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DECISÃO
e VONTADE
Incerteza
parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no
caminho de cada um.
As
criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio
das forças negativas sem perceber.
Dizem-se
confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.
Freqüentemente
rogam em prece:
E
quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de
serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam,
exclamam em desconsolo:
Sabem
que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam
renovar-se sem servir.
Dispõem
de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando
a alguém nas construções do Espírito.
Possuem
dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto,
costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
Ouvem
preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros lies,
prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem
à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos
primeiros passos de qualquer jornada.
Louvam
na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro
de casa, disputam campeonatos de irritação.
O
dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os
recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas
preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela
para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
Trabalho,
ação, aprendizado, melhoria!...
Não
te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los,
à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.
Realização
pede apoio da fé.
Mãos
à obra.
Tudo
o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente
no esforço da vontade unida à decisão.
Xavier, Francisco Cândido. Da
obra: Rumo Certo.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
5ª edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.
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