Finalidade das manifestações espirituais

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  • O fim providencial das manifestações é de convencer os incrédulos de que tudo não termina para o homem com a vida terrestre, e de dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro.

    • Os bons Espíritos vêm nos instruir para nossa melhoria e nosso progresso

    • e não para nos revelar o que não devemos ainda saber, ou aquilo que não devemos aprender senão pelo nosso trabalho. 

    Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas ou invenções lucrativas, todo ignorante poderia tornar-se sábio gratuitamente, e todo preguiçoso poderia se enriquecer sem trabalhar; é o que Deus não quer. Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o isentam do trabalho e da pesquisa, a fim de deixar-lhe o mérito deles.

  • Seria ter uma idéia bem falsa dos Espíritos, ver neles apenas auxiliares de adivinhos;

    • os Espíritos sérios recusam se ocupar de coisas fúteis. 

    • Os Espíritos levianos e zombeteiros se ocupam de tudo, respondem a tudo, predizem a tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e sentem um prazer maligno em mistificarem para as pessoas muito crédulas; por isso, é essencial estar perfeitamente fixado sobre a natureza das questões que se podem dirigir aos Espíritos

    (O Livro dos Médiuns, nº 286: Questões que se podem dirigir aos Espíritos.) 

  • Fora do que pode ajudar ao progresso moral, não há senão incerteza nas revelações que se podem obter dos Espíritos.

    • A primeira conseqüência deplorável para aquele que desvia sua faculdade do seu fim providencial, é de ser mistificado pelos Espíritos enganadores, que pululam ao redor dos homens. 

    • A segunda é de cair sob o domínio desses mesmos espíritos que podem, por meio de conselhos pérfidos, conduzir a infelicidades reais e materiais sobre a Terra

    • A terceira é de perder, depois da vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

  • As manifestações não estão, pois, destinadas a servir aos interesses materiais; sua utilidade está nas conseqüências morais que delas decorrem. Todavia, não tivessem elas por resultados senão: 

    • fazer conhecer uma nova lei da Natureza

    • demonstrar materialmente a existência da alma e sua sobrevivência, isso já seria muito, porque seria um largo e novo caminho aberto à filosofia.

Allan Kardec

[78 - Fim providencial das manifestações espíritas]

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

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