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As
considerações que expendemos, acerca de um tema assim tão vasto,
externando-nos do ângulo mais elevado que a nossa mente é suscetível
de abarcar, não nos dispensam do dever de exaltar a necessidade de sublimação
da experiência emotiva entre as criaturas. Sabemos que o sexo,
analisado na essência, é a soma das qualidades femininas ou masculinas que
caracterizam
a mente,
razão por que é imprescindível observá-lo, do ponto de vista espiritual,
enquadrando-o na esfera das concessões divinas que nos cabe movimentar com
respeito e rendimento na produção do bem...
...O sexo
no corpo_humano é
assim como um altar de amor puro que não podemos relegar à imundície, sob
pena de praticar as mais espantosas crueldades mentais, cujos efeitos nos
seguem, invariáveis, depois do
túmulo...
...Nas falhas do campo genésico, temos a considerar, acima de tudo, a crueldade
mental que praticamos em nome do amor...
Contudo, fugindo à palavra empenhada ou faltando
aos compromissos e votos que assumimos, não nos precatamos quanto à lei de correspondência,
que nos devolve, inteiro, o mal que praticamos e em cuja intimidade as bênçãos
do conhecimento superior nos agravam as agonias, de vez que, no esplendor da luz
espiritual, não nos perdoamos pelas nódoas e chagas que trazemos na alma...
...Muito antes da pompa terminológica
das escolas psicanalíticas modernas, que se permitem arrojadas conjeturas em
torno das flagelações mentais, há quase vinte séculos ensinou-nos Jesus
que «todo aquele que comete o mal é escravo do mal» (*) e podemos acrescentar que,
para sanar o mal, a que houvermos escravizado o coração, é imprescindível
sofrer a purgação que o extirpa.
[83
- páginas 205/8]
- André Luiz
(*)
Evangelho de João, 8:34
Compreendamos,
pois, que o sexo reside na mente,
a expressar-se no corpo_espiritual, e conseqüentemente no corpo_físico, por santuário criativo de nosso amor perante
a vida, e, em razão disso, ninguémescarnecerá
dele, desarmonizando-lhe
as forças, sem escarnecer e
desarmonizar a si mesmo.
[56
- página 141]
- André Luiz - 30/3/1958
Em
nossa existência, o Espírito que animou o corpo de um homem pode animar
o de uma mulher e vice-versa. São os mesmos os
Espíritos que animam os homens e as mulheres.
[9a
- página 134 questão 201]
Em assuntos sensuais, Xenofonte escreve que "Sócrates
havia treinado a si mesmo para evitar o mais agradável e o mais atraente mais facilmente
do que outros conseguem evitar o mais feio e o mais repulsivo".
http://www.geocities.com/Athens/4539/socrat/o_senhor_de_si_mesmo.htm
Pouco
importa ao Espírito; encarnar no corpo de um homem, ou no
de uma mulher. O que o guia na escolha são as provas
por que haja de passar. Aquele
que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.
[9a
- página 134 questão 202]
Indiscutivelmente,
para a maioria dos encarnados, a fase juvenil das forças fisiológicas
representa delicado estádio de sensações, em virtude das leis criadoras
e conservadoras
que regem a família_humana;
isto, porém, é acidente e não define a realidade substancial. A sede do
sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização.
[25
- página 156] - André Luiz
Das
expressões de sexualidade, o amor
caminha para o supersexualismo, marchando sempre para as sublimadas emoções da
espiritualidade pura, pela renúncia e pelo trabalho santificantes, até alcançar
o amor divino, atributo dos seres_angélicos,
que se edificaram para a união com Deus, na execução de seus sagrados desígnios
no Universo.
[41a
- página 184
questão 322]
(Ver:
Sexo no Espírito)
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Na Crosta, em sentido geral, ainda existe muita ignorância acerca da missão
divina do sexo. Para os desencarnados, porém,
que desejam valorizar as experiências, a paternidade e a maternidade terrestres
são sagradas. A faculdade_criadora é também divindade do homem. O útero
maternal, para os espíritos desencarnados, significa a porta bendita para a redenção;
Não alcançaremos, porém, a terra prometida do serviço redentor, sem o
concurso das forças criadoras associadas, do homem e da mulher.
