Não
tem fundador e divide-se em quatro ramos principais:
-
saivismo,
-
vaishnavismo,
-
shaktismo
-
e smatismo
Cada um deles suficientemente diferentes em sua
teologia.
Religião antiquíssima, surgiu aproximadamente no ano 1.500
a.C. Composta por uma profusão enorme de deuses, mitos, lendas e singularidades
doutrinárias. A tônica de seu ensinamento é a aproximação do homem com o Espírito Eterno, Brama, representado pela sílaba sagrada "AUM".
Os
hinduístas professam a fé no carma, o darma, a
reencarnação, o culto no
templo e o reconhecimento dos Vedas como as escrituras sagradas. O "carma"
seria um mecanismo de compensação de vidas passadas. Toda ação praticada
contra a moral e os bons costumes em uma encarnação passada, leva o infrator
ao resgate e à expiação em posteriores existências, conforme os mecanismos
da lei de ação e reação.
Tem como escrituras sagradas:
-
o "Bhagwad Gita",
-
"Vedas",
-
"Ramayana"
-
e o "Mahabharata".
Um clássico
da literatura religiosa, três vezes mais volumoso que a Bíblia judaica com
filosofia de difícil entendimento para os ocidentais.
Alcançar o estado de "Nirvana" (ou união permanente com Brama, que é a verdade absoluta e eterna) é a meta de todo hinduísta.
Consciência
espírita: www.consciesp.org.br
A evolução da sociedade e do pensamento indianos, desde a crise do sistema religioso
védico-bramanico (aproximadamente nos séculos VI-V a.C.) até nossos dias, foi acompanhada por vasta gama de concepções teológicas, éticas e ritualísticas que passaram a constituir uma nova corrente
religiosa - o Hinduísmo. Este, na verdade, resulta da fusão de elementos do sistema religioso védico-bramanico, implantado na Índia pelos invasores ários (indo-europeus), e elementos das culturas locais, numa época em que a hegemonia da cultura dos invasores ocasionou um intercâmbio que acabou por produzir a síntese do pensamento propriamente hindu.
As origens doutrinárias do Hinduísmo encontram-se nos mesmos textos sagrados (os Vedas) que marcaram a
sociedade bramânica. Esses textos, renovados e reinterpretados, permaneceram como o fundamento e a revelação divina de uma nova religiosidade.
Historicamente, as raízes do Hinduísmo podem ser localizadas no século II a.C., embora sejam muito anteriores os sintomas de crise no sistema védico-bramanico. Os
textos bramanicos conhecidos como Upanishads já revelam, no século V a.C., uma crise ideológica e sacerdotal, pois o caminho religioso passa a ser procurado fora do ritualismo exagerado que caracterizou a sociedade
bramânica. Outro sintoma dessa crise foi o aparecimento, no século VI a.C., de duas grandes correntes heréticas - o Jainismo e o
Budismo-, que deram por encerrada a função dos Vedas e das concepções religiosas bramanicas. Ambas as correntes, assim como o Vishnuísmo (século II a.C.), foram posteriormente acomodadas como seitas do
Hinduísmo.
A crise da sociedade bramanica parece ter atingido seu apogeu quando o rei Asoka (273-231 ? a.C.) da dinastia de Maurya (321-185 a.C.), aceitou o Budismo como religião suprema. Com a morte desse rei, a classe sacerdotal tentou retomar sua supremacia ideológica e social, o que já não era possível com as novas condições religiosas da sociedade indiana.
RESUMO EXTRAÍDO DA PUBLICAÇÃO DA ABRIL CULTURAL - "AS GRANDES RELIGIÕES "
LINKs
http://www.geocities.com/findeciclo/ps15mom4a.htm |