Médiuns escreventes intuitivos

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        Concluímos que: nas psicografias mediúnicas intuitivas ocorrem, predominantemente, manifestações_anímicas. Isto é,- no caso específico desta psicografia intuitiva - a inspiração se limita apenas à ideia, à sugestão, à informação preliminar, e, o resultado - a psicografia propriamente dita - é fruto de uma inspiração inicial acrescida da participação anímica (intuição - pensamento do próprio médium).

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        Médiuns intuitivos escreventes são aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é conduzida voluntariamente.  Diferem dos médiuns inspirados em que estes últimos não precisam escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre um assunto determinado e provocado.
        "São muito comuns, mas também muito sujeitos a erro, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provem dos Espíritos do que deles próprios emana."


[17b - página 235 item 191]

        A transmissão_do_pensamento também se dá por_meio_do_Espírito_do_médium, ou, melhor, de sua alma. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis.

        Notemos aqui uma coisa importante é que ... 

  • o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar.  

  • Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade.  

  • Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite.  

  • Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.  

  • É o que se chama médium intuitivo.

        Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à ideia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium.

  • O papel do médium mecânico é o de uma máquina; 

  • o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo.

[17b - página 222 item 180]

Ver também:


Crianças e Adolescentes

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