. Nada tem mérito sem o amor;
  • VI, todos os que amam, na Terra e no céu, se fundem num só pelo sentimento. Do grau do amor em cada um depende a nossa felicidade interna e externa. Nosso amor é, pois, o que regula as nossas relações com os Espíritos, nossa comunhão com eles, a influência que eles podem exercer sobre nós e a sua ligação íntima com o nosso Espírito. [109_páginas_96_a_100]

http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/estudosespiritas/classicosdoespiritismo/oporquedavida.doc

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS