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Médiuns
inspirados: [17b - item 190] ;
Inspirados: [3 - página 233] ;
Formam
uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força
oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado,
ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido.
A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero.
A inspiração nos vem dos
Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém, procede,
principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde
cometemos o erro de não seguir. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares ideias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das ideias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma ideia surge, é que é preciso esperar.
A prova de que a ideia
que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal ideia
lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento,
utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à
vontade.
Se elas não lhes vêm quando quer, é que
está obrigado a buscá-las algures, que não no seu intimo.
Os
homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem
dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de
conceber grandes coisas.
Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as ideias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação.As respostas seguintes, dadas pelos espíritos, confirmam esta asserção:
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