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O
fim providencial das
manifestações
é de convencer os incrédulos
de que tudo não termina para o homem
com a vida terrestre, e de dar aos
crentes idéias mais justas sobre o futuro.
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Os
bons
Espíritos vêm
nos instruir para
nossa melhoria e nosso
progresso,
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e
não para nos revelar o que
não devemos ainda saber, ou aquilo que não devemos
aprender senão pelo
nosso trabalho.
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Se
bastasse interrogar os Espíritos para obter
a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer
descobertas ou invenções lucrativas,
todo ignorante poderia tornar-se sábio
gratuitamente, e todo preguiçoso poderia se enriquecer sem trabalhar;
é o que Deus não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio
pela inspiração
oculta, mas não o isentam do trabalho
e da pesquisa, a fim de
deixar-lhe o mérito deles.
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Seria
ter uma idéia bem falsa dos Espíritos, ver neles apenas auxiliares
de adivinhos;
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os
Espíritos
sérios recusam se
ocupar de coisas fúteis.
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Os
Espíritos
levianos e zombeteiros
se ocupam de tudo, respondem
a tudo, predizem a tudo o que se quer, sem se importarem
com a verdade, e sentem um
prazer maligno em mistificarem para as pessoas
muito crédulas; por isso, é essencial estar perfeitamente
fixado sobre a
natureza das questões que se podem dirigir aos Espíritos
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(O
Livro dos Médiuns,
nº 286: Questões que se podem dirigir aos Espíritos.)
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Fora
do que pode ajudar ao progresso moral, não há senão incerteza
nas revelações que se podem obter dos Espíritos.
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A
primeira conseqüência
deplorável para aquele que desvia sua faculdade do seu
fim providencial, é de ser
mistificado pelos Espíritos
enganadores, que
pululam
ao redor dos homens.
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A
segunda é de cair sob o domínio
desses mesmos
espíritos que podem, por meio de conselhos pérfidos,
conduzir a
infelicidades reais e materiais sobre a Terra.
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A
terceira é de perder, depois
da vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.
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As
manifestações
não estão, pois, destinadas a servir aos interesses
materiais; sua utilidade está nas conseqüências morais que
delas decorrem. Todavia,
não tivessem elas por resultados senão:
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fazer
conhecer uma nova lei da
Natureza,
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demonstrar
materialmente a existência
da alma e sua sobrevivência,
isso já seria muito, porque seria um
largo e novo caminho aberto à filosofia.
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Allan
Kardec
[78
- Fim providencial das manifestações espíritas] |