Resposta: Não. Na condição de cristãos, sobretudo porque antes da codificação da Doutrina Espírita, já possuíamos, no
Evangelho_de_Jesus, explicações muito claras quanto à nossa responsabilidade de viver, é impossível admitir que uma criatura, encarnada ou desencarnada, consiga furtar o
livre arbítrio nas fontes do nosso
pensamento.
Às vezes, estudamos o assunto quando já nos achamos encarcerados nas conseqüências de ações complexas ou infelizes, praticadas por nós, seja nesta vida ou em vidas passadas. Nessas circunstâncias, somos impulsionados a crer que o
Espírito_obsessor encontra em nós afinidades ou raízes de ligação com as quais se harmonizam conosco, quando, na realidade, são companheiros nossos, da existência atual ou de outras eras que passam a integrar conosco verdadeira legião de
criaturas perturbadas.
Por isso mesmo,
Jesus, certa feita, conforme as narrativas do
Evangelho, declarou que determinado espírito obsessor trazia o nome de Legião. Em vista disso, a criatura, quando está positivamente assediada, pode estar refletindo toda uma falange de espíritos infelizes que se afinam com ela.
Processo obsessivo, a nosso ver, é problema de harmonização ou de aceitação, no mecanismo de nossos relacionamentos recíprocos.