Livro Egipcio dos Mortos

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Livro dos Mortos

  • Finalidade – É uma coleção de fórmulas que facilitam a passagem para o além.
  • O que é – É uma compilação que substitui os Textos dos Sarcófagos.
  • Autor – Anônimo.
  • Época – Início da XVIII dinastia no Novo Império. O códice é do reinado de Ramsés II.
  • Título
    • – Per-em-hru (Livro da Chegada à Luz) é o nome do livro em egípcio.
    • – O nome Kitabul-maitim (O Livro dos Mortos) é árabe.
  • Composição – 190 capítulos, muitos deles acompanhados de instruções.
  • Exemplares originais – Centenas, em papiro e couro, encontrados nos sarcófagos, além dos gravados nas paredes dos túmulos.

Informações contemporâneas

  • Descoberta – Jean-François Champollion no Museu de Turim, por volta de 1830.
  • Estudos – Ricardo Lepsius. 1836.
  • Primeira versão do nome – Saída para o dia. Por Ricardo Lepsius em 1842.
  • Edições:
    • – inglês
      • – Birch, 1867.
      • – Le Page Renouf, 1897 (não terminada).
      • – W. Budge, l898.
    • – Francês
      • – P. Pierret, 1882.
      • – Gregory Kolpaktchi, 1954.
    • – Espanhol
      • – Juan Bergua, 1960.
    • - Português
      • – Título: O Livro dos Mortos do Antigo Egito.
      • – Autor: Anônimo.
      • – Tradução: Edith Carvalho Negraes. (não esclarece a partir de que edição.)
      • – Prefácio: Luiz Carlos Teixeira de Freitas.
      • – Editora: Hemus.
      • – Local: São Paulo.
      • – Ano: 1982.
      • – 356p. (190 capítulos).

http://www.ampulhetta.org/textos/livro_mortos.pdf

 

       O Livro dos Mortos como é conhecido popularmente é o nome dado a uma coletânea de textos e hinos religiosos do Antigo Egito, escritos em sua maior parte em rolos de papiros e colocados nos túmulos junto das múmias. A principal função dos textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, garantido-lhe uma passagem segura na viagem para o Além.

        “[...]Aqueles que podiam pagar uma cópia do texto adquiriam uma espécie de seguro de vida para o mundo do além. Se esses escritos fossem enterrados com o defunto, este saberia exatamente o que devia dizer quando estivesse na Sala das Duas Verdades, submetido a julgamento por Osíris e demais deuses e advogando por sua vida eterna.” (DERSIN, 2007, p. 152)

        O julgamento após a morte preocupava muito os antigo egípcios. E por isso acredita-se que principalmente os faraós tinham uma responsabilidade muito grande em vida de não cometer injustiças com o povo. Os textos eram atribuídos ao deus da escrita Thoth. Nas eras mais remotas do antigo Egito, apenas os nobres tinham acesso aos textos sagrados, mas com o passar do tempos a população começou a ter acesso. Todos esses textos eram intitulados pelos egípcios de “Capítulos do Sair à Luz(dia) ou Fórmulas para Voltar à Luz (dia)

        O livro dos mortos é datado da época do Império novo, eles não foram os primeiros textos com esse objetivo. Existiram ainda...

  • os textos das pirâmides
  • e os textos dos sarcófagos, respectivamente antigo Império e médio Império.

        Alguns textos eram escritos nas paredes e se assemelhavam com a maneira utilizada no antigo Império.
        “Os membros da realeza dessa época tinham textos funerários especiais que adornavam as paredes e os tetos de seus túmulos no Vale dos Reis. Um deles, chamado AmDuat, era um guia ilustrado para atravessar os perigos do mundo subterrâneo. Incluía uma detalhada descrição das doze horas que o deus do Sol Rá passava todas as noites debaixo da terra, quando se punha a Oeste.” (DERSIN, 2007, p. 152)

http://antigoegito.org/?p=1390

        O Livro dos Mortos, como ficou entre nós conhecido o conjunto de textos mortuários, mais de 200 fórmulas mágicas e hinos datados do Império Novo (1550 a.C.) até o período de dominação greco-romana (332 a.C.-395 d.c),. Encontrados sobretudo em Tebas, são geralmente conhecidos, em conjunto, como "a Recensão Tebana do Livro dos Mortos". Copiada pelos escribas desde 1600 a.C. até 900 a.C., aproximadamente; prestava-se de fato como receita a ser seguida pelas almas que adentravam no desconhecido. Antes, porém, destinava-se a instruir os "vivos", que, uma vez iniciados em seus segredos, poderiam melhor preparar suas almas para o derradeiro julgamento. Por isso, o título verdadeiro desse livro é outro; uma melhor tradução de seu nome seria "Saída para a Luz", isto é, para o dia, para o renascimento. Seus papiros eram comumente colocados junto ao corpo mumificado, sob a cabeça do cadáver, conforme o costume funerário egípcio. Outras vezes, passagens de seu texto sagrado eram transcritas nas câmaras mortuárias, principalmente sob a forma de recitações mágicas a serem proferidas pela alma em seus percalços no além.

http://www.geocities.ws/lumini_enigmas/LUMINI_ENIGMAS_E_MISTERIOS_ARQUIVOS/Crencas_Funerarias.html

 

 

        Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso e, como estavam grafadas sobre um material de baixo custo, permitiam que qualquer pessoa tivesse acesso a uma terra bem-aventurada, o que antes só estava ao alcance do rei e da nobreza. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru), o que por si só já indica o espírito que presidia a reunião dos escritos, ainda que desordenados. Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".

http://www.tolledo.net/artigoV2/114/O_Livro_dos_Mortos_do_Antigo_Egito.html

         O documento mais antigo que se tem conhecimento, comprovando esses fatos, sob o ponto de vista individual, é a famosa Confissão Negativa. Tratava-se de um papiro encontrado com as múmias do Novo Império Egípcio. Tal documento fazia parte do Livro dos Mortos, que data de três milênios e meio. São trechos extraídos do Capítulo 126 do citado livro e passaram a fazer parte do testamento do morto, a saber:

        “Homenagem a ti, grande Deus, Senhor da Verdade e da Justiça! / Não fiz mal algum.../ Não matei os animais sagrados/ Não prejudiquei as lavouras.../ Não sujei a água/ Não usurpei a terra/ Não fiz um senhor maltratar o escravo.../ Não repeli a água em seu tempo/ Não cortei um dique.../ Sou puro, sou puro, sou puro!”

http://osliriosnaonascemdalei.blogspot.com.br/2009/06/o-livro-dos-mortos-e-o-meio-ambiente-no.html

 

Ressurreição e vida futura, a grande idéia central da imortalidade, o viver no além túmulo, a natureza divina e o julgamento moral dos mortos, tudo isso está na coleção de textos religiosos que é o Livro dos Mortos, cujo verdadeiro nome é "Saída para a Luz do Dia"

 

http://culturasamonte.blogspot.com.br/2011/04/dia-mundial-do-livro-e-do-direito-do.html

O alado Ba, espírito que simbolizava a sobrevivência física dos mortos, podia, segundo se julgava, sair de um túmulo.

Por intermédio de Ba, um morto podia voltar aos locais de sua predileção no mundo.

 

        Todos os "Livro dos Mortos" são escritos em hieróglifos cursivos até a XXI dinastia (c. 1070 a.C.) quando passam também a serem escritos em hierático; na Baixa Época (c. 600 a.C.) empregam indiscriminadamente tanto o hierático quanto o demótico até o Período Romano (c. II século a. C.) quando deixa de ser o principal texto funerário, substituído pelo “Livro das Respirações” ou “Livro para Percorrer a Eternidade”.
        As pesquisas sobre "Livro dos Mortos" começaram com Jean François Champollion em 1827 a partir de alguns exemplares reproduzidos na Description de l’Égypte[11], principalmente o papiro Cadet, segundo Champollion o título deste manuscrito era “Livro das Manifestações a Luz”[12].
        Para os egípcios antigos o “Livro dos Mortos” é de origem divina e foi escrito pelo próprio deus Thot que fala pela boca do morto.
        Embora a denominação "Livro dos Mortos" ainda seja a mais usada, ela nada tem a ver com o título original em egípcio prt-m-hrwLivro para Sair ao Dia”.

        Essa busca pelo “sair ao dia” já está presente nos “Textos dos Caixões” assim como a capacidade de entrar e sair do Mundo dos Mortos segundo a vontade do morto[30].
        Esses rolos de papiro possuem uma altura entre 30 a 40cm e o comprimento que varia de versões resumidas com 1 a 2m até as versões completas com 15 a 37m[32].
        O “Livro dos Mortos” tem como função dar ao morto os meios de obter três condições básicas para a sua sobrevivência no Mundo dos Mortos: as preces dedicadas às grandes divindades, a regeneração e as transformações e o domínio das forças divinas por meio do conhecimento de seus nomes secretos.

  • Os capítulos 1 ao 16 temos a chegada do cortejo fúnebre à necrópole, a passagem pelas Portas guardadas por “demônios” e os hinos a Osíris e ao sol poente.
  • Os capítulos 17 a 63 a regeneração solar do Morto.
  • Os capítulos 64 a 129 a transfiguração e a regeneração do morto além do ponto focal do "Livro dos Mortos" o julgamento da alma onde o morto ao negar as suas faltas é justificado diante do tribunal divino, tornando-se capaz de sair à Luz do dia.
  • Os capítulos 130 a 161 onde como conseqüência de ser um justificado ele pode desfrutar da glorificação e viajar na Barca Solar pelo Mundo Inferior, será cultuado nos dias dos Festivais. Temos também uma descrição geográfica do Mundo dos Mortos e como confeccionar os principais amuletos funerários.

        Em seguida temos os capítulos suplementares, presentes principalmente na Recensão Saíta.

  • Os capítulos 162 a 192 são fórmulas de proteção mágica e homenagens à Osíris e Rê no Mundo Inferior.
  • Os capítulos 163 a 167 são as “Amonianas” onde o deus-sol Rê aparece com o nome de Ámun.

        O “Livro dos Mortos” marca um momento decisivo na história não somente da literatura funerária egípcia, mas do próprio ser humano diante de questões universais como a existência de uma alma imortal, as conseqüências das ações terrenas em uma vida póstuma onde os justos serão glorificados e desfrutaram da vida eterna.


http://aumagic.blogspot.com.br/2012/03/o-livro-dos-mortos-do-egito-antigo.html

http://estudos-egiptologia.blogspot.com.br/2011/02/o-livro-dos-mortos-do-egito-antigo.html

http://turma7cesas.blogspot.com.br/2009/11/egipto-o-julgamento-dos-mortos-ou-o.html

 

CAPÍTULO IX

 

http://books.google.com.br/books?id=RKubMH8O0RoC&pg=PA499&lpg=PA499&dq=%E2%80%9CLivro+das+Respira%C3%A7%C3%B5es%E2%80%9D&source=bl&ots=nKkorGfbQv&sig=Aa8sxxLYZ7KE37ZRULL4audSKjM&hl=pt-BR&sa=X&ei=pakpUI3_EqPt0gGA74DICw&ved=0CFEQ6AEwBg#v=onepage&q=%E2%80%9CLivro%20das%20Respira%C3%A7%C3%B5es%E2%80%9D&f=false

 

Depois de haver passado um tempo no além, no Amenti, e se haver purificado da vida passada, o defunto é chamado a contribuir com novas existências para a múmia, o germe causal de sua próxima encarnação. “Oh Deuses de Heliópolis (…), concedei-me que minha alma venha a mim onde quer que esteja. (…) Minha alma e minha inteligência me foram arrancadas. Fazei que minha alma veja meu corpo, se a encontrardes… Que se uma à sua múmia (que reencarne)” (Livro dos Mortos cap. LXXXIX).

http://www.revistaesfinge.com.br/?p=617

O Livro dos Mortos data da época do Império Novo, período da história do Antigo Egipto que se inicia por volta de 1580 a.C. e termina em 1160 a.C.. No entanto, a obra recolhe textos mais antigos - do Livro das Pirâmides (Império Antigo) e do Livro dos Sarcófagos (Império Médio).


http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_dos_Mortos


Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS