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Há muitos companheiros realmente assim...
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Declaram-se
espíritas.
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Proclamam-se
convencidos, quanto à sobrevivência.
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Relacionam
casos maravilhosos.
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Exibem
apontamentos inatacáveis.
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Referem-se,
freqüentemente, aos sábios que
pesquisaram as forças psíquicas.
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Andam
de experiência em experiência.
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Fitam
médiuns como se vissem animais raros.
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Não
alimentam dúvidas quanto aos fatos inabituais no seio da própria família,
mas desconfiam das observações nascidas no lar de outrem.
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Conversadores
primorosos.
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Anedotistas
notáveis.
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Mas
não mostram mudança alguma.
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São
na convicção o que eram na negação.
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lies
expoentes de cultura intelectual, não estendem migalha de
conhecimento superior a quem quer que seja.
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Detentores
de vantagens humanas, não se dignam ajudar a ninguém.
Felizmente, contudo, temos os companheiros da luta incessante.
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Afirmam-se
também espíritas.
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Mas
compreendem que o fenômeno, diante da
verdade, pode ser considerado
à feição de casca no fruto.
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Têm
os médiuns como pessoas comuns, necessitadas de entendimento e de auxílio.
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Sabem
que a existência na Terra é como estágio na escola.
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E,
por isso, não perdem tempo.
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Moram
no trabalho constante.
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Indulgentes
para com todos e severos para consigo mesmos.
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Aceitam
a justiça perfeita, através da reencarnação, e acolhem no
sofrimento o curso preciso ao burilamento da própria alma.
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Verificam
que o erro dos outros podia ser deles próprios e, em razão disso, não
perdem a paciência.
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Reconhecendo-se
imperfeitos, perdoam, sem vacilar, as imperfeições alheias.
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E
vivem a caridade como simples dever, aprendendo e servindo sempre.
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São
esses que Allan
Kardec, em sua palavra esclarecida, define como
sendo “os espíritas verdadeiros ou, melhor, os espíritas-cristãos”.
Texto
ditado por Emmanuel na reunião pública de 25/1/1960, a respeito do Livro
dos Médiuns - Questão nº 28 - Parágrafos 1º, 2º e 3º
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- página 31 - "Companheiros"]
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