• Morte sem sofrimento.
  • Eliminação ou morte sem dor, dos doentes, em caso de moléstia incurável.

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Mesmo no caso em que a morte é inevitável e em que a vida não é abreviada senão por alguns instantes, a eutanásia é sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.

Trabalho de João Gonçalves Filho - EUTANÁSIA -1101


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O homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja.



A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal.

Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito.



[41a - página 71]
EMMANUEL - 1940

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... Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada “injeção compassiva”, ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador.

Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se-lhe os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.

Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto.

A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação.

Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:


  • — A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual.

    Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço.

    Provavelmente, só poderemos libertá-lo depois de decorridas mais de doze horas.

    Regressando Bonifácio, o meu dirigente prestou-lhe informações exatas e confiou-lhe o pobre amigo, que foi imediatamente transportado ao necrotério.

    E, conforme a primeira suposição de Jerônimo, somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnadoquando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós.

    Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras.

    Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar maiores cuidados.

[40 - páginas 280/1]
André Luiz

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