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O
estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento
constitui um dos primeiros atos de progresso_nas_sociedades_humanas, porque
estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem
que em condições diversas. A abolição do casamento
seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo
mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.
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[9a
- página 335 questão 696]
A
indissolubilidade absoluta do casamento, é
uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar
suas leis; só as da Natureza são imutáveis.
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[9a
- página 335 questão 697]
O
celibato
voluntário não representa um estado de perfeição meritório aos olhos de
Deus. E, os que assim vivem, por egoísmo,
desagradam a Deus e enganam o mundo.
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[9a
- página 335 questão 698]
Da
parte de certas pessoas, o celibato
será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo,
ao serviço da Humanidade.
Todo
sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. Quanto maior o
sacrifício, tanto maior o mérito.
Não
é possível que Deus se contradiga, nem que ache mau o que Ele próprio fez.
Nenhum mérito, portanto, pode haver na violação da Sua lei. Mas, se o celibato,
em si mesmo, não é um estado meritório, outro tanto não se dá quando
constitui, pela renúncia às alegrias da família, um
sacrifício praticado em
prol da Humanidade. Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem
qualquer idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.
.
[9a
- página 335 questão 699]
Os cultos religiosos, em sua feição
dogmática, são igualmente transitórios como todas as fórmulas
do convencionalismo humano.
Que o espiritista
sincero e cristão, assumindo os seus compromissos conjugais
perante as leis dos homens,
busque
honrar a sua promessa e a sua decisão, santificando o casamento
com o rigoroso desempenho de todos os seus deveres evangélicos, ante os
preceitos terrestres e ante a imutável lei divina que vibra em sua consciência
cristianizada.
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[41a
- página 175]
- Emmanuel - 1940
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Assumindo os seus
compromissos conjugais perante as leis dos homens, o procedimento dos
espiritistas na consagração do casamento deve ser o de, sem ferir as
convenções sociais reflexas dos cultos religiosos, honrar a sua
promessa e a sua decisão, santificando o casamento com o rigoroso
desempenho de todos os seus deveres evangélicos, ante os preceitos
terrestres e ante a imutável lei divina que vibra em sua consciência
cristianizada.
EMMANUEL
Psicografado por Francisco cândido Xavier
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CASAMENTO - 387) |
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O carinho repartido, em princípio, a dois, passa a ser dividido por
maior número de partícipes do núcleo familiar, e esses mesmos condôminos
do estabelecimento caseiro, em muitas circunstâncias, são os
associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos
pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a
consumação do enlaçamento afetivo.
Quase sempre Espíritos vinculados
ao casal, mais fortemente ao pai ou à mãe, cooperaram na aproximação
dos futuros pais, reclamando a quota de carinho e atenção que lhes é
devida.
EMMANUEL
Psicografado por Francisco cândido Xavier
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CASAMENTO - 398) |
-
Você
admite, porventura, que o casamento seja
uma simples excursão no jardim da carne?
-
supôs
que o matrimônio terrestre fosse apenas
a música da ilusão a eternizar-se no tempo?
-
o lar
é uma escola em que as almas se reaproximam para o serviço da sua própria
regeneração, com vistas ao aprimoramento que nos cabe apresentar de
futuro.
-
Você
ignora que no educandário há professores e alunos?
-
desconhece
que os melhores devem ajudar aos menos bons?
Nem sempre a mulher poderá ver no companheiro o homem amado com ternura, mas
sim um filho espiritual necessitado de compreensão e sacrifício para
soerguer-se, como também nem sempre o homem conseguirá contemplar na esposa a
flor de seus primeiros sonhos, mas sim uma filha do coração, a requisitar-lhe
tolerância e bondade, a fim de que se transfira da sombra para a luz. O amor não
é tão-somente a ventura rósea e doce do sexo
perfeitamente atendido. É uma luz que brilha mais alto, inspirando a coragem da
renúncia e do perdão
incondicionais, em favor do ser e dos seres que nós amamos.
É
compreensível que a planta seja assaltada pelos parasitas ou pelos vermes da
morte, todavia, nada há a recear se a jardineira está vigilante...
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[28a
- página 194]
- André Luiz - 1954
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O
matrimônio
espiritual realiza-se alma com alma, representando os demais simples
conciliações indispensáveis à solução de necessidades ou
processos retificadores, embora todos sejam sagrados.
Se os consortes
padecem inquietação, desentendimento, tristeza, estão unidos
fisicamente,
mas não integrados no matrimônio espiritual.
Há, pois,
ANDRÉ LUIZ
Psicografado por Francisco cândido Xavier
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CASAMENTO - 401) |
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Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste
sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois -
somente depois - surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes
não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por
nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos.
EMMANUEL
Psicografado por Francisco cândido Xavier
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CASAMENTO - 406) |
Quando alguns dos reformadores mais adiantados compreenderam a imensa importância da questão do casamento, procuramos fazer prevalecer idéias ao alcance do mundo, conquanto ainda não preparado. Apenas fazemos uma alusão a esse respeito, intimamente ligado às questões capitais de moléstia, crime, pobreza, insanidade, que nos são penosas e embaraçam as nossas relações com os homens. Muitas dessas calamidades são atribuídas tanto à loucura como à criminosa leviandade, ou à não menos criminosa e insensata lei convencional que rege o casamento entre vós. Isso se aplica igualmente àqueles a quem chamais bem-educados e polidos e aos ignorantes e não cultivados. O grande pecado, aliás, está antes do lado dos ricos.
Não vos enganeis. Não somos os advogados da ciência nem os apóstolos do que se chama a liberdade social. A liberdade em mãos de insensatos degenera sempre em licença. Rejeitamos com desprezo semelhantes noções, mais ainda do que o infame comércio de venda e de compra, a escravidão social pela qual aviltastes a mais santa e divina lei da vida.
[108 - página 231] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)
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