Sons

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CONTINENTE DO «INFRA-SOM» 

        Ajustam-se ouvidos e olhos humanos a balizas naturais de percepção, circunscritos aos implementos da própria estrutura.

        Abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo,... 

        A ponte pressionada por grande veículo ou a locomotiva que avança sobre trilhos agita a porta de residência não distante, porta essa cuja inquietação se comunica a outras portas mais afastadas, em regime de transmissão "infra-som".

        Nesse domínio das correntes imperceptíveis, identificaremos as ondas_eletromagnéticas_de_Hertz a se exteriorizarem da antena alimentada pela energia elétrica e que, apresentando freqüência aumentada, com o emprego dos chamados "circuitos oscilantes", constituídos com o auxilio de condensadores, produzem as ondas da telegrafia sem fio e do rádio comum, começando pelas ondas longas, até aproximadamente mil metros, na medida equivalente à freqüência de 300.000 vibrações por segundo ou 300 quilociclos, e avançando pelas ondas curtas, além das quais se localizam as ondas métricas ou decimétricas, disciplinadas em serviço do radar e da televisão.

        Em semelhantes faixas da vida, que a ciência terrestre assinala como o continente do "infra-som", circulam forças complexas; contudo, para o Espírito_encarnado ou ainda condicionado às sensações do Plano Físico, não existe nessas províncias da Natureza senão silêncio. 

(14) Outros Autores admitem que estes infra-sons começam abaixo de 16 vibrações por segundo. 

(Nota do Autor espiritual)

[29 - página 24]  - André Luiz - 1959


SONS PERCEPTÍVEIS

        Aumente-se a freqüência das ondas, nascidas do movimento incessante do Universo, e o homem alcançará a escala dos sons perceptíveis, mais exatamente qualificáveis nas cordas graves do piano.

        Nesse ponto, penetraremos a esfera das percepções sensoriais da criatura terrestre, porquanto, nesse grau vibratório, as ondas se transubstanciam em fontes sonoras que afetam o tímpano, gerando os "tons de Tartini" ou "tons de combinação", com efeitos psíquicos, segundo as disposições mentais de cada indivíduo.

        Eleva-se o diapasão.

        Sons médios, mais altos, agudos, superagudos.

        Na fronteira aproximada de pouco além de 15.000 vibrações por segundo, não raro, o ouvido vulgar atinge a zona-limite. (15)

        Há pessoas, contudo, que, depois desses marcos, ouvem ainda.

        Animais diversos, quais os cães, portadores de profunda acuidade auditiva, escutam ruídos no "ultra-som", para além das 40.000 vibrações por segundo.

        Prossegue a escala ascendente em recursos e proporções inimagináveis aos sentidos vinculados ao mundo físico.

(15) A escala de percepção é extremamente variável.

(Nota do Autor espiritual)

[29 - página 25]  - André Luiz - 1959


SAÚDE, SOM E EDUCAÇÃO

        Sabemos que SAÚDE abrange muito mais do que ausência de enfermidades, cuidado com alimentação, prática de qualquer atividade física, corpo escultural.  Saúde, em seu sentido amplo e total, inclui desde o bem-estar espiritual, anímico, energético, psíquico, orgânico, físico, até o equilíbrio do ser como um todo, em consonância com o ambiente (ser “holístico”).

        Inúmeros são os fatores que interferem na SAÚDE. Aqui abordaremos, de forma sucinta, a sua correlação com o SOM.

        O som possui correntes_vibratórias que, naturalmente, intervêm em nosso estado geral, alterando nossa pré-disposição, nosso “estado de espírito” e, conseqüentemente, provocando mudanças no nosso comportamento e no meio-ambiente. Isso pode ser comprovado cientificamente por meio da História e, inclusive, do livro mais conhecido e respeitado do nosso planeta: A Bíblica (em diversas de suas passagens).

        De acordo com os musicólogos, 

  • os sons harmoniosos produzem vibrações cristalinas que, ao serem ouvidos, nos imprimem a sensação de serenidade, de paz e de prazer. São reconstruíveis e terapêuticos... 

  • os sons desarmoniosos nos levam a uma impressão de ansiedade, de insatisfação, de vazio e irritabilidade... criando o desequilíbrio” (Mil Drummond – A Cor do Som – Editora Elevação).

        O som tem, por conseguinte, o poder de criar, conservar e destruir, dependendo, naturalmente, da qualidade do som que escutamos... e é aí que está o cerne do nosso tema: 

  • como ter e preservar a Saúde quando somos impelidos a ouvir sons exacerbadamente altos, agressivamente expostos em carros particulares, de picolés, de cd pirata, táxis, ônibus, bares, praias, lojas comerciais, em apartamentos de prédios residenciais, cuja potência acústica similar a trio-elétrico, independentemente do horário e  lugar?! 

  • Como ter e preservar nossa Saúde se a qualidade do som da qual somos verdadeiras “vítimas”, não agrega nenhuma mensagem e nenhum valor (muito ao contrário, pois fere os princípios básicos do respeito e da condição de seres pensantes e sentintes)?!

        A qualidade sonora (precisamente musical) vem deteriorando-se acintosamente, instigando o sado-masoquismo, a prostituição, a degradação do ser humano, principalmente da mulher! 

  • O que deveria ser “ritmo” não passa de repetições estressantes, alienantes e até neurotizantes! 

  • O que deveria ser potência confortável ultrapassa e agride o direito de escolha dos “ouvintes-vítimas”! 

  • O que deveria ser expressão da saudável criatividade e sensibilidade humanas – considerando o som como arte – retrata a absoluta degeneração de valores éticos e estéticos!

        Paremos e avaliemos antes que seja tarde demais! Tenhamos um mínimo de seletividade musical, de sensibilidade auditiva, de auto-respeito e ao direito do próximo ouvir o que, quando e como quer! Tenhamos um resquício de educação e de consciência social ao escolhermos e usarmos nosso som! Ele também é o indicador do nível  educacional de uma comunidade, do caráter, do temperamento e da personalidade de seus cidadãos; além do mais, cada um é responsável pelas suas escolhas e suas conseqüências; se a decisão é prejudicar a capacidade auditiva, atrofiar a mente, aderir ao sado-masoquismo, desfazer-se da auto-estima, agredir à integridade humana (repetindo, principalmente à feminina), destruir a própria saúde, ao menos não  nos contagiem com essa epidemia!

        Apelamos a todas as classes de educadores e profissionais de saúde, bem como aos órgãos competentes, a fim de que cumpramos nosso papel profissional e social, alertando para os nefastos e incontáveis danos – alguns até irrecuperáveis, como no  caso da diminuição ou perda auditiva – para que utilizemos todos os recursos disponíveis: diálogo, palestra, campanha educativa, meios de comunicação, exemplo e, principalmente, cumprimento da Lei!

 

THEQUILA MOTA

Psicóloga e Psicoterapeuta, Pós-Graduada em Administração de Recursos Humanos.

Palestrante, Consultora Organizacional.


DIAPASÃO s.m. Característica de um som determinada pela freqüência de vibração das ondas sonoras. 

  • Os sons agudos têm freqüências mais altas do que os sons graves

  • Quando um violinista afina seu instrumento, ajusta cada corda de maneira que vibrem um certo número de vezes por segundo. Na realidade, a maioria dos sons que ouvimos é uma mistura de várias freqüências. Os sons produzidos por um instrumento musical, um apito ou uma sirene têm várias freqüências ao mesmo tempo. 

  • A freqüência mais baixa, chamada fundamental, é produzida por um objeto que vibra como um todo. 

  • As freqüências mais altas, chamadas harmônicas, são produzidas por um objeto que vibra em partes separadas. 

  • As freqüências harmônicas são múltiplos inteiros da freqüência fundamental.

http://win2nt239.digiweb.com.br/cgi-bin/delta.exe/dicionario/verbete?ID=87446


        ...Também com Helmholtz inaugura-se uma linha de argumentação que atribui a ocorrência de certos fenômenos ainda não muito bem compreendidos à distorção não-linear da audição. De fato, há certos tons produzidos por conta do próprio mecanismo de audição que surgem em decorrência de estímulos espectrais fortes. 

        Os músicos do século XVIII:

  • Tartini, violinista italiano, 

  • e Sorge, organista alemão, independentemente um do outro, descobriram esses tons advindos da não-linearidade

        Helmholtz os chamou de “tons de combinação”. E ainda hoje se fala em não-linearidade, sem que uma conclusão aproveitável tenha surgido. Apenas observações e mais observações sobre a não-linearidade e tentativas de aplicar o conceito sempre que haja um vazio conceitual no problema da percepção de altura.  Ora, se a comunicação auditiva ocorre sob condições de linearidade, o que interessa é uma teoria que explique a linearidade em si. E tanto uso se fez de argumentações calcadas na não-linearidade que, de uma condição de anormalidade, ela passou a ocupar a posição de mito, pode-se dizer. A propósito, há dois mitos em toda essa história de percepção de altura, quais sejam, a mencionada não-linearidade e a chamada fundamental ausente...

http://www.cic.unb.br/docentes/arcela/lcmm/sabatica/html/cap1.html

Ver também:


Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS