Familiares problemas

 

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        Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência de arrastou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se faz presente.

        Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

        Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.

        Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.

        Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nós mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas da evolução.

        É provável tenhamos dado um passo à frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxílio, não para fuga.

        Atentos ao princípio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dívidas ou delongar compromissos.

        O divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam à beira da delinqüência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.

        Reflete, porém, que a existência na Terra é um estágio educativo ou reeducativo e tão só amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.

Emmanuel

médium Francisco Cândido Xavier

[46 página 23]

        Há mães que odeiam os filhos e, não raro, desde a infância destes.  Às vezes, é uma prova que o Espírito do filho escolheu, ou uma expiação, se aconteceu ter sido mau pai, ou mãe perversa, ou mau filho, noutra existência.  Em todos os casos, a mãe má não pode deixar de ser animada por um mau Espírito que procura criar embaraços ao filho, a fim de que sucumba na prova que buscou. Mas, essa violação das leis da Natureza não ficará impune e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos de que haja triunfado.

[9a página 410 questão 891]

        Quando os filhos causam desgostos aos pais, não têm estes desculpa para o fato de lhes não dispensarem a ternura.  Isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem.  Demais, esses desgostos são, amiúde, a conseqüência do mau feitio que os pais deixaram que seus filhos tomassem desde o berço.  Colhem o que semearam.

[9a página 410 questão 892]

Indagações da Vida

        A Terra, de certo modo, assemelha-se a um palco imenso sobre o qual nós outros, as criaturas de Deus, somos os atores na peça que nos cabe representar, com o objetivo de aprender a amar e a servir.

        A realidade permanece, na Vida Espiritual, na retaguarda dos bastidores, para onde todos volvemos, um dia, para a verificação dos nossos acertos e desacertos no trabalho realizado.

        Os ensinamentos religiosos, em si, constituem o ponto, orientando o comportamento dos atores em cena.

        Nesta exposição sintética, esboçamos uma resposta às indagações do cotidiano, na experiência física.

  • Por que existem pais em antagonismo com os filhos?

  • Por que se desfazem matrimônios respeitáveis, sob o pretexto de que terá secado a fonte da afeição de um cônjuge para com o outro?

  • Por que se esfria o devotamento entre pessoas que se estimaram durante longo tempo de convivência?

  • Por que determinadas mães contrariamente aos princípios da natureza, enjeitam os próprios filhos?

  • Por que o ódio entre irmãos consangüíneos que se amavam enternecidamente na infância e não mais se suportam na posição de adultos?

  • Por que aparecem criaturas que detestam a família em que nasceram?

        Debalde se improvisam teorias, à base do materialismo, para a definição de semelhantes fenômenos. 

        Só a reencarnação possui lógica suficiente para explicá-los.

        E unicamente as lições do Cristo são claras na orientação da existência de cada um, a fim de que não venhamos a perder o ensejo de aprender: 

(Emmanuel - do livro: Neste Instante)

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Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS