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O genoma humano é o conjunto das informações contidas no DNA
das células humanas
e que, em última análise, controla o funcionamento de todas as células,
e, indiretamente, controla o funcionamento de todo o corpo.
Porém, as células, de acordo com a sua natureza específica,
na hora de seguir tais instruções, considerarão alguns capítulos e
ignoram outros.
Isto é capaz de explicar este dilema, onde existe diferenciação celular, apesar de todas as células do corpo serem geneticamente idênticas. É a partir deste conhecimento que se pode fazer a “clonagem”, como foi o caso clássico da “ovelha Dolly” – o primeiro mamífero clonado que se tem notícia. O que se fez foi pegar uma célula da glândula mamária de uma ovelha, utilizando-se do núcleo – onde está todo o material genético -, transplantá-lo para um óvulo, em substituição de seu núcleo e, finalmente, ativar este óvulo, induzindo-o à dividir-se – como aconteceria se o mesmo tivesse sido naturalmente fecundado. Desta forma, a partir da célula de uma glândula mamária foi produzido um corpo completo, com todos os órgãos e todas as funções. Dentro desta célula mamária inicial encontravam-se íntegras todas as instruções e informações genéticas - embora a mesma só desempenhasse as funções relativas à da célula mamária, pois qualquer outra função estaria inativa.
O
texto acima faz parte da entrevista com o Professor Luiz Leal Ferraz,
Ver entrevista completa em: http://maxpages.com/elias Avancos_da_Biogenetica (Link desativado)
Agora que o DNA havia atingido o status
de super-estrela da ciência, o desafio seguinte era criar um catálogo
de todas as estrelas genéticas no firmamento humano. Inidou-se, então, em 1980, o projeto Genoma Humano, um esforço científico global para classificar todos os genes de nossa composição orgânica.Tratava-se de um projeto ambicioso e de grandes proporções. Convencionou-se que o corpo precisava de um gene-modelo para cada uma das 100 mil proteínas que compõem nosso corpo e também de mais 20 mil genesreguladores para orquestrar a atividade de codificação das proteínas.
Os
cientistas concluíram que o genoma humano
deveria conter um mínimo de 120 mil genes entre nossos 23 pares de cromossomos.
Mais de 80 por cento do que se
presumia ser DNA simplesmente não existe! Com isso, o projeto Genoma Humano veio abaixo e todos os nossos conceitos sobre o funcionamento básico da vida tiveram de ser revistos. Não era mais possível continuar acreditando que a engenharia genética iria resolver todos os dilemas biológicos. Não há genes suficientes para compor um quadro tão complexo quanto a vida ou as doenças humanas. [98 - página 76]
A partir de 1990, o projeto Genoma
Humano constituí-se em um esforço de 13 anos coordenado pelo
departamento americano de energia e o instituto nacional de saúde. O projeto originalmente, foi planejado para ter uma duração de 15 anos, mas os rápidos progressos tecnológicos aceleraram as previsões para o ano de 2003. Os principais objetivos do projeto são:
Essas informações trazem o potencial de solucionar os mistérios dos seres vivos possibilitando ao homem controlar a intimidade dos mecanismos da vida. Assim em futuro próximo a Genômica viabilizará o combate ao câncer e à muitas outras doenças bem como o bloqueio do tão temido processo do envelhecimento.
E segundo alguns cientista, como Dr. Andrew Simpson,
coordenador do sequenciamento do genoma da Xylella fastidosa e do Genoma Câncer,
em um futuro mais distante mesmo a imortalidade ou a criação de vida
seria factível. De posse desse conhecimento resta, é claro, o desafio maior de esclarecer como essas proteínas se inter-relacionam para executar as mais diferentes funções de um ser vivo desde a formação, diferenciação e manutenção de uma célula viva, até funções mais complicadas que levam ao conceito sobre ...
http://primeirobhp.vilabol.uol.com.br/genoma.htm (Link desativado)
É assim que o genoma humano, que com quase 60 mil genes, é capaz de especificar a criação do corpo humano contendo trilhões de células, bilhões de neurônios cuidadosamente conectados e centenas de tipos diferentes de células, todas incrivelmente esculpidas em órgãos tão diferentes como coração e olhos.
O livro "Molecular Biology of the Cell" diz o
seguinte: Os humanos, como um gênero distinto dos grandes macacos, existem há
apenas alguns milhões de anos.
Está claro que muito de nossa herança genética deve ter sido formada bem antes do aparecimento do homo sapiens, durante a evolução dos mamíferos (que começou cerca de 300 milhões de anos atrás) e até mesmo antes. Uma vez que as proteínas de mamíferos tão diferentes quanto baleias e humanos são muito similares, as alterações evolutivas que produziram essas diferenças morfológicas notáveis devem envolver relativamente poucas mudanças nas moléculas das quais somos feitos.
Em vez disso, existe a suposição
de que as diferenças morfológicas surgem de diferenças no padrão
temporal e espacial da expressão do gene durante o desenvolvimento
embrionário que, então, determina o tamanho, forma e outras características
do adulto.
http://www.hsw.com.br/evolucao10.htm (Link desativado)
David Baltimore, um dos maiores geneticistas mundiais e ganhador do
prêmio Nobel, fez comentários sobre os resultados surpreendentes do
projeto Genoma Humano e de sua
complexidade: “A menos que o genoma humano contenha alguns genes invisíveis aos
nossos computadores, fica claro que não somos superiores a nenhum verme
ou planta em termos de complexidade orgânica ou número de genes.
Entender este conceito nos mostra que...
É um desafio para o futuro Segundo Baltimore, os resultados do projeto Genoma Humano nos forçam a considerar outras ideias sobre o funcionamento da vida. “Compreender o que nos torna tão complexos...
É um desafio para o futuro”. Não podemos continuar usando os genes para explicar por que os seres humanos estão no topo da escala evolucionária. Parece não haver muita diferença entre o número de genes encontrados em nossa espécie e em outras a que chamamos primitivas. Vejamos três dos modelos animais mais utilizados nas pesquisas genéticas:
É uma pesquisa científica que durou 13 anos para ser concluída pelo Departamento de Energia do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Esse projeto teve a participação de cientistas de 18 nacionalidades diferentes, mais de cinco mil pesquisadores em 250 laboratórios. A coordenação principal do projeto ficou com o geneticista norte-americano James Watson. O maior objetivo do Projeto Genoma Humano foi identificar todos os genes humanos e determinar a sequência de cerca de 3,2 bilhões de pares de bases nitrogenadas que formam o genoma humano, que é o DNA da nossa espécie. Os resultados praticamente finalizados dessa pesquisa foram publicados pelas revistas Nature e Science, em 2001, e a pesquisa foi oficialmente finalizada em abril de 2003. Objetivo do Projeto Genoma Humano:
Conclusão do Projeto Genoma Humano:
https://escolaeducacao.com.br/projeto-genoma-humano/ |
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