Simpatia entre Espíritos
Página acima: Simpatia e Antipatia
 

        Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.

 

[9ª - página 183 questão 291]

A lembrança dos atos maus que dois homens praticaram um contra o outro, induz  os Espíritos, quando desencarnados, a se afastarem um do outro.


[9ª - página 184 questão 294]

        Aqueles a quem fizestes mal neste mundo, se são bons, eles vos perdoam, segundo o vosso arrependimento. Se maus, é possível que guardem ressentimento do mal que lhes fizestes e vos persigam até, não raro, em outra existência. Deus pode permitir que assim seja, por castigo.


[9ª - página 184 questão 295]

 

        Não são suscetíveis de alterar-se as afeições individuais dos Espíritos, por não estarem eles sujeitos a enganar-se. Falta-lhes a máscara sob que se escondem os hipócritas. Daí vem que, sendo puros, suas afeições são inalteráveis. Suprema felicidade lhes advém do amor que os une.

 

[9ª - página 184 questão 296]

 

        Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio. 


[9ª - página 184 questão 297] 

 

        Todos os Espíritos estão reciprocamente unidos. Falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, desde que um Espírito se eleva, já não simpatiza, como dantes, com os que lhe ficaram abaixo. 


[9ª - página 185 questão 300]

 

        Dois Espíritos simpáticos não são complemento um do outro. A simpatia que atrai um Espírito para outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos. Se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade. 


[9ª - página 185 questão 301]

 

(Ver: Almas gêmeas)

 

A identidade necessária à existência da simpatia perfeita apenas consiste na igualdade dos graus da elevação. 

 

[9ª - página 186 questão 302]

        Todos os Espíritos serão simpáticos no futuro. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário.

        Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam, se um deles for preguiçoso.

        A teoria das metades_eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo de suas idéias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham, fatalmente, que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo. 

[9ª - página 186 questão 303]

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS