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OS PRIMEIROS CRISTÃOS
Atingindo
um período de nova compreensão concernente aos mais graves
problemas da vida, a sociedade da época sentia de perto a insuficiência
das escolas filosóficas conhecidas, no propósito de solucionar
as suas grandes questões.
A ideia de uma justiça mais perfeita para as classes oprimidas tornara-se assunto obsidente para as massas anônimas e sofredoras. Em virtude dos seus postulados sublimes de fraternidade, a lição do Cristo representava o asilo de todos os desesperados e de todos os tristes. As multidões dos aflitos pareciam ouvir aquela misericordiosa exortação: - "Vinde a mim, vós todos que sofreis e tendes fome de justiça e eu vos aliviarei" - e da cruz chegava-lhes, ainda, o alento de uma esperança desconhecida.
A
recordação dos exemplos do Mestre não se restringia aos povos da
Judéia, que lhe ouviram diretamente os ensinos imorredouros.
A
princípio, as autoridades do Império não ligaram maior importância
à doutrina nascente, mas os Apóstolos ensinavam que, por Jesus-Cristo,
não mais poderia haver diferença entre os livres e os escravos,
entre patrícios e plebeus, porque todos eram irmãos, filhos do mesmo
Deus.
A REDAÇÃO DOS TEXTOS DEFINITIVOS
Nesse
tempo, quando a guerra formidável da critica procurava minar o
edifício imortal da nova doutrina, os mensageiros do Cristo presidem à redação
dos textos definitivos, com vistas ao futuro, não somente junto aos
Apóstolos e seus discípulos, mas igualmente junto aos núcleos das tradições.
Os cristãos mais destacados trocam, entre si, cartas de alto valor doutrinário para as diversas igrejas. São mensagens de fraternidade e de amor, que a posteridade muita vez não pôde ou não quis compreender.
Muitas
escolas literárias se formaram nos últimos séculos, dentro da crítica
histórica, para o estudo e elucidação desses documentos.
A
grandeza da doutrina não reside na circunstância de o Evangelho ser
de Marcos ou de Mateus, de Lucas ou de João; está na beleza imortal que
se irradia de suas lições divinas, atravessando as idades e atraindo os corações.
No
trabalho de redação dos Evangelhos, que constituem, sem dúvida,
o portentoso alicerce do Cristianismo, verificavam-se, nessa época,
algumas dificuldades para que se lhes desse o precioso caráter universalista.
Todos
os Apóstolos do Mestre haviam saído do teatro humilde de seus
gloriosos ensinamentos; mas, se esses pescadores valorosos eram elevados
É
então que Jesus resolve chamar o espírito luminoso e enérgico de Paulo
de Tarso ao exercício do seu ministério.
Alguns
anos antes de terminar o primeiro século, após o advento da nova
doutrina, já as forças espirituais operam uma análise da situação amargurosa
do mundo, em face do porvir. Sob a égide de Jesus, estabelecem novas linhas de progresso para a civilização, assinalando os traços iniciais dos países europeus dos tempos modernos. Roma já não representa, então, para o plano invisível, senão um foco infeccioso que é preciso neutralizar ou remover. Todas as dádivas do Alto haviam sido desprezadas pela cidade imperial, transformada num vesúvio de paixões e de esgotamentos.
O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava
preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem
simbólica do invisível.
Todos
os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos.
IDENTIFICAÇÃO DA BESTA APOCALÍPTICA
Reza
o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por
42 meses, acrescentando que o seu número era o 666 (Apoc. XIII, 5 e 18).
Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da Humanidade.
Quanto
ao número 666, sem nos referirmos às interpretações com os
números gregos, em seus valores, devemos recorrer aos algarismos romanos,
em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos, explicando
que é o Sumo-Pontífice da igreja romana quem usa os títulos de
"VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS", "VICARIVS FILII DEI" e
"DVX CLERI" que significam
"Vigário-Geral de Deus na Terra", "Vigário do Filho de
Deus" e "Príncipe do Clero". |
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