Examinando a maioridade espiritual das criaturas humanas, enviou-lhes o Cristo, antes de sua vinda ao mundo, numerosa corte de Espíritos sábios e benevolentes, aptos a consolidar, de modo definitivo, essa maturação do pensamento terrestre.

As cidades populosas do globo enchem-se, então, de homens cultos e generosos, de filósofos e de artistas, que renovam, para melhor, todas as tendências da Humanidade.

Grandes mestres do cérebro e do coração formam escolas numerosas na Grécia, que assumia a direção intelectual do orbe inteiro.

A maioria desses pensadores, que eram os enviados do Cristo às coletividades terrestres, trazem, do círculo retraído e isolado dos templos, os ensinamentos dos grandes iniciados para as praças públicas, pregando a verdade às multidões.

Assim como a organização do homem físico exigira as mais amplas experiências da natureza, antes de se fixarem os seus caracteres biológicos definitivos, a lição de Jesus, que representa o roteiro seguro para a edificação do homem espiritual, deveria ser precedida pelas experiências mais vastas no campo social.

É por essa razão que observamos, nos cinco séculos anteriores à vinda do Cordeiro, uma aglomeração de inúmeras escolas políticas, religiosas e filosóficas dos mais diversos matizes, em todos os ambientes do mundo.

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1938

AS GUERRAS E A MAIORIDADE TERRESTRE

Em breve, porém, a família romana, cheia das tradições de generosa beleza, foi dilacerada pelos gênios militares e pelos espíritos guerreiros.

O progresso incessante da cidade formava a tendência geral ao expansionismo em todos os domínios.

Entretanto, os pródromos do Direito Romano e a organização da família assinalavam o período da maioridade terrestre.

O homem com semelhantes conquistas, estava a desferir o voo para as mais altas esferas espirituais.

As legiões magnânimas do Cristo aprestam-se para as últimas preparações de seus gloriosos caminhos na face do mundo.

O Evangelho deveria chegar como a mensagem eterna do amor, da luz e da verdade para todos os seres.

Todavia, a liberdade pessoal e coletiva é respeitada pelo plano invisível e Roma não se mostra digna das numerosas dádivas recebidas.

Em vez de estender os seus laços pela educação e pela concórdia, deixa prender-se por uma legião de espíritos agressivos e ambiciosos, alargando a sua influência pelo mundo com as balistas e catapultas dos seus guerreiros.

Depois das conquistas da Península, empreende a conquista do mundo, com as guerras púnicas, terminando por submeter todo o Oriente, onde também se encontrava a Grécia esgotada e vencida.

Os enviados do Cristo harmonizam esses terríveis movimentos no instituto das provações necessárias aos indivíduos e aos seus agrupamentos; todavia, a realidade é que Roma assumia, igualmente, as mais pesadas responsabilidades e os mais penosos débitos, diante da Justiça Divina. Suas águias vitoriosas cruzam, então, todos os mares; o Mediterrâneo é propriedade sua e o Império Romano é o Império do homem, ouvindo-se a voz diretora de um só homem para quase todas as regiões povoadas da Terra.

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