Víceras dos animais

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        A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

        Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.

[41a - página 82] - Emmanuel - 1940

 

(Ver: Vida;   Vida na Terra;   Alma dos animais;   Pensamento dos animais)

        Nossas mesas não se mantinham à custa das vísceras dos touros e das aves

  • A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. 

  • Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. 

  • Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. 

  • O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. 

  • Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ticaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. 

  • Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. 

        Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamo-nos de que o aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a Humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.  

        A ideia de que muita gente na Terra vive à mercê de vampiros invisíveis é francamente desagradável e inquietante. 

  • E a proteção das esferas mais altas? 

  • O amparo das entidades angélicas? 

  • A amorosa defesa de nossos superiores?

        Devemos afirmar a verdade, embora contra nós mesmos. Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. 

  • Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores? 

  • Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos? 

        Claro que não desejamos criar um princípio de falsa proteção aos irracionais, obrigados, como nós outros, a cooperar com a melhor parte de suas forças e possibilidades no engrandecimento e na harmonia da vida, nem sugerimos a perigosa conservação dos elementos reconhecidamente daninhos. Todavia, devemos esclarecer que, no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, da qual participamos no quadro das atividades humanas, nenhum de nós poderia, em sã consciência, atirar a primeira pedra. Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão. 

        Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como gérmens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?

  • O embriologísta, contemplando o feto humano em seus primeiros dias, a distância do veículo natural, não poderá afirmar, com certeza, se tem sob os olhos o gérmen de um homem ou de um cavalo. 

  • O médico legista encontra dificuldades para determinar se a mancha de sangue encontrada eventualmente provém de um homem, dum cão ou dum macaco. 

        O animal possui igualmente o seu sistema endocrínico, suas reservas de hormônios, seus processos particulares de reprodução em cada espécie e, por isso mesmo, tem sido auxiliar precioso e fiel da Ciência na descoberta dos mais eficientes serviços de cura das moléstias humanas, colaborando ativamente na defesa da Civilização. 

        Entretanto, os problemas são nossos, não nos cabe condenar a ninguém. Abandonando as faixas de nosso primitivismo, devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva. A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo. E os nossos abusos para com a Natureza estão cristalizados em todos os países, há muitos séculos. Não podemos renovar os sistemas econômicos dos povos, dum momento para outro, nem substituir os hábitos arraigados e viciosos de alimentação imprópria, de maneira repentina.  Refletem eles, igualmente, nossos erros multimilenários. Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da Terra por amor e utilizar-se-ão dos animais, com espírito de respeito, educação e entendimento.

        Semelhante realização é de importância essencial na vida humana, porque, sem amor para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores; sem respeito para com os outros, não devemos esperar o respeito alheio. Se temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas, abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venha a cair a maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhes são afins, na esfera invisível.

        Algo de novo despertava-me o ser. Era o espírito de veneração por todas as coisas, o reconhecimento efetivo do Paternal Poder do Senhor do Universo.

[16a - págna 38] - André Luiz -  1943

Albert Einstein

“Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos ... aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza”.

“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade”.

Colaboração de: Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
realdoveg@gmail.com

 

(Ver: Fé de Albert Einstein)

“Criamos a nossa vida da morte dos outros seres. Os homens e as feras não são mais do que eternos cemitérios ambulantes, túmulos uns para os outros”.

“Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem”.

Colaboração de: Rildo Silveira
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Leonardo da Vinci


Gandhi

“Tudo o que vive é o teu Próximo”.

“Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos”.

“Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis”.

“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”.

“Você precisa ser a mudança que você quer ver no mundo”.

“Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano”.

Colaboração de: Rildo Silveira
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“Os animais dividem conosco o privilégio de ter uma alma”.

“Nunca tempere teu pão no sangue dos animais nem nas lágrimas de teus semelhantes”.

“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor”.

“A carne é o alimento de certos animais. Todavia, nem todos, pois os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Só os que têm índole bravia e feroz, os tigres, os leões etc. podem saciar-se em sangue. Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos”.

Colaboração de: Rildo Silveira
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Pitágoras

Darwin

“A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana”.

“Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais... os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento”.

Colaboração de: Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
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“Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer”?

“Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo”.

Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas”.

“O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder”.

Colaboração de: Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
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Budha

 


Bernard Shaw

“Isto é terrível! Não apenas o sofrimento e a morte dos animais, mas o fato de o homem reprimir em si mesmo, desnecessariamente, a mais elevada capacidade espiritual - a de simpatia e piedade para com as criaturas-vivas como ele próprio - e ao violentar os seus próprios sentimentos, se torna cruel”.

“Oramos aos domingos para que possamos ter luz; que guie nossas passadas na trilha que palmitamos; estamos saturados de guerra, o conflito não nos seduz; mesmo assim é dos mortos que nos fartamos”.

“O maior pecado que cometemos para com outras criaturas não é odiá-las, mas ser indiferente a elas. Essa é a essência da falta de humanidade”.

Colaboração de: Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
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“Amai o próximo como a si mesmo”.

“Este é o meu Mandamento: amaivos uns aos outros como eu vos amei”.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”.

“Então Jesus disse: segue teu caminho e não maltrate os animais, para que tu, por tua vez, encontre um dia a misericórdia.”

Colaboração de: Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
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Jesus


Carne de Vitela

Instituto Nina Rosa
Projeto por Amor à Vida
Profª Maria de Lourdes Pereira Dias
Universidade Federal de Santa Catarina - CSE/CNM - Campus Universitário - Trindade - 88..040.900
Florianópolis (SC) - (55 - 0xx48) 3331-9483

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS