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Textos apócrifos

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Apócrifos (Apocryphom literalmente livro secreto)


Apócrifo
adj. 1. Sem autenticidade. 2. Rel. catól. Diz-se de um texto, ou de um livro, cuja autenticidade é duvidosa ou suspeita, ou não reconhecida pelo magistério eclesiástico.


        Os manuscritos, hoje conhecidos como Evangelhos_Gnósticos, ou Apócrifos (Apocryphom literalmente livro secreto), revelam ensinamentos, apresentados segundo perpectivas bastante diversas daquelas dos Evagelhos Oficiais da Igreja_Romana; como por exemplo este trecho atribuído a Jesus, o Vivo: "Se manifestarem aquilo que têm em si, isso que manifestarem os salvará. Se não manifestarem o que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá".


http://www.gnosisonline.org/Teologia_Gnostica/Codigos_de_Nag_Hammadi.shtml
 

        "Toda história é contada pelos vencedores. Isto é verdade também para a história de Jesus de Nazaré e seus ensinamentos, relatada nos quatro Evangelhos do Novo Testamento. O cânone bíblico - o conjunto dos textos considerados "inspirados" - abriga os vencedores de uma batalha doutrinária travada dentro da Igreja antiga, entre os séculos 2 e 5.  De fora ficaram mais de 60 outros escritos, que receberam o nome de apócrifos (ocultos, em grego).  Sobre eles pairava a acusação de deturpar a doutrina original de Jesus, misturando-a com episódios fantasiosos e ideias tiradas das seitas místicas dos primeiros séculos do Cristianismo.  O imaginário cristão, porém, recebeu-os de braços abertos.  Se hoje os católicos sabem os nomes dos reis magos que adoraram Jesus e crêem que o corpo de Nossa Senhora subiu aos céus após sua morte - fato que a Igreja considera como Dogma desde 1950 - é porque, por vias indiretas, os apócrifos contornaram as proibições.

        Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de seus seguidores, cerca de 50 outros contêm narrativas ligadas ao Antigo Testamento.  Muitos têm nomes sugestivos como "Apocalipse de Adão" ou "descida de Cristo ao inferno". Poucos são conhecidos integralmente. Da maioria resta fragmentos ou se conhece por citações de cronistas da Antiguidade. Mas são principalmente aqueles ligados à vida de Jesus que estão atraindo a atenção de religiosos e pesquisadores, que os reconhecem como fontes importantes para estudar o Homem de Nazaré."


Revista Galileu - Dezembro 2002 - No 137

        Livros apócrifos segundo Frei Jacir de Freitas: Nascido em Divinópolis (MG), frei Jacir de Freitas Faria é padre franciscano. Mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (PIB), Frei Jacir complementou seus estudos de Bíblia no México e em Jerusalém. Atualmente reside em Belo Horizonte, onde é professor no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), no Instituto Marista de Ciências Humanas (IMACH) e no Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus (CES-ISI). Além das aulas, dedica-se à leitura popular da Bíblia no Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), na Comissão Pastoral da Terra (CPT/MG), na Diocese de Divinópolis e em cursos de teologia pastoral para leigos. Pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é membro da Comissão Teológica do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Participa também da Comissão de Serviço Internacional ao Diálogo Ecumênico da Ordem dos Frades Menores (OFM). Apaixonado pela Bíblia, ele é um dos poucos estudiosos no Brasil e no mundo a mergulhar na literatura apócrifa (escritos "bíblicos" não considerados inspirados e, pó isso, mantidos em segredo pelas Igrejas), com o intuito de voltar às origens do cristianismo e resgatar informações importantes que complementam os textos bíblicos canônicos (oficiais), clareando a mente daqueles que acreditam em Jesus e fortalecendo a sua fé.

