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PROVAÇÕES ESCOLHIDAS PELO ESPÍRITO
Várias vezes já têm sido repetidos os ensinamentos que estou
transmitindo sobre as provações terrenas
de cada indivíduo.
Muito antes
da encarnação,
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o
Espírito faz o cômputo
de suas possibilidades,
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estuda
o caminho que melhor se lhe afigura na luta da perfectibilidade e,
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de
acordo com as suas vocações e segundo o grau de evolução já
alcançado, escolhe, em plena posse de sua consciência, a estrada
que se lhe desenha no porvir, fecunda de progressos espirituais.
Dentro do infinito do Universo
e com as faculdades integrais do seu próprio “eu”, reconhece a alma
que somente a luta lhe oferta inúmeras possibilidades de evolução,
em todos os setores da atividade humana; e, daí, a preferência pelos
ambientes de dor e privação,
abençoados corretivos que a Providência lhe oferece para a redenção do
passado ou para o desenvolvimento das suas forças latentes e imprecisas; cada
Espírito, voluntariamente, escolhe as suas sendas futuras, conforme o seu
progresso e de acordo com os desígnios superiores.
[71
pág. 166]
Emmanuel - 1938
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Quando
errante, pouco importa ao Espírito encarnar no corpo de um homem, ou
no
de uma mulher. O que o guia na escolha
são as prova por que haja de passar. Os
Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo,
como cada posição social, lhes proporciona provações
e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele
que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.
[9a
p.135 q.202]
(Ver:
Sexo no
Espírito)
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Nas
provações por
que lhe cumpre passar para atingir a perfeição, o
Espírito não tem que sofrer tentações de todas as naturezas e nem tem
que se achar em todas as circunstâncias que
possam excitar-lhe o orgulho, a inveja, a avareza, a sensualidade, etc.
Pois
bem sabeis haver Espíritos que desde o começo tomam um caminho que os exime de
muitas
provas. Aquele, porém, que se deixa arrastar para o mau caminho, corre todos os perigos que o inçam. Pode um Espírito, por
exemplo, pedir a riqueza e ser-lhe esta concedida. Então, conforme o seu caráter,
Daí não se segue, entretanto, que haja de forçosamente passar por todas estas
tendências.
[9a
p.172 q. 161]
(Ver:
Prova da riqueza e miséria)
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O
Espírito escolhe
provas
que queira sofrer, de acordo com a
natureza de suas faltas, as que o levem à expiação
destas e a progredir mais depressa.
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Uns, portanto,
impõem a si mesmos uma vida de misérias e
privações, objetivando suportá-las com coragem;
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outros preferem experimentar as tentações da
riqueza e do poder, muito mais
perigosas, pelos abusos e má aplicação a que podem
dar lugar, pelas paixões
inferiores que uma e outros desenvolvem;
-
muitos, finalmente,
se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contacto com o
vício.
[9a
p.174 q. 264]
Quando
na erraticidade,
antes de começar nova existência corporal, o
Espírito tem Ele próprio a escolha do gênero de prova
por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.
[9a
p.171 q. 258]
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Nem
todas as tribulações que experimentamos na
vida nós as previmos e buscamos,
porque não escolhemos e previmos tudo o que nos sucede no mundo, até
às mínimas coisas. Escolhemos apenas o gênero das provações.
As particularidades correm por conta da
posição em que nos acharmos; são, muitas vezes, conseqüências das nossas
próprias ações. Escolhendo,
por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que
arrastamentos se expunha; ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar.
Esses atos resultam do exercício da sua vontade,
ou do seu livre-arbítrio.
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Sabe
o Espírito que, escolhendo tal
caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie;
-
sabe,
portanto, de que natureza serão as
vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora se se verificará este ou aquele êxito.
Os acontecimentos secundários se
originam das circunstâncias e da força mesma
das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino.
Se tomares uma estrada cheia de sulcos
profundos, sabes que terás de andar cautelosamente, porque
há muitas probabilidades de caíres; ignoras, contudo, em que ponto cairás e
bem pode suceder que não caias, se fores
bastante prudente. Se, ao percorreres uma rua, uma telha
te cair na cabeça, não creias que estava escrito, segundo vulgarmente se diz.
[9a
p.171 q. 259]
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A
nós (encarnados) pode parece natural que se escolham as provas
menos dolorosas,
ao Espírito, não. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e sua maneira de
pensar passa a ser outra. Sob a influência das
idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado
penoso.
[9a
p.174 q. 266]
O Espírito pode enganar-se quanto à
eficiência da prova
que escolheu.
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Pode escolher uma que esteja acima
de suas forças e sucumbir.
-
Pode também escolher
alguma que nada lhe aproveite, como sucederá se buscar vida ociosa e inútil.
Mas, então, voltando ao mundo dos Espíritos,
verifica que nada ganhou e pede outra que lhe faculte
recuperar o tempo perdido.
[9a
p.177 q. 269]
O
Espírito pode apressar ou retardar o
momento da sua reencarnação.
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Pode apressá-lo,
atraindo-o por um desejo ardente.
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Pode igualmente distanciá-lo, recuando
diante da Enganando-se quanto à
eficiência da prova
que escolheu., pois entre os Espíritos também
há covardes e indiferentes.
Nenhum, porém assim procede impunemente,
visto que sofre por isso, como aquele que recusa o remédio capaz de curá-lo.
[9a
p.195 q. 332]
O
Espírito, além do gênero de
vida que lhe sirva de prova,
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pode também escolher o
corpo, porquanto as
imperfeições que este apresente ainda serão,
para o Espírito, provas
que lhe auxiliarão o progresso,
se vencer os obstáculos que lhe oponha.
-
Nem
sempre, porém, lhe é permitida a escolha do seu invólucro
corpóreo; mas, simplesmente, a faculdade de
pedir que seja tal ou qual.
[9a
p.196 q. 335]
O Espírito poderia recusar, à última hora, tomar o corpo
por ele escolhido. Mas, sofreria muito mais do que aquele que não tentasse provas
alguma.
[9a
p.196 q. 335]
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