Definindo rumos

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  •         Em verdade, meu amigo, terás encontrado no Espiritismo a tua renovação mental.

  •         O fenômeno terá modificado as tuas convicções.

  •         As conclusões filosóficas alteraram, decerto, a tua visão do mundo.

  •         Admites, agora, a imortalidade do ser.

  •         Sentes a excelsitude do teu próprio destino.

    • Mas se essa transformação da inteligência não te reergue o coração com o aperfeiçoamento íntimo, se os princípios que abraças não te fazem melhor, à frente dos nossos irmãos da Humanidade, para que te serve o conhecimento? 

    • Se uma força superior te não educa as emoções, se a cultura te não dirige para a elevação do caráter e do sentimento, que fazes do tesouro intelectual que a vida te confia?

        Não vale o intercâmbio somente pelo capricho atendido.

        A expressão gritante do não habitual pode estar vazia de substância.

        A ventania impetuosa que varre o solo, com imenso alarido, costuma gerar o deserto, enquanto que o rio silencioso e simples garante a floresta e a cidade, os lares e os rebanhos.

        Se procuras contacto com o plano espiritual, recorda que a morte do corpo não nos santifica. Além do túmulo, há também sábios e ignorantes, justos e injustos, corações no céu e consciências no inferno purgatorial...

        As excursões no desconhecido reclamam condutores.

        O Cristo é o nosso Guia Divino para a conquista santificante do Mais Além...

        Não te afastes dEle.

        Registrarás sublimes narrações do infinito na palavra dos grandes orientadores, ouvirás muitas vozes amigas que te lisonjearão a personalidade, escutarás novidades que te arrebatam ao êxtase, entretanto, somente com Jesus no Evangelho bem vivido é que reestruturaremos a nossa individualidade eterna para a sublime ascensão à Consciência do Universo.  

        Estas páginas despretensiosas constituem um apelo à congregação de nossas forças em torno do Cristo, nosso Mestre e Senhor.

        Sem a Boa Nova, a nossa Doutrina Consoladora será provavelmente um formoso parque de estudos e indagações, discussões e experimentos, reuniões e assembléias, louvores e assombros, mas a felicidade não é produto de deduções e demonstrações.

        Busquemos, pois, com o Celeste Benfeitor a lição da mente purificada, do coração aberto à verdadeira fraternidade, das mãos ativas na prática do bem e o Evangelho nos ensinará a encontrar no Espiritismo o caminho de amor e luz para a Alegria Perfeita.

 

EMMANUEL

Pedro Leopoldo-MG, 10 de junho de 1952.

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