        A afirmação costumeira que os escritos apócrifos são meras fantasias e, o que é pior, mentiras inventadas por cristãos ou judeus piedosos, nunca me convenceu. A primeira constatação que fiz foi que muitos desses textos complementam o sentido, sem tirar a veracidade, dos textos_canônicos, os considerados pela tradição como inspirados. O que se pretende com o estudo dessa literatura não é outra coisa senão resgatar um novo sentido para os textos apócrifos, que comumente são interpretados como falsos, não inspirados. Não podemos mais entender apócrifo desta maneira, mas como algo precioso e, por isso, mantido em segredo.

        A literatura apócrifa é uma outra Bíblia. Existem 112 livros apócrifos, sendo 52 em relação ao Primeiro Testamento e 60 em relação ao Segundo. Assim como a Bíblia, a literatura apócrifa está composta de Evangelhos, Atos, Apocalipses, Cartas, Testamentos. Existem também outras listas desses livros.

        Creio que devemos repensar o valor dado aos apócrifos. É claro que não se pode tomar todas as informações como verdades de fé. O mesmo também não ocorre como os evangelhos canônicos

  • Quem é o Jesus da fé 

  • e quem é o Jesus histórico? 

        Isso é importantíssimo. Também nos evangelhos canônicos aquilo que era dado de fé passou a ser dado histórico e o que era dado histórico tornou-se dado de fé. É difícil distinguir, mesmo como o auxílio da exegese moderna, o Jesus da fé do Jesus histórico. As coisas estão misturadas. A fé é que nos coloca no caminho certo.

http://www.sobrenatural.org/Site/Apocrifos/entrevista.asp 

 

Textos Apócrifos (Gnósticos):


http://www.gnosisonline.org/Teologia_Gnostica/O_Evangelho_de_Tome.shtml


Pistis Sophia
- Primeiro e Segundo Livro

http://br.geocities.com/samaelaunweor2/pistis/pistis.htm 

        Há pouca discussão sobre a data dos próprios manuscritos. O exame de datação dos papiros tornava mais densa a encadernação de couro e os manuscritos coptas, situando-os entre 350—400 d.C.9 Mas os estudiosos discordam categoricamente sobre a data dos textos originais. É pouco provável que alguns deles sejam posteriores a 120—150 d.C., pois Irineu, o bispo ortodoxo de Lyon, declara por volta de 180 d.C. que hereges vangloriam-se de possuir mais evangelhos do que realmente existem",10 e lamenta que em sua época esses escritos já tenham atingido ampla circulação - da Gália até Roma, Grécia e Ásia Menor.

 

9  - Robinson, Introdução, em NHL. 13-18

10- Irineu, Libros Quinque Adversus Haereses 3.11.9.

[84 - Introdução XVII]

Aqueles que escreveram e divulgaram esses textos não se consideravam “hereges”. A maioria dos escritos emprega a terminologia cristã relacionada de modo inequívoco à herança judaica. Muitos alegam oferecer tradições secretas e ocultas sobre Jesus aos muitos que formaram, no século II, a chamada “igreja católica”.

[84 - Introdução XX]

       O que Muhammad ‘ALI descobriu em Nag-Hammadi é, aparentemente, uma biblioteca de escritos, quase todos gnósticos. Embora afirmem oferecer ensinamentos secretos, muitos desses textos referem-se às Escrituras do Antigo_Testamento, e outros as cartas de Paulo e aos evangelhos do Novo_Testamento. Muitos deles incluem as mesmas dramatis personae do Novo Testamento Jesus e seus discípulos. No entanto, as diferenças são surpreendentes.

  • Primeiro, os judeus e os cristãos ortodoxos insistem que um abismo separa a humanidade de seu Criador: Deus é exatamente o oposto. Mas alguns dos gnósticos que escreveram esses evangelhos contradizem isso:

  • Em segundo lugar, o “Jesus vivo” desses textos fala de ilusão e iluminação, não de pecado e arrependimento, como o Jesus do Novo Testamento. Em vez de ter como missão nos salvar do pecado, ele veio para ser um guia que abre o acesso à compreensão espiritual. Mas quando o discípulo alcança a iluminação, Jesus não mais serve como mestre espiritual: os dois tornam-se iguais até mesmo idênticos.

  • Terceiro, os cristãos ortodoxos acreditam que Jesus seja, de maneira única, o Senhor e o Filho de Deus: ele permanece para sempre distinto do resto da humanidade que veio salvar. No entanto, o gnóstico Evangelho de Tomé relata que assim que Tomé o reconheceu, Jesus disse que ambos haviam recebido seu ser da mesma fonte:

    Jesus disse: “Eu não sou seu mestre. Como você bebeu, ficou embriagado com as fontes borbulhantes que compartilhei com você (...) Aquele que beber da minha boca se tornará como eu: eu mesmo devo me tornar ele, e as coisas que estão ocultas lhe serão reveladas.”22

22 - Evangelho de Tomé 35. 4-7 e 50.28-30, fundidos, em NHL 119 e 129

 

[84 - Introdução XXI]

        O empenho da maioria para destruir qualquer vestígio da “blasfêmia” herege provou-se tão bem-sucedido que, até as descobertas de Nag-Hammadi , quase toda informação sobre formas alternativas do início do cristianismo provinha de ataques ortodoxos intensos contra elas. Embora o gnosticismo talvez fosse a primeira e a maior ameaça das heresias, os estudiosos tomaram conhecimento apenas de uma pequena quantidade de textos gnósticos originais, nenhum publicado antes do século XIX. 

  • O primeiro surgiu em 1769, quando o turista escocês James Bruce comprou um manuscrito copta perto de Tebas (atual Luxor), no Alto Egito.28 Publicado só em 1892, afirmava ter o registro de conversas entre Jesus e seus discípulos um grupo que, nesse texto, incluía homens e mulheres. 

  • Em 1773, um colecionador encontrou em uma livraria de Londres um antigo texto, também em copta, que continha um diálogo sobre os “mistérios” entre Jesus e seus discípulos.29 

  • Em 1896, um egiptólogo alemão, alertado por publicações anteriores, comprou no Cairo um manuscrito que, para sua surpresa. continha o Evangelho de Maria (Madalena) e três outros textos. Três cópias de um deles, o Apócrifo (Livro Secreto) de João, também foram incluídas na biblioteca gnóstica descoberta em Nag-Hammadi cinqüenta anos depois.30

28 - Ver discussão de H.-Ch. Puech, em NT APOCRYPHA 259 s.

29 - Ibid., 250 s.

30 - Ibid., 244.

[84 - Introdução XXVI]

        Os 52 escritos descobertos em Nag Hammadi permitem apenas vislumbrar a complexidade do início do cristianismo. Começamos agora a perceber que o cristianismo e o que identificamos como tradição cristã representa, na verdade, apenas uma pequena seleção de fontes específicas, escolhidas entre dezenas de outras. 

  • Quem fez a seleção? 

  • E por que razões? 

  • Por que os outros escritos foram excluídos e proibidos como ‘heresia”? 

  • O que os tornou tão perigosos? 

Agora, pela primeira vez, temos a oportunidade de conhecer a primeira heresia cristã; pela primeira vez, os hereges podem falar por si mesmos.

[84 - Introdução XXXIX]

        O "Acaso" tem sido o grande fornecedor dos "Documentos Patrimônio da Humanidade" e alguns sentem a tentação de denominá-lo de: "Intervenção Divina" ou "Mão_do_Destino" ocorrida no tempo exato, para "dar a Cesar o que é de Cesar". - "Os textos de Nag Hammadi reabrem questões fundamentais". - Elaine Pagels.

 

http://www.jornalinfinito.com.br/materias.asp?cod=54

O APOCALIPSE DE PEDRO


        Encontra-se nesses escritos um encorajamento dirigido às "almas imortais", aos "eleitos", como se autodenominavam os gnósticos, perseguidos pela "grande igreja". Nota-se, também, um patente "docetismo":

  • Na 1ª visão de Pedro, a denúncia da ameaça de morte que pairava sobre os gnósticos, por parte dos sacerdotes, que representavam seis grupos de inimigos, dentre os mais importantes aqueles que traficavam com a palavra do Senhor; aqueles charlatães que pretendiam possuir o mistério da verdade; aqueles que reivindicavam dignidades episcopais para se destacarem dos outros, etc...

  • Na 2ª visão encontramos a distinção entre a aparência carnal de Jesus e a sua real natureza; diziam que enquanto os adversários acreditavam que o estavam crucificando, Jesus - O Vivente, zombava deles perguntando: "Aquele que tu vês sobre o madeiro, que se rejubila e ri, é Jesus Vivente. Mas aquele que está pregado pelas mãos e os pés é o seu invólucro carnal, o substituto..."

  • Na 3ª visão encontramos o tema ortodoxo da ressurreição de Jesus e a interpretação gnóstica - a reunificação do corpo espiritual de Jesus com a luz do Pleroma celeste.

http://www.rizoma.net/interna.php?id=141&secao=ocultura

O APOCALIPSE GNÓSTICO DE PEDRO

PRIMEIRA VISÃO


        - Pedro, bem-aventurados os de cima que pertencem ao Pai, que através de mim há revelado a vida para aqueles que são da vida, pois eu os recordei, aqueles que estão edificados sobre a sólida base, que ouçam minhas palavras e que distingam as palavras da injustiça e a transgressão da Lei das palavras da justiça. Com efeito, eles procedem do alto, de cada palavra da Plenitude da verdade e tem sido iluminados com benevolência por Aquele, a quem as potestades buscaram, mas não encontraram. Aquele que nem foi mencionado pelas em nenhuma geração dos profetas. 
        Este apareceu agora entre aqueles, naquele no qual se é aparecido, no Filho do Homem, exaltado no alto dos céus, revelado com temor dos homens de essência semelhante. Mas tu, Pedro, sê perfeito segundo o nome que eu te coloquei (Pedra), pois eu ti escolhi, e fiz de ti um princípio para o resto, a quem eu chamei para o conhecimento. Sê forte até que venha o imitador da justiça, o imitador daquele que foi o primeiro a chamar-te. 
        De fato, ele te chamou para que o conheça de um modo digno, por causa da rejeição de que foi alvo. Você pode reconhecê-lo nos tendões de suas mãos e de seus pés, no coroamento realizado por aqueles que vivem na região do meio, no corpo luminoso que eles (os Arcontes, aqueles que pregam os falsos ensinamentos sobre Jesus) apresentaram na esperança de estarem cumprindo um serviço de honrosa recompensa, quando ele ia recriminar-te três vezes naquela noite”. 
        O Salvador disse estas coisas, enquanto eu estava vendo um dos sacerdotes e o povo que corriam até nós com pedras para nos matar. Apavorei-me, pensando que íamos morrer. E Ele me disse: 
        – Pedro, eu te disse diversas vezes que estes são cegos sem guias. Se queres conhecer sua cegueira, coloca as tuas mãos sobre os olhos de seu corpo, e diga o que vês. Quando eu lhe disse que não via nada, Ele me disse: 
        - Não és possível que não veja nada! 
        Ele me disse novamente: 
        - Faça o mesmo outra vez. 
        E em mim se produziu medo e alegria ao mesmo tempo, pois vi uma luz nova, maior que a luz do dia. Logo, a luz desceu sobre o Salvador, e eu lhe contei o que havia visto. E ele me disse de novo: 
        - Levanta tuas mãos e escuta o que dizem os sacerdotes e o povo. 
        Eu ouvi os sacerdotes, enquanto estavam sentados com os escribas. As multidões gritavam aos brados. Quando o Salvador escutou essas coisas de mim, ele me disse: 
        - Apura os teus ouvido e ouça o que estão dizendo. 
        E escutei de novo. Enquanto estava sentado, te louvam. Quando eu disse estas coisas, o Salvador disse: 
        - “Te disse que estes são cegos e surdos. Escuta, pois, agora as que estão dizendo de forma misteriosa e conservá-as. Não as diga aos filhos deste mundo, pois eles blasfemariam contra ti neste mundo, já que eles não te conhecem, mas louvar-te-ão assim que te conhecerem”. 

 

        Heresias em torno ao grupo. Primeiro conjunto de adversários:

       

        gnósticos desviados da verdade originária 

        Na verdade, muitos, no início, acolherão as nossas palavras, mas logo se distanciarão delas, por vontade do pai de seu erro, porque terão feito o que ele quis. Mas Deus lhes revelará em juízo, quer dizer, aos servidores da Palavra. No entanto, os que se ajuntarem a eles serão seus prisioneiros, porque estão privados de conhecimento. 
        Aquele que é inocente, bom e puro, é por eles entregue ao carrasco e ao reino daqueles que louvam o Cristo restaurado. Eles louvam os homens que propagam a mentira, aqueles que virão depois de ti. Eles se aderirão ao nome de um morto, pensando que serão purificados por esse nome. Ao contrário, ficarão impuros e cairão em nome do erro em mãos de um homem malvado e astuto, em dogmas multiformes, e serão governados na heresia. 

        Outro grupo gnóstico 

        Acontecerá que alguns deles blasfemarão da verdade e proclamarão uma doutrina falsa. E dirão coisas más uns contra os outros. Alguns desses serão chamados de “aqueles que estão sob o poder dos arcontes”, os que procedem de um homem e uma mulher nua, de uma multidão de formas e grande variedade de sofrimento. 
        E acontecerá que os que dizem estas coisas explorarão os sonhos. E se afirmam que um sonho tem sua procedência de um demônio, digno de seu erro, então receberão a perdição em vez da incorrupção. Com efeito, o mal não pode produzir um fruto bom. Uma vez que do lugar de onde vem, cada um atrai o que a si se assemelha, pois nem toda alma é da verdade ou da imortalidade. Cada alma deste mundo tem como destino a morte, segundo a nossa opinião, porque é sempre uma escrava, visto que foi criada para servir a seus desejos, e o seu papel é a destruição eterna: nela se encontra e dela deriva. As almas amam as criaturas da matéria, vindas à existência com elas. 
        Mas as almas_imortais não se assemelham a estas, ó Pedro. E quando ainda não é chegada a hora da morte, acontecerá que a alma imortal se parecerá com uma mortal. Mas ela não revelará a sua natureza, que é somente imortal, mas pensa na imortalidade. Tenha fé e deseja abandonara estas coisas. 
        Em verdade, quem é inteligente não colhe figos de cardos ou espinhos, nem uvas de plantas espinhosas. Certamente, o que se produz sempre está dentro daquilo que produz. O que procede do que não é bom, resulta ser para a alma destruição e morte. Mas esta, a alma imortal, que chega a ser no Eterno, se encontra na Vida, e na imortalidade da vida, a qual se assemelha. Portanto, tudo o que existe não se dissolverá no que não existe. A surdez e cegueira se unem somente com os seus semelhantes. 

        Também outro grupo gnóstico 

        Outros, no entanto, converter-se-ão das palavras más e dos mistérios que extraviam. 
        Alguns que não entendem os mistérios, falam de coisas que não entendem. Gabam-se de ser os únicos que conhecem o mistério da Verdade, e, cheios de orgulhos, agarram-se à insolência, invejando a alma imortal, que se tornou entretanto uma garantia. Já que toda potestade, dominação e poder dos eons desejam estar eles (as almas imortais dos gnósticos) na criação do mundo, de modo que aqueles (as potestades/forças) que não são, esquecidas pelas que são (as almas imortais), os louvem, embora não tenham sido salvas pelas potestades, nem levadas ao caminho (saída do mundo), desejando sempre chegar a ser imortais. Porque quando a alma imortal se fortalece com o poder de um espírito intelectual (um gnóstico), eles (as potestades/forças), imediatamente, fazem com que a alma imortal torne-se semelhante a um dos extraviados (da doutrina gnóstica). 

        Outro grupo gnóstico 

        Pois muitos, que se opõem à verdade e são os mensageiros do erro, conspiram com seu erro e sua lei contra estes pensamentos puros que provêm de mim, partindo do ponto de vista, a saber, que o bem e o mal procedem da mesma raiz. Eles fazem negócio com a minha palavra, e anunciam um duro Destino: a raça das almas imortais caminhão em vão, até a minha parusia. Por conseguinte, do meio deles sairão (pessoas que não seguem a minha palavra).
        E o perdão de seus pecados, nos quais caíram por culpa de seus adversários, os quais eu resgatei da escravidão a que se encontravam, dando-lhes a liberdade. E eles agem de modo a criar uma imitação do verdadeiro perdão, em nome de um defunto, Hermas1, dos primogênitos injustiça (Satanás), para que a luz existente não seja vista pelos pequenos (os verdadeiros gnósticos). No entanto, os que pertencem a esse gênero de pessoas serão lançados nas trevas exteriores, longe dos filhos da luz. Por conseguinte, nem eles entrarão, nem tampouco permitem aos que querem receber a sua libertação. 

        Outro grupo. Também gnósticos, também errados 

        E ainda outros deles, que sofrem, pensam que conseguirão a perfeição da vivência comunitária (ser Igreja) que realmente existe, a saber, a união espiritual com os que estão em comunhão, através da qual se revelará o matrimônio da imortalidade (igualdade da essência com o Salvador). Mas, em vez disso, se manifestará uma fraternidade feminina (falsa e imperfeita) como imitação. Estes são os que oprimem os seus irmãos, dizendo-lhes: “Por meio disso (sua doutrina), nosso Deus tenha piedade, pois a salvação chega a nós somente por isso”. E eles não conhecem o castigo daqueles que se alegram por aqueles que fizeram isto aos pequenos (gnósticos verdadeiros), que vieram (outros que também agem em nome de Cristo) e fizeram prisioneiros (os gnósticos).     

        Outro grupo de adversários: os eclesiásticos 

        E existem também outros, que não dos nossos, que se chamam a si mesmos de bispos e também diáconos, como se tivessem recebido essa autoridade de Deus. Eles são julgados por ocuparem os primeiros lugares na assembléia. Essa gente, eles são canais vazios.

        Mas eu disse:

        - “Diante do que me disseste, eu tenho medo, a saber, que são poucos, como veremos, os que estão fora do erro, enquanto muitos viventes serão induzidos ao erro e ficarão divididos. E quando pronunciarem o seu nome, serão considerados dignos de fé”.

        E o Salvador disse:

        “Governarão sobre os pequenos (gnósticos) por um tempo para eles determinado, em proporção ao erro deles. E depois que se complete o tempo de seu erro, o tempo que nunca envelhece renovará o pensamento imortal; E os pequenos governarão sobre os que agora governam sobre eles. E o tempo que não envelhece extirpará o erro deles pela raiz e expô-lo-á à vergonha. E se revelará a desvergonha que ela (a classe dos eclesiásticos) teve sobre si.

        E acontecerá que os pequenos serão imutáveis, ò Pedro. Eia, vamos! Cumpramos a vontade do Pai incorruptível. Com efeito, eles verão a sentença contra eles (os eclesiásticos), os quais ficaram cairão em desgraça. Mas, quanto a mim, eles não poderão tocar-me. Mas tu, ò Pedro, estarás no meio deles. Não temas por causa da covardia deles. A inteligência deles será limitada, pois o Invisível lhes fará oposição.”  (Ver: Consolador prometido e Terceira das grandes revelações)

