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Com Jesus, no entanto, a religião,
como sistema educativo, alcança eminência inimaginável.
Nem templos de pedra, nem rituais.
Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano.
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O
Mestre desaferrolha as arcas do conhecimento eliecido e distribui-lhe os
tesouros. Dirige-se aos homens simples de coração, curvados para a gleba
do sofrimento e ergue-lhes a cabeça trêmula para o Céu.
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Aproxima-se
de quantos desconhecem a sublimidade dos próprios destinos e assopra-lhes a
verdade, vazada em amor,
para que o sol da esperança
lhes renasça no ser.
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Abraça
os deserdados e fala-lhes da Providência Infinita.
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Reúne,
em torno de sua glória que a humildade escondia, os velhos e os doentes, os
cansados e os tristes, os pobres e os oprimidos, as mães sofredoras e as
crianças abandonadas e entrega-lhes as bem-aventuranças celestes.
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Ensina
que a felicidade não pode nascer das posses efêmeras que se transferem de
mão em mão, e sim da caridade
e do entendimento, da modéstia e do trabalho,
da tolerância e do perdão.
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Afirma-lhes
que a Casa de Deus está constituída por muitas moradas, nos mundos
que enxameiam o firmamento, e que o homem deve nascer
de novo para progredir na direção da Sabedoria Divina.
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Proclama que a morte
não existe e que a Criação é beleza e segurança, alegria e vitória em plena
imortalidade.
Pelas revelações com que vence a superstição e o crime, a violência e a
perversidade, paga na cruz o imposto de extremo sacrifício aos preconceitos
humanos que Lhe não perdoam a soberana grandeza mas, reaparecendo
redivivo, para a mesma Humanidade que o escarnecera e crucificara,
desvenda-lhe, em novo cântico de humildade, a excelsitude da vida eterna.
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pág. 156] Pedro Leopoldo-MG, 13/4/1958 |