Compreendi, com novo espírito, o caráter sublime das energias sexuais
e recordei-me, compadecidamente, de todos os encarnados que ainda não
conseguiram edificar o respeito e o entendimento, relativos aos sagrados órgãos
procriadores.
Relegue ao esquecimento qualquer expressão das reminiscências menos
construtivas. Os que ultrajam o sexo,
escrevendo, agindo ou falando, já são grandes infelizes por si mesmos.
[16a
- página 154] - André Luiz |
Não há criação sem fecundação.
-
As
formas físicas descendem das uniões físicas.
-
As
construções espirituais procedem das uniões espirituais.
-
A
obra do Universo é filha de Deus.
O sexo, portanto, como qualidade positiva ou
passiva dos princípios e dos seres, é manifestação cósmica em todos os círculos
evolutivos, até que venhamos a atingir o campo da Harmonia Perfeita, onde essas
qualidades se equilibram no seio da Divindade.
[16a
- página 187 ] - André Luiz
|
O
sexo, no templo da vida, é um dos altares em que a divina luz do
amor se
manifesta.
A
ele devemos, no mundo,...
-
a bênção do
lar,
-
a ternura das mães,
-
os laços
da consangüinidade,
-
a coroa dos filhos,
-
o prêmio da reencarnação,
-
o
retorno à lide santificante...
Através
dele, a esperança
ressurge em nossa_alma e o
trabalho se renova para
nosso espírito, na esteira dos séculos, para que o tempo nos reajuste,
em nome do Eterno Pai...
-
Fonte
de água pura — não lhe viciemos o manancial.
-
Campo
de renovação — respeitemo-lo.
-
Escada
para o serviço edificante, usada na consagração do equilíbrio,
conduzir-nos-á ao monte resplendente da sublimação espiritual — não
a convertamos, pois, em corredor descendente para o abismo.
Dos
abusos do sacrário em que o Senhor situou o ofício divino da gênese das
formas, resultam para a Terra aflitivas paisagens de amargura e
desencanto, desarmonia e pavor.
Rendamos
culto a Deus, na veneração do jardim em que a nossa existência se
refaz.
Se
o amor nos pede sacrifício, saibamos
renunciar construtivamente,
transformando-nos em servidores fiéis do Supremo Bem. Se a obra do
aperfeiçoamento moral nos impõe o jejum da alma, esperemos no futuro a
felicidade legítima que brilhará, por fim, em nossas mãos.
A
Lei segue-nos, passo a passo.
Não
nos esqueçamos.
Em
qualquer circunstância, recordemos que o sexo é um altar criado pelo
Senhor no templo imenso da vida.
Santificá-lo
é santificar-se.
Conspurcá-lo
será perdermo-nos no espaço e no tempo, descendo a escuros precipícios
da morte, dos quais somente nos reergueremos pelos braços_espinhosos da
dor.
Emmanuel
Francisco
Cândido Xavier, em
5-8-53, Pedro
Leopoldo.
Reformador,
janeiro 1954, p. 22. |
É
preciso não esquecer que mencionamos o sexo
como força de amor nas bases da vida, totalizando a glória da Criação.
Foi ainda Segismundo Freud quem definiu o objetivo do impulso sexual como
procura de prazer... Sim,
a assertiva é respeitável, em nos reportando às experiências primárias do
Espírito, no mundo físico; entretanto, é indispensável dilatar a definição
para arredá-la do campo erótico em que foi circunscrita. Pela energia_criadora_do_amor que assegura a estabilidade de todo o Universo,
a alma, em se aperfeiçoando, busca sempre os prazeres mais lies. Temos,
assim,...
Encontramos,
desse modo, almas que se amam profundamente, produzindo inestimáveis valores
para o engrandecimento do mundo, sem jamais se tocarem umas nas outras, do ponto
de vista fisiológico, embora permutem constantemente os raios quintessenciados
do amor para a edificação das obras a que se afeiçoam.
[83
- página 204]
- André Luiz |