 

http://www.abiblia.org/ver.php?id=1257#.UUE00xeG2O4

http://www.gnosis.org/naghamm/apopet.html

http://www.freewebs.com/misteriosantigos/apocalipse-de-pedro.htm

     O Apocalipse de Pedro, talvez o último texto encontrado em Nag-Hammadi (ca. 200-300), relata como Pedro ouviu, desanimado, que muitos fiéis "cairiam no nome do erro" e "seriam governados por hereges".95 O Cristo ressuscitado explica a Pedro que aqueles que "se autodenominam bispos e também diáconos, como se tivessem recebido sua autoridade de Deus”, são, na realidade, “canais secos".96 Embora “não compreendam o mistério”, vangloriam-se de que apenas eles possuem "o mistério da verdade”.97 O autor acusa-os de má interpretação do ensinamento dos apóstolos e, por isso, de terem estabelecido uma "imitação de igreja” no lugar de uma verdadeira “irmandade” cristã.98

 

95.   Apocalijse de Pedro 74.16-21, em NHL 341. Consultar Brashler, The Coptic Apocalypse of Peter; Perkins, "Peter in Gnostic Revelations”.

96.   Apocalipse de Pedro 79.24-30, em NHL 343.

97.   Ibid., 76.27-34, em NHL 342.

98.   Ibid., 78.31-79.10, em NHL 343.

[84 - página 26]


        A profecia que será revelada a seguir encontra-se no "Livro de Ascensão de Isaias" uma apócrifo do Antigo Testamento, que remonta ao primeiro século. Consiste em detalhes acerca do martírio do profeta Isaias visões messiânicas e apocalíticas que ele teria tido e, principalmente, trata de seu arrebatamento em espírito aos céus. Sucessivos Concílios recusaram a inspiração divina desse livro por causa de seu caráter esotérico.
       O trecho do Livro Ascensão de Isaías abaixo é uma profecia que surpreende por sua exatidão. A impressão que temos é a de que o "profeta" vislumbrou o nosso tempo, especialmente a crise na qual se encontra a igreja cristã. O desprezo pelas escrituras, a disputas por cargos menisteriais, a negligência e opressão pastoral, o anseios pelas riquezas, a distorção do evangelho, o mundanismo na igreja e as divisões entre seus lideres, tudo isso revelado com assombrosa precisão.
        Confira e tire suas próprias conclusões:

  • E mais tarde, na ocasião do segundo advento, os discípulos negligenciarão a doutrina dos doze apóstolos e alterarão sua fé piedosa e querida.
  • E haverá muitas discussões sobre o seu primeiro e sobre o seu último advento.
  • E muitos, nesses dias, lutarão pelos cargos sem ter a sabedoria que os torne dignos destes.
  • E veremos anciãos iníquos, pastores rapaces oprimindo suas próprias ovelhas; os santos pastores negligenciarão seus deveres mais sagrados.
  • E muitos haverão de trocar suas nobres vestimentas de santo pelo hábito daqueles que possuem as riquezas. Haverá distinção de pessoas, e muitos procurarão os homens deste mundo.
  • Haverá calúnias e caluniadores que não se regozijarão com a aproximação do Senhor, e muitos serão privados das luzes do Espírito Santo.
  • E só haverá, nesses dias, poucos profetas que, em diferentes lugares, anunciarão as grandes verdades.
  • Por causa do espírito falso e da fornicação, do espírito de ignomínia e da avareza que inspiram aqueles que dizem: “Tornai-vos escravos do ouro e daqueles que o possuem!”
  • E sentimentos de ódio intenso surgirão entre os pastores e os anciãos.
  • E a cobiça apoderar-se-á da maioria dos corações, e cada um só falará dos objetos do seu desejo.
  • E serão negligenciados os oráculos dos santos profetas que existiram antes de mim, e serão negligenciadas as minhas profecias, e as pessoas entregar-se-ão ao turbilhão de seus corações.

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(Livro da Ascensão de Isaías, cap. 3:21-31)
Postado por Alan Capriles


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MANUSCRITOS DO MAR MORTO

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8fJiNJsqEyQ#!

Os Manuscritos do Mar Morto

 

 

Pergaminhos do Mar Morto (Essênios não são os autores)


LINKs:


Links internacionais:

http://www.airtonjo.com/links02.htm


Estudo do "Novo Testamento" nos grupos espíritas:

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/estudo-do-novo-testamento.html

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS