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Estamos
diante do psicógrafo_comum.
Antes do trabalho a que se submete, neste momento, auxiliares do plano
espiritual já lhe prepararam as possibilidades para que não se lhe
perturbe a saúde física. A transmissão da mensagem não será
simplesmente "tomar a mão”. Há processos intrincados, complexos.
No
corpo do intermediário, grande laboratório de forças vibrantes:
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As glândulas
do médium
transformaram-se em núcleos luminosos, à guisa de perfeitas oficinas
elétricas.
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Os
condutores medulares formavam extenso pavio, sustentando a luz mental,
como chama generosa de uma vela de enormes proporções.
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Os
centros metabólicos infundiam surpresas.
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O cérebro
mostrava fulgurações nos desenhos caprichosos.
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Os lobos
cerebrais lembravam correntes dinâmicas.
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As células
corticais e as fibras nervosas, com suas tênues ramificações,
constituíam elementos delicadíssimos de condução das energias recônditas
e imponderáveis.
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Nesse
concerto, sob a luz mental indefinível, a epífise
emitia raios azulados e intensos.
Transmitir mensagens de uma esfera para outra, no serviço de edificação
humana demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente.
É natural que o treinamento e a colaboração espontânea do médium
facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o
serviço não é automático... Requer muita compreensão,
oportunidade e consciência.
O
intermediário não
pode improvisar
o estado receptivo. A sua preparação espiritual deve ser incessante.
Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível. Além
disso, a cooperação magnética do plano espiritual é fundamental para a
execução da tarefa.
Todo centro glandular é uma potência elétrica. No exercício mediúnico
de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante.
Através de suas forças equilibradas, a mente_humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares
à esfera espiritual. É nela, na epífise, que reside o sentido
novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina
dorme embrionária.
A glândula pineal
do intermediário expedia luminosidade cada vez mais intensa.
A
operação da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores
encarnados não tenham consciência de seu mecanismo intrínseco, assim
como as crianças, em se fartando no ambiente doméstico, não conhecem o
custo da vida ao sacrifício dos pais.
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Muito
antes da reunião que se efetua, o médium já foi objeto de
atenção especial da espiritualidade, para que os pensamentos
grosseiros não lhe pesem no campo íntimo.
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Foi
convenientemente ambientado e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários
operadores do plano
espiritual.
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Antes
de tudo, as células nervosas receberam novo coeficiente magnético,
para que não haja perdas lamentáveis do tigróide (corpúsculos
de Nissl), necessário aos processos da inteligência.
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O sistema
nervoso simpático, mormente o campo autônomo do coração,
recebeu auxílios enérgicos e o sistema nervoso central foi
convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do
trabalhador de boa vontade.
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O vago
foi defendido por influenciação espiritual contra qualquer choque
das vísceras.
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As glândulas
supra-renais receberam acréscimo de energia, para que se
verifique acelerada produção de adrenalina, de que precisamos para
atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas.
Nesse instante, o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões
grosseiras, de carne, haviam desaparecido, tamanha a intensidade da luz
que o cercava, oriunda de seus centros
perispirituais.
Expressão mais
significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno. Cada célula
é um motor elétrico que necessita de combustível para funcionar, viver
e servir.
[16a
- página 14] - André Luiz
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