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As horas são invariáveis no relógio, mas não são sempre as mesmas em nossa mente.
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Quando
felizes, não tomamos conhecimento dos minutos. Satisfazendo aos nossos
ideais ou interesses mais íntimos, os dias voam céleres,
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ao
passo que, em companhia do sofrimento
e da apreensão, temos a ideia de que o
tempo está inexoravelmente parado.
E
quando não nos esforçamos por
superar a câmara lenta da angústia,
a ideia aflitiva ou obcecante nos corrói a vida
mental, levando-nos
à fixação. Chegados a essa fase, o tempo como que se cristaliza
dentro de nós, porque passamos a gravitar, em Espírito, em torno do ponto nevrálgico
de nosso desajuste.
[28a página 235]
André Luiz - 1954 |