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No período embrionário, depois da vesícula
germinal, com a cooperação magnética dos Construtores espirituais
para cada célula, formaram-se os três folhetos
blastodérmicos, aproveitando-se o
molde que a mãe idealizara mentalmente para o futuro filhinho, que foi
aplicado sobre o modelo vivo do espírito reencarnante, em
processo de
nova reencarnação.
Reparei que os trabalhos dos técnicos espirituais eram, em tudo,
semelhantes aos serviços que acompanhara na sessão de materialização
de desencarnados. Tomava-se concurso do interessado, valia-se
da colaboração da mãe, que, no caso, tomava a função de “médium”
da vida, mobilizavam-se amigos, utilizava-se de recursos magnéticos,
requisitava-se o auxílio direto e positivo do futuro pai, como se
requeria, na sessão, o concurso do orientador mediúnico sobre as forças
passivas da intermediária. O símile era completo, apenas com a diferença de que, nos trabalhos
de materialização dos desencarnados, gastavam-se algumas horas de
preparação para um ressurgimento incompleto e transitório, ao passo que
ali se gastariam nove meses consecutivos para uma reencarnação
tangível da alma, em caráter mais ou
menos longo e definitivo.
Com
o transcurso dos dias, formava-se o novo corpo do espírito
reencarnante,
célula a célula, dentro de um plano simples e inteligente.
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O folheto
blastodérmico inferior,
obedecendo às disposições do molde vivo, enrolava-se, apresentando
os primórdios do tubo intestinal,
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O tubo
intestinal, em certas regiões, começou a dilatar-se, dando
origem ao estômago e às alças de várias espécies e revelando,
em seguida, determinados movimentos de invaginação, interna e
externamente, organizava, aos poucos, as estrias inferiores e
superiores, constituídas de pregas, vilosidades e glândulas. |
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ao
passo que o folheto superior
tomava o mesmo impulso de enrolamento, formando os tubos epidérmico
e nervoso. (Ver: Origem
do sistema nervoso )
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O tubo
cutâneo começou o serviço de estruturação complicada da
pele, ao mesmo tempo que o tubo nervoso dobrava-se
paulatinamente sobre si mesmo, preparando a oficina encefálica. |
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O folheto
médio, assumindo feição especialíssima,
dava lugar às primeiras manifestações da coluna vertebral, dos músculos
e vasos diversos.
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Enquanto
isso ocorria, as substâncias do folheto médio transformavam-se
de modo surpreendente.
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E,
dia a dia, eram para mim cada vez mais belas as lições que recebia,
observando, então, por que disposições maravilhosas segmenta-se o cordão
axial (coluna) em vértebras que abraçam o tubo nervoso na parte superior e o tubo
intestinal na zona inferior.
Os serviços dos Espíritos Construtores, por vezes, nos pródromos da formação dos órgãos mais importantes,
detinham-se em oração, suplicando as bênçãos de Jesus para a tarefa
iniciada e observei que, sempre que isso acontecia, brilhantes luzes,
procedentes do Alto, derramavam-se através da câmara, incentivando-lhes
a ação.
O trabalho assumia características de verdadeira revelação divina. Para
fixá-lo em particularidades, seria preciso esquecer a finalidade doutrinária
de nossas singelas observações, resvalando para o campo da técnica,
propriamente dita, esforço descritivo esse que tem sido objeto de longas
considerações dos tratadistas do assunto e que devem servir ao
investigador de puras informações de ordem material, nos setores da
inteligência.
A primeira célula da fecundação
estava transformada num verdadeiro mundo de organização ativa e sábia.
O embrião revelava-se notavelmente desenvolvido.
Na parte anterior, o tubo intestinal dava origem ao esôfago, enquanto que
o intestino, com as suas disposições complexas, situava-se na região
posterior; internamente, fizera-se nele perfeito serviço de pregueamento,
salientando-se que, na zona interior, se formavam pregas e vilosidades, e,
na parte exterior, se organizavam saliências que, por sua vez, pouco a
pouco se convertiam em glândulas diversas.
Prosseguia, célere, a formação dos vários departamentos cerebrais, a
preparação das glândulas sudoríparas e sebáceas, os órgãos autônomos,
os vasos sangüíneos, os músculos e ossos.
A
futura forma física do reencarnante, acomodada no líquido amniótico,
proporcionou-me a perfeita impressão de um peixe. Não faltavam, para
isto, nem mesmo as reentrâncias branquiais que se revelavam no feto, com
exatidão absoluta, falando-nos do serviço de recapitulação em curso e
das reminiscências das velhas épocas de nossa passagem pelas correntes
marinhas.
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16a - página 224 ]
André Luiz - 1943 |