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A glorificação do trabalho
é serviço evangélico.
Antecedendo a influência do Mestre, a Terra
era vasto latifúndio povoado de senhores e escravos.
Com Jesus, no entanto, nova época surge para o mundo. O ministério do Senhor é, sobretudo, de ação e movimento. Levanta-se o Mestre com o dia e devota-se ao bem dos semelhantes pela noite a dentro.
O exemplo do Cristo é sublime e contagiante.Cada companheiro de apostolado ausenta-se, mais tarde, do comodismo para ajudar e ensinar em seu nome, rasgando horizontes mais vastos à compreensão da vida, em regiões distantes do berço que os vira nascer.Mais tarde, em Roma, o desejo de auxilio mútuo entre os cristãos atinge inconcebíveis realizações no capítulo do trabalho.Pessoas convertidas ao Evangelho se consagram, inteiramente, ao serviço com o objetivo de amparar os companheiros necessitados.Espalham-se aprendizes da Boa Nova nas atividades da indústria e da agricultura, das artes e das ciências, da instrução e do comércio, da enfermagem e da limpeza pública, disputando recursos para o auxílio aos associados de ideal, na servidão ou na indigência, no sofrimento e nas prisões. Há quem jejue por dois e três dias seguidos, a fim de economizar dinheiro para os serviços de assistência ao próximo, sob a direção do pastor.O trabalho passa, então, a ser interpretado por bênção divina.Paulo de Tarso, transferindo-se da dignidade do Sinédrio para o duro labor do tear, confeccionando tapetes para não ser pesado a ninguém e garantindo, por esse modo, a sua liberdade de palavra e de ação, é o símbolo do cristão que educa e realiza, demonstrando que à claridade do ensino deve aliar-se a glória do exemplo.E, até hoje, honrando no trabalho digno a sua norma fundamental de ação, o Cristianismo é a força libertadora da Humanidade, nos quadrantes do mundo inteiro. [10 - página 75] |
