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No mecanismo de relações comuns, o pedido de
uma providência material tem o seu sentido e a sua utilidade
oportuna, como resultante da lei de equilíbrio que preside o movimento
das trocas no organismo da vida.
A esmola material, porém, é índice
da ausência de espiritualização nas características sociais que a
fomentam.
Ninguém, decerto, poderá reprovar o ato de pedir e, muito menos, deixará
de louvar a iniciativa de quem dá a esmola
material; todavia, é oportuno considerar que, à medida que o
homem se cristianiza, iluminando
as suas energias interiores, mais se afasta da condição de
pedinte para alcançar a condição elevada do mérito, pelas expressões
sadias do seu trabalho.
Quem se esforça, nos bastidores da consciência retilínea, dignifica-se
e enriquece o quadro de seus valores individuais.
E o cristão sincero, depois de conquistar os elementos da educação
evangélica, não necessita materializar a idéia da rogativa
da esmola material, compreendendo que,
esperando ou sofrendo,
agindo ou lutando, nos esforços da ação e do bem, há de receber,
sempre, de acordo com as suas obras e de conformidade com a promessa do
Cristo.
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- Emmanuel - 1940 |