O fenômeno de transporte consiste no transporte espontâneo de objetos para o lugar onde
estão os observadores. São quase sempre flores, não raro frutos, confeitos, jóias,
etc.
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item 96]
Médiuns
de transporte: os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o
transporte de objetos materiais.
Variedade dos médiuns_motores e de translações. Excepcionais.
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; [17b -
página 231 item 189]
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Digamos, antes de tudo, que este fenômeno é dos que melhor se prestam
à imitação e que, por conseguinte, devemos estar de sobreaviso contra o
embuste. Sabe-se até onde pode ir a arte da prestidigitação, em se tratando de
experiências deste gênero. Porém, mesmo sem que tenhamos de nos haver com um verdadeiro
prestidigitador,
poderemos ser facilmente enganados por uma malia hábil e interessada. A
melhor de todas as garantias se encontra no caráter,
na honestidade notória, no absoluto desinteresse das pessoas que obtêm
tais efeitos. Vem depois, como meio de resguardo, o exame atento de todas as circunstâncias em que os fatos se produzem; e,
finalmente, o conhecimento esclarecido do Espiritismo poderá descobrir o que fosse
suspeito.
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- página 119 item 97 ]
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O fenômeno de transporte apresenta uma
particularidade notável, e é que alguns médiuns
só o obtém em estado_sonambúlico, o que facilmente se explica. Há no sonâmbulo
um desprendimento
natural, uma espécie de isolamento do Espírito
e do perispírito,
que deve facilitar a combinação dos fluidos
necessários. Tal o caso dos transportes
de que temos sido testemunha.
[17b -
página 124 item 99 ]
Isto se prende à natureza do médium.
Podem ser produzidos igualmente com outro
médium em estado de vigília.
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página 125 item 99 ]
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As perguntas que se seguem foram dirigidas ao Espírito que os operara, mas as respostas se ressentem por vezes da deficiência
dos seus conhecimentos. Submetemo-las ao
Espírito própria
comparação dessas inteligências um estudo instrutivo, porquanto prova que
não basta ser Espírito
para tudo saber.
-
13ª
- Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos?
Resposta: "Não; envolvo-o em mim mesmo."
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NOTA
DE ERASTO. A resposta não explica de modo claro a operação. Ele
não envolve o objeto com a sua própria personalidade; mas, como o
seu fluido_pessoal_é_dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido_animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e
transporta o objeto que escolheu
para transportar. Ele, pois, não exprime com justeza o fato, dizendo
que envolve em si o objeto. |
-
14ª
- Trazes com a mesma facilidade um objeto de peso considerável, de 50
quilos por exemplo?
Resposta: "O peso nada é
para nós. Trazemos flores, porque agrada mais do que um volume
pesado."
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NOTA
DE ERASTO. É exato. Pode trazer objetos de cem ou duzentos
quilos, por isso que a gravidade, existente para vós, é
anulada para os Espíritos. Mas, ainda aqui, ele não percebe bem o
que se passa. A massa dos fluidos combinados é proporcional à dos
objetos. A força deve estar em proporção com a resistência; donde
se segue que, se o Espírito apenas traz uma flor ou um objeto leve,
é muitas vezes porque não encontra no médium,
ou em si mesmo, os elementos necessários para um esforço mais
considerável. |
-
17ª
- Entre os objetos que os Espíritos costumam trazer, não haverá
alguns que eles próprios possam
fabricar, isto é, produzi-los espontaneamente pelas modificações que
os Espíritos possam operar no fluido,
ou no elemento universal? (Ver: Partículas
de Higgs)
Resposta:"Por mim, não, que não tenho permissão para
isso. Só um Espírito elevado o pode
fazer."
-
18ª
- Como conseguiste outro dia introduzir aqueles objetos, estando fechado
o aposento? "
Resposta: Fi-los entrar comigo, envoltos, por assim dizer, na minha
substância. Nada mais posso
dizer, por não ser explicável o fato."
-
19ª
- Como fizeste para tornar visíveis estes objetos que, um momento
antes, eram invisíveis?
Resposta: "Tirei a
matéria que os envolvia."
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NOTA
DE ERASTO. O que os envolve não é matéria propriamente dita,
mas um fluido tirado, metade, do perispírito
do médium e, metade, do Espírito que opera. |
-
20ª
- Pergunta
feita ao espírito Erasto:
Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado? Pode o
Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz
de penetrar a matéria?
Resposta:
É complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis,
porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar
a agregação da matéria,
porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito
o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento
oportuno, para fazê-lo aparecer.
-
De modo diverso se passam as
coisas, com
relação aos_que_compomos. Como nestes só introduzimos os elementos_da_matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda,
como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a
mesma facilidade com que os raios solares atravessam uma placa de vidro,
podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja
hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.
(Ver: Aparência
material )
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[17b
- página 124 item 99 ]
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Evocamos, na sessão da Sociedade de 1° de março, conjuntamente com
o Espírito da senhora Catherine, que se manifestara em Orléans, e eis a
conversa que se seguiu:
-
P
- Um objeto feito pelo espírito poderia ter estabilidade, e se tornar um
objeto usual? Se um Espírito me fizesse uma tabaqueira, por exemplo,
poderia dela me servir?
R - Poderia tê-la se o Espírito o quisesse, mas poderia também não
ser senão para a visão e se desvanecer ao cabo de algumas horas.
-
P
- (À senhora Catherine.) Uma vez que o anel que transportastes para a
vossa filha fora enterrado convosco, como o obtivestes?
R - Eu o retirei da terra e transportei para a minha filha.
Revista
Espírita, maio de 1861
http://www.espirito.com.br/portal/codificacao/re/1861/05c-fenomeno.html
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...Um risonho companheiro do plano_espiritual tomou pequena porção
das forças_materializantes do
médium sobre as mãos e afastou-se para
trazer, daí a instantes, algumas flores que foram distribuídas com os
irmãos encarnados, no intuito de sossegar-lhes a mente excitadiça.
É o transporte
comum, realizado com reduzida cooperação das energias_medianímicas. Nosso amigo do plano espiritual apenas tomou diminuta quantidade de força ectoplásmica,
formando somente pequeninas cristalizações superficiais do polegar e do
indicador,
em ambas as mãos, a fim de colher as flores e trazê-las até nós.
É importante observar a
facilidade com que a energia ectoplásmica atravessa a matéria densa,
porque o amigo do plano espiritual, usando-a nos dedos, não encontrou qualquer
obstáculo na transposição da parede. O
elemento sob nossa vista é extremamente sutil e, aderindo ao modo de ser dos
espíritos, adquire renovada feição dinâmica. (Ver: Ectoplasma)
Se
fosse o médium o objeto do transporte, também, traspassaria a barreira nas
mesmas circunstâncias, desde que esteja mantido sob controle das entidades do
plano espiritual, intimamente associado às suas forças, porque dispõem de técnicos
bastante competentes para desmaterializar
os elementos físicos e reconstitui-los de imediato, cônscios da
responsabilidade que assumem.
As
flores transpuseram o tapume de alvenaria, penetrando aqui com semelhante
auxílio.
De
idêntica maneira, caso encontrássemos utilidade num lance dessa natureza, o
instrumento que nos serve de base ao trabalho
- as flores -
poderia ser removido para o
exterior com a mesma facilidade.
As
cidadelas_atômicas, em qualquer construção da forma física, não são
fortalezas maciças. O espaço
persiste em todas as formações e, através dele, os elementos se
interpenetram.
Chegará o dia em que a ciência dos homens poderá
reintegrar as unidades e as constituições_atômicas, com a segurança dentro
da qual vai aprendendo a desintegrá-las.
[28a
- página 269 ] - André Luiz
- 1954
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