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Martins
Peralva, no livro "Estudando a Mediunidade",
propõe a seguinte classificação dos sonhos :
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SONHOS
COMUNS: Repercussão de nossas disposições físicas e psicológicas.
São aqueles que refletem nossas vivências do dia a dia. O Espírito
desligando-se, parcialmente, do corpo, absorve as ondas e imagens de sua própria
mente, das que lhe são
afins e do mundo exterior, já que nos movimentamos num turbilhão de
energias e ondas vibrando sem cessar. Nos sonhos comuns, quase não há
exteriorização perispiritual. São muito freqüentes dada a nossa condição
espiritual.
"Puramente
cerebral, simples repercussão de nossas disposições físicas ou de nossas
preocupações morais. É também o reflexo de impressões e imagens
arquivadas no cérebro durante a vigília. (...)" (3)
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SONHOS
REFLEXIVOS: Exteriorização de impressões e imagens arquivadas no cérebro
físico e no perispírito. Há maior exteriorização que nos sonhos
comuns. O Espírito registra acontecimentos, impressões e imagens,
arquivadas no subconsciente, isto é, no cérebro do corpo fluídico,
ou perispírito.
Esses
sonhos poderão refletir fatos remotos, imagens da atual reencarnação.
Contudo, é mais freqüente revivenciar acontecimentos de outras vidas,
cujas lembranças nos tragam esclarecimentos, lições ou advertências, se
orientados por mentores espirituais.
Poderão
os Espíritos inferiores
motivarem estas recordações com finalidade de nos perseguirem, amedrontar,
desanimar ou humilhar, desviando-nos dos objetivos benéficos da existência
atual.
"Nos
sonhos reflexivos, o espírito flutua na atmosfera sem se afastar muito do
corpo; mergulha, por assim dizer, no oceano de pensamentos e imagens, que de
todos os lados rolam pelo espaço, deles se impregna, e aí colhe impressões
confusas, tem estranhas visões e inexplicáveis sonhos; a isso se mesclam,
às vezes, reminiscências de vidas anteriores (...)"
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SONHOS
ESPÍRITAS: Atividade real e efetiva do Espírito, durante o sono. Há
mais ampla exteriorização do perispírito. Desprendendo-se do corpo e
adquirindo maior liberdade, a alma
terá uma atividade real no plano espiritual. Léon Denis chama a estes
sonhos de etéreos ou profundos, por suas características de mais
acentuada emancipação
da alma.
Nos
sonhos espíritas nos liberamos parcialmente do corpo e gozamos de maior
liberdade, são os retratos de nossa vivência diária e de nosso
posicionamento espiritual. Refletem de nossa realidade interior, o que somos
e o que pensamos.
"O
Espírito se subtrai à vida física, desprende-se da matéria, percorre a
superfície da Terra e a imensidade onde procura os seres amados, seus
parentes, seus amigos, seus guias_espirituais ( ... ) Dessas práticas, conserva o Espírito
impressões que raramente afetam o cérebro físico, em virtude de sua impotência
vibratória."
Nos
sonhos espíritas, teremos que considerar a lei de afinidade. Nossa condição
espiritual, nosso grau evolutivo, irá determinar a qualidade de nossos
sonhos, as companhias espirituais que iremos procurar, os ambientes nos
quais permaneceremos enquanto o nosso corpo repousa.
"Quando
encarnados na crosta, não temos bastante consciência dos serviços
realizados durante o sono físico, contudo, esses trabalhos são inexprimíveis.
( ... ) Infelizmente, porém, a maioria se vale de repouso noturno para sair
à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxando-se as defesas próprias,
e certos impulsos longamente sopitados durante a vigília, extravasam-se em
todas as direções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente
sentida e vivida."
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SONO & SONHOS - AME / PROGEM
Central Espírita Brasileira
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