Sistema solar

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http://constelaciondeorion.blogspot.com/2006/06/escalas-astronmicas.html 


A hipótese moderna para a origem do sistema solar é baseada na hipótese nebular, sugerida em 1755 pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), e desenvolvida em 1796 pelo matemático francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827), em seu livro Exposition du Systéme du Monde.

        Laplace, que desenvolveu a teoria das probabilidades, calculou que como todos os planetas estão no mesmo plano, giram em torno do Sol na mesma direção, e também giram em torno de si mesmo na mesma direção (com excessão de Vênus), só poderiam ter se formado de uma mesma grande nuvem de partículas em rotação. Essa hipótese sugeria que uma grande nuvem rotante de gás interestelar, a nebulosa solar, colapsou para dar origem ao Sol e aos planetas. Uma vez que a contração iniciou, a força gravitacional da nuvem atuando em si mesma acelerou o colapso. À medida que a nuvem colapsava, a rotação da nuvem aumentava por conservação do momentum angular e, com o passar do tempo, a massa de gás rotante assumiria uma forma discoidal, com uma concentração central que deu origem ao Sol. Os planetas teriam se formado a partir do material no disco.

Ver mais informações em: http://astro.if.ufrgs.br/planetas/planetas.htm# 

        Sucedeu que, num ponto do Universo, perdido entre as miríades de mundos, a matéria cósmica se condensou sob a forma de imensa nebulosa, animada esta das leis universais que regem a matéria. Em virtude dessas leis, notadamente da força molecular de atração, tomou ela a forma de um esferóide, a única que pode assumir uma massa de matéria insulada no espaço.

        O movimento circular produzido pela gravitação, rigorosamente igual, de todas as zonas moleculares em direção ao centro, logo modificou a esfera primitiva, a fim de a conduzir, de movimento em movimento, à forma lenticular. Falamos do conjunto da nebulosa.

[38  cap. VI  pág.118 it.20 ] - Allan Kardec  - A Gênese - 1868

        Novas forças surgiram em conseqüência desse movimento de rotação: 

  • a força centrípeta (tendendo a reunir todas as partes no centro)

  • e a força centrífuga (tendendo a afastá-las dele).

        Ora, acelerando-se o movimento, à medida que a nebulosa se condensa, e aumentando o seu raio, à medida que ela se aproxima da forma lenticular, a força centrífuga, incessantemente desenvolvida por essas duas causas, predominou de pronto sobre a atração central.

        Assim como um movimento demasiado rápido da funda lhe quebra a corda, indo o projetil cair longe, também a predominância da força centrífuga destacou o circo equatorial da nebulosa e desse anel uma nova massa se formou, isolada da primeira, mas, todavia, submetida ao seu império. Aquela massa conservou o seu movimento equatorial que, modificado, se lhe tornou movimento de translação em torno do astro solar. Ao demais, o seu novo estado lhe dá um movimento de rotação em torno do próprio centro.

[38  cap. VI  pág.118 it.21 ] - Allan Kardec  - A Gênese - 1868

         A nebulosa geratriz, que deu origem a esse novo mundo, condensou-se e retomou a forma esférica; mas, como o primitivo calor, desenvolvido por seus diversos movimentos, só com extrema lentidão se atenuasse, o fenômeno que acabamos de descrever se reproduzirá muitas vezes e durante longo período, enquanto a nebulosa não se haja tornado bastante densa, bastante sólida, para oferecer resistência eficaz às modificações de forma, que o seu movimento de rotação sucessivamente lhe imprime.

        Ela, pois, não terá dado nascimento a um só astro, mas a centenas de mundos destacados do foco central, saídos dela pelo modo de formação mencionado acima.  Ora, cada um de seus mundos, revestido, como o mundo primitivo, das forças naturais que presidem à criação dos universos gerará sucessivamente novos globos que desde então lhe gravitarão em torno, como ele, juntamente com seus irmãos, gravita em torno do foco que lhes deu existência e vida. Cada um desses mundos será um Sol, centro de um turbilhão de planetas sucessivamente destacados do seu equador. Esses planetas receberão uma vida especial, particular, embora dependente do astro que os gerou.

[38  cap. VI  pág.119 it.22 ] - Allan Kardec  - A Gênese - 1868

Formação do Sistema Solar

http://www.on.br/site_edu_dist_ss/modulos/modulo_1/7-formacao-sistema/7-formacao-sistema.html 

Descoberto sistema planetário semelhante ao nosso Sistema Solar

        Ainda não encontramos um sistema exactamente análogo ao nosso, com um planeta com uma órbita circular e uma massa próxima da de Júpiter, mas esta descoberta mostra que estamos a chegar lá. Estamos a ponto de encontrar planetas que se encontrem a distâncias superiores a 4 u.a. das estrelas que orbitam", afirmou Butler. "Penso que encontraremos mais planetas deste tipo entre as 1200 estrelas que temos vindo a observar."

        A equipa partilhou os seus dados com o astrónomo Greg Laughlin da Universidade da Califórnia (E.U.A). Os seus cálculos dinâmicos mostraram que um planeta com uma dimensão semelhante há da Terra poderia existir numa órbita estável entre estes dois gigantes gasosos. Mas isto não passa, até ao momento, de pura especulação. No total, a equipa de investigadores, encontrou 13 planetas. Entre eles encontra-se o mais pequeno planeta descoberto até hoje. Ele orbita a estrela HD49674, da constelação Auriga (O Cocheiro), da qual se encontra separado por apenas 0,05 u.a. A sua massa é cerca de 15% da de Júpiter (40 vezes a massa da Terra). Este estudo vem assim elevar para 90 o número de planetas extra-solares até hoje descoberto.

http://www.astro.up.pt/nd/astro_news/2002/0621pt.html 

Para mais informações: http://science.nasa.gov/headlines/y2002/13jun_newplanets.htm?list101146

LINKs:


Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS