Os neurocientistas descobriram nos últimos anos regiões do cérebro que estariam ligadas ao fenômeno da consciência e criaram teorias sobre o papel que desempenham na formação dessa forma única
de apreensão de conhecimento. Uma ferramenta historicamente importante para
essa pesquisa é o estudo de pacientes com lesões em áreas específicas do cérebro.
Mas a observação dos resultados não revela muita coisa sobre os mecanismos_neurais que sustentam a consciência. Para encontrar tais dados são
necessários métodos que registrem a atividade neural, começando pelo nível
individual das células ou até mesmo por suas sinapses (pontos de conexão),
chegando até às redes corticais que contêm milhões ou bilhões de células
nervosas.
Técnicas especiais de imageamento ajudam a dar pistas:
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a magnetoencefalografia (MEG),
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a tomografia por emissão de pósitrons (PET)
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e
a ressonância magnética funcional (fMRI).
O eletroencefalograma (EEG) registra as ondas elétricas do cérebro.
Com essas técnicas, os pesquisadores
descobriram que os indivíduos percebem conscientemente apenas a informação
que é processada nas regiões associativas do córtex_cerebral. As atividades de processamento elementar executadas fora do
córtex não são acessadas pela consciência. Os vários estados da
consciência representam portanto o produto final de atividades extremamente
complexas, mas processadas de modo totalmente inconsciente.
Até mesmo a sensação de que somos livres em nossas intenções e ações - a
impressão subjetiva de livre-arbítrio - é moldada por centros que funcionam inconscientemente.
A consciência pode ter um papel mais de "aconselhamento"
que de decisão em nossas atitudes.
http://www2.uol.com.br/vivermente/conteudo/materia/materia_5.html
GERHARD
ROTH é chefe do departamento de fisiologia comportamental e neurobiologia do
desenvolvimento do Instituto de Pesquisa do Cérebro da Universidade de Bremen,
na Alemanha.
http://www2.uol.com.br/vivermente/
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