Boa Nova e Educação
Página acima: Jesus
 

        Quando o Mestre confiou ao mundo a divina mensagem da Boa Nova, a Terra, sem dúvida, não se achava desprovida de sólida cultura.

  • Na Grécia, as artes haviam atingido luminosa culminância e, em Roma, bibliotecas preciosas circulavam por toda parte, divulgando a política e a ciência, a filosofia e a religião.

  • Os escritores possuíam corpos de copistas especializados e professores e méritos conservavam tradições e ensinamentos, preservando o tesouro da inteligência.

  • Prosperava a instrução, em todos os lugares, mas a educação demorava-se em lamentável pobreza.

    • O cativeiro consagrado por lei era flagelo comum.

    • A mulher, aviltada em quase todas as regiões, recebia tratamento inferior ao que se dispensava aos cavalos.

    • Homens de consciência enobrecida, por infelicidade financeira ou por questiúnculas de raça, eram assinalados a ferro candente e submetidos à penosa servidão, anotados como animais.

    • Os pais podiam vender os filhos.

    • Era razoável cegar os vencidos e aproveitá-los em serviços domésticos.

    • As crianças fracas eram, quase sempre, punidas com a morte.

    • Enfermos eram sentenciados ao abandono.

    • As mulheres infelizes podiam ser apedrejadas com o beneplácito da justiça.

    • Os mutilados deviam perecer nos campos de luta, categorizados à conta de carne inútil.

    • Qualquer tirano desfrutava o direito de reduzir os governados à extrema penúria, sem ser incomodado por ninguém.

    • Feras devoravam homens vivos nos espetáculos e divertimentos públicos, com aplauso geral.

    • Rara a festividade do povo que transcorria sem vasta efusão de sangue humano, como impositivo natural dos costumes.

        Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento.

        Condenado ao supremo sacrifício, sem reclamar, e rogando o perdão celeste para aqueles que o vergastavam e feriam, instila no ânimo dos seguidores novas disposições espirituais.

        Iluminados pela Divina Influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes.

  • Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados.

  • Instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular.

  • Pouco a pouco, altera-se a paisagem social, no curso dos séculos.

  • Dilacerados e atormentados, entregues ao supremo sacrifício nas demonstrações sanguinolentas dos tribunais e das praças públicas, ou trancafiados nas prisões, os aprendizes do Evangelho ensinam...

  • Há grupos de servidores, que se devotam ao trabalho remunerado para a libertação de numerosos cativos.

  • Senhores da fortuna e da terra, tocados nas fibras mais íntimas, devolvem escravos ao mundo livre.

  • Doentes encontram remédio, mendigos acham teto, desesperados se reconfortam, órfãos são recebidos no lar.

  • Nova mentalidade surge na Terra.

  • O coração educado aparece, por abençoada luz, nas sombras da vida.

  • A gentileza e a afabilidade passam a reger o campo das boas maneiras e, sob a inspiração do Mestre Crucificado, homens de pátrias e raças diferentes aprenderam a encontrar-se com alegria, exclamando, felizes: — “meu irmão”.

[10 - página 91] - Emmanuel

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