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Há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques, de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, estado este sempre um tanto penoso.
São, entre os outros
mundos, posições intermédias, graduadas de acordo com a natureza dos
Espíritos que a elas podem ter acesso e onde
eles gozam de maior ou menor bem-estar.
Figurai-os
como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem que se lhes refaçam as forças, a fim de seguirem seu destino.
Enquanto
permanecem nos mundos transitórios, os Espíritos
progridem.
Os que vão a tais mundos levam o
objetivo de se instruírem e de poderem mais
facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores e chegar à perfeição que os eleitos atingem.
Pela sua natureza especial, os mundos transitórios não se conservam perpetuamente destinados aos Espíritos errantes, a condição deles é meramente temporária. A superfície neles é transitoriamente estéril. Os que os habitam de nada precisam. Portanto, esses mundos não são, ao mesmo tempo, habitados por seres corpóreos.
Nesses mundos a Natureza reflete as belezas da
imensidade, que não são menos admiráveis do que aquilo
a que damos o nome de belezas naturais. |
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