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A razão humana
é ainda muito frágil e não poderá dispensar a cooperação da fé
que a ilumina, para a solução dos grandes e sagrados problemas da vida.
Em virtude da separação de ambas, nas estradas da vida, é que
observamos o homem terrestre no desfiladeiro terrível da miséria e da
destruição.
Pela
insânia da razão, sem a luz divina da fé, a força faz as
suas derradeiras tentativas para assenhorear-se de todas as conquistas do
mundo.
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Falastes
demasiadamente de razão e permaneceis na guerra da destruição,
onde só perambulam miseráveis vencidos;
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revelastes
as mais elevadas demonstrações de inteligência,
mas mobilizais todo o conhecimento para o morticínio sem
piedade;
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pregastes
a paz, fabricando
os canhões homicidas;
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pretendestes
haver solucionado os problemas sociais, intensificando a construção
das cadeias e dos prostíbulos.
Esse
progresso é o da razão sem a fé,
onde os homens se perdem em luta inglória e sem-fim.
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- página 120]
Emmanuel - 1940
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