|
Cumpre-nos assinalar as dolorosas provas da França, depois dos seus excessos na Revolução e nas campanhas napoleônicas. Depois das revoluções de 1830 e 1848, mediante as quais se efetuam penosos resgates por parte dos indivíduos e das coletividades, surge a guerra franco-prussiana de 1870.
A grande nação latina, por causas somente conhecidas
no plano espiritual, é esmagada e vencida pela orgulhosa Alemanha
de Bismarck, que, por sua vez, embriagada e cega no triunfo, ia fazer
jus às dores amargas de 1914 -1918.
Aproximando-se o ano de 1870, que assinalaria a falência da Igreja com a declaração da infalibilidade papal, o Catolicismo experimenta provações amargas e dolorosas.
Exaustos de suas
imposições, todos os povos cultos da Europa não enxergaram
nas suas instituições senão escolas religiosas, limitando-se-lhes as
finalidades educativas e controlando-se-lhes o mecanismo de atividades.
Mas a situação de 1870 obrigara o povo francês a reclamar a
presença dos guardas do Vaticano,
triunfando as ideias de Cavour e privando-se o papa de todos os poderes
temporais, restringindo-se a sua posse material. O período das grandes transformações estava iniciado, e ela, que sempre ditara ordens aos príncipes do mundo, na sua sede de domínio, iria tornar-se instrumento de opressão nas mãos dos poderosos. Observava-se um fenômeno interessante.
A Igreja, que nunca se lembrara
de dar um título real à figura do Cristo, assim que viu desmoronarem-se
os tronos do absolutismo com as vitórias da República e
do Direito, construiu a imagem do Cristo-Rei para o cume dos seus altares. |
Páginas relacionadas:
