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Livre-arbítrio
do Espírito não encarnado |
O
livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência
de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde
que a escolha fosse determinada por uma causa
independente da vontade
do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências
a que cede em virtude da sua livre vontade.
É o que se contém na grande figura emblemática
da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.
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questão
122]
Os
Espíritos são criados iguais, porém, não sabendo donde vêm, preciso é que
o livre-arbítrio siga
seu curso. Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência como em moralidade. O Espírito, ao
formar-se,
não é nem bom, nem mau; tem todas as tendências e toma uma ou outra
direção, por efeito do seu livre-arbítrio.
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questão
127]
Quando
na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, o
Espírito,
ele próprio escolhe o gênero de provas por que
há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.
Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi
Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o
Universo. Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de
seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro;
abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem,
como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação
de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se
distinga o que é obra da vontade de Deus do que
o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos
expordes, por haverdes visto nisso um meio de
progredirdes, e Deus o permitiu.
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questão
258]
O
Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu
adiantamento, isto é, escolhe meios de
adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe
cumpre expiar.
O Espírito goza sempre do livre-arbítrio.
Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando
desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer
ou não uma coisa procede à escolha entre o bem
e o mal. Mergulhando
na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas
existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas
vezes vaga consciências, lhe podem ser
reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores
espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.
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