Jesus e a Religião
 

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        Com Jesus, no entanto, a religião, como sistema educativo, alcança eminência inimaginável.

        Nem templos de pedra, nem rituais.

        Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano.

  • O Mestre desaferrolha as arcas do conhecimento eliecido e distribui-lhe os tesouros. Dirige-se aos homens simples de coração, curvados para a gleba do sofrimento e ergue-lhes a cabeça trêmula para o Céu. 

  • Aproxima-se de quantos desconhecem a sublimidade dos próprios destinos e assopra-lhes a verdade, vazada em amor, para que o sol da esperança lhes renasça no ser. 

  • Abraça os deserdados e fala-lhes da Providência Infinita. 

  • Reúne, em torno de sua glória que a humildade escondia, os velhos e os doentes, os cansados e os tristes, os pobres e os oprimidos, as mães sofredoras e as crianças abandonadas e entrega-lhes as bem-aventuranças celestes. 

  • Ensina que a felicidade não pode nascer das posses efêmeras que se transferem de mão em mão, e sim da caridade e do entendimento, da modéstia e do trabalho, da tolerância e do perdão. 

  • Afirma-lhes que a Casa de Deus está constituída por muitas moradas, nos mundos que enxameiam o firmamento, e que o homem deve nascer de novo para progredir na direção da Sabedoria Divina. 

  • Proclama que a morte não existe e que a Criação é beleza e segurança, alegria e vitória em plena imortalidade.

        Pelas revelações com que vence a superstição e o crime, a violência e a perversidade, paga na cruz o imposto de extremo sacrifício aos preconceitos humanos que Lhe não perdoam a soberana grandeza mas, reaparecendo redivivo, para a mesma Humanidade que o escarnecera e crucificara, desvenda-lhe, em novo cântico de humildade, a excelsitude da vida eterna.

[56 pág. 156] Pedro Leopoldo-MG, 13/4/1958

 

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