Religião Egipciana

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        Depois de longos e porfiados milênios de luta espiritual, surgem no mundo, como grupos por eles organizados, a China pré-histórica e a Índia védica, o antigo Egito e civilizações outras que se perderam no abismo das eras, nos quais a religião assume aspecto eliecido como ciência moral de aperfeiçoamento, para mais alta ascensão da mente humana à Consciência Cósmica.

        Dentre todos, desempenha o Egito missão especial, organizando escolas de iniciação mais profunda.

        Em obediência aos requisitos da crença popular, herdeira intransigente das fixações mitológicas, mantém o sacerdócio cultos diversos a deuses vários, nas manifestações esotéricas dos templos descerrados ao povo.

        O lar e a escola, a agricultura e o comércio, as indústrias e as artes possuem gênios especiais que os presidem, em nome da convicção vulgar, mas, na intimidade do santuário, o monoteísmo dirige a implantação da fé.

        A unidade de Deus é o alicerce de toda a religião egipciana, em sua feição superior.

        Para ela, os atributos divinos são a vontade sábia e poderosa, a liberdade, a grandeza, a magnanimidade incansável, o amor infinito e a imortalidade.

        Em síntese, acredita que Deus plasmou os seus próprios membros, que são os deuses conhecidos. Cada um desses deuses secundários pode ser tomado como sendo análogo ao Deus Único, e cada um deles pode formar um tipo novo do qual se irradiam por sua vez, e pelo mesmo processo, outros tipos de deuses inferiores.

        Claro está que essa argumentação teológica, distanciada de mais altos roteiros da evolução, imaginava erroneamente potências espirituais centralizadas no Criador Excelso, quando só Deus tem a faculdade de verdadeiramente criar, mas o conceito expressa, em sentido lato, a solidariedade constante e inevitável que existe em toda.s as vidas de que se constitui a família do Supremo Senhor em todo o Universo.

[56 pág. 153] Pedro Leopoldo - 13/4/1958  


      Os únicos relatos sobre as primeiras religiões são posteriores à invenção da escrita, fenômeno ocorrido há pouco mais de 5 mil anos. "Os registros mais antigos de mitos religiosos foram deixados pelos egípcios e pelos sumérios", afirma a historiadora Eliane Moura Silva, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo.  Desde então, começaram a surgir religiões mais organizadas, estruturadas a partir de um conjunto de princípios, como o Hinduísmo, que teve seus primeiros textos sagrados, os Vedas, escritos há cerca de 3.500 anos, e o Zoroastrismo, fundado no Irã por volta do século 6 a.C.  Em seguida, vem o Budismo, que surgiu mais ou menos na mesma época.

Revista das Religiões - Ano 1 - N° 1 - Maio / 2003 (SUPER INTERESSANTE) PÁG. 6


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