Julgar e Discernir

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        Entre julgar e discernir, há sempre grande distância. O ato de julgar para a especificação de conseqüências definitivas pertence à autoridade divina, porém, o direito da análise está instituído para todos os Espíritos, de modo que, discernindo o bem e o mal, o erro e a verdade, possam as criaturas traçar as diretrizes do seu melhor caminho para Deus.

Emmanuel - (Consolador)  [55 - página 80]

        Abstenhamo-nos de julgar. Consoante a lição do Mestre que hoje abraçamos, o amor deve ser nossa única atitude para com os adversários.

        A vingança é a alma da magia negra. Mal por mal significa o eclipse absoluto da razão. E, sob o império da sombra, que poderemos aguardar senão a cegueira e a morte? Por mais aflitiva lhe seja a lembrança do adversário, recorde-o em suas preces e em suas meditações, por irmão necessitado de nossa assistência fraterna. Ainda não readquirimos nossa memória integral do passado e nem sabemos o que nos ocorrerá no futuro... 

  • Quem terá sido ele no pretérito? 

  • alguém que ajudamos ou ferimos? 

  • Quem será para nós no porvir? 

  • Nosso pai ou nosso filho? 

        Não condene! O ódio é como o incêndio que tudo consome, mas o amor sabe como apagar o fogo e reconstruir. Segundo a Lei, o bem neutraliza o mal, que se transforma, por fim, em servidor do próprio bem. Ainda que tudo pareça conspirar contra a sua felicidade, ame e ajude sempre, porque o tempo se incumbirá de expulsar as trevas que nos visitam, à medida que se nos aumente o mérito moral.

[28a - Página 195]  - André Luiz - 1954 

Quem Agradece

 

Quem  agradece a Deus
A vida que recebe;
O corpo em que se exprime
E o tempo que desfruta;
A luz do entendimento
E o poder de servir;
As afeições queridas
E os bens de que dispõe;
Não sabe examinar
Os defeitos alheios;
E nem encontra ensejo
Para se lastimar.

 

(Emmanuel)

    Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS