Casamento de Sobrinho com Tia: (1ª núpcias em 1830, pag.157 [44])

Jose Pinheiro de Souza Werneck

Angela Eufrásia Goulart

Tenente Coronel

(09/04/1807 filho póstomo  -  ?

Centro de Documentação Histórica da Universidade Severino Sombra –Vassouras – RJ

Inventário de Ângela Eufrázia Goulart – Paty do Alferes, 1839

Ela faleceu em 29/11/1838

 

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/JoaoPinheirodeSouza.htm

Registro de Terra:


http://genealogiasulcapixaba.blogspot.com/2018/11/lista-de-eleitores-no-sul-do-espirito.html

Eleitores de Cachoeiro do Itapemirm, incluindo Muqui-ES - 1862
(Em 1862 estava com 51 anos de idade, casado, fazendeiro e renda de 20.000)


http://genealogiasulcapixaba.blogspot.com/2018/11/lista-de-eleitores-no-sul-do-espirito.html



Filhos:

  1. Bn 14) (Sérgio, 12 anos em 1839– aparece adiante no inventário como Sérgio Jose Pinheiro) Sergio Pinheiro de Sousa, n. 26-XII-1830; c.c. Dª Claudiana.
    Sergio, e
    m 29-05-1852 requereu dispensa, do impedimento de consanguinidade em 3º grau, para se casar com sua prima Claudiana Angélica Pinheiro (2-4-1) filha do Major Manoel Pinheiro de Souza e Maria Candida de Jesus.

    Arquivo da Cúria Metropolitana do RJ

    Habilitação matrimonial de Sérgio Pinheiro de Souza e Claudianna Angélica Pinheiro – 29/05/1852 –

    Impedimento de consanguinidade em 3° grau

    - Que Joaquim Pinheiro de Souza e Jose Pinheiro de Souza são irmãos legítimos, que deste nasceu Jose Pinheiro de Souza Verneck, pai do orador; e daquele nasceu Manoel Pinheiro de Souza, pai da oradora - http://www.projetocompartilhar.org/Familia/JoaoPinheirodeSouza.htm
    Pais de:

    1. Tn 26) Dª Ana Pinheiro, c.c. seu primo Agenor Pinheiro de Sousa Werneck, c.s. ( Ver Tn22) .
    2. Tn 27) Dª Maria do Carmo Pinheiro, casada. Pais de:
      1. Qn 66 a 72) Nicanor, Anterior, Marieta, Arnor, Oramia, Rita.
    3. Tn 28) Dª Ângela Pinheiro, casada. Pais de:
      1. Qn 73 a 75) álvaro, Antônio e Ajax.
    4. Tn 29) Manoel Pinheiro.
    5. Tn 30) Antônio Pinheiro.
    6. Tn 31) Dª Olimpia Pinheiro, c.c. Antônio Braga Lacerda. Pais de:
      1. Qn 76) Virgilio, dentista.
      2. Qn 77 e 78) Arnaldo e Olimpio.
    7. Tn 32 a 35) Dª Idalina, Esmeraldina e Maria Pinheiro.

  2. Bn 15) (Maurícia, 11 anos em 1839 – aparece adiante no inventário como Maurícia Eufrázia Goulart) Dª Mauricia Eufrasia, c.c. Jose Pinheiro de Sousa.
    Mauricia, e
    m 14-05-1856 requereu dispensa do impedimento de consanguinidade em 3º grau, para se casar com seu primo Jose Pinheiro de Souza Jr, filho de Jose Pinheiro de Souza, 2-3-1 acima

    Arquivo da Cúria Metropolitana do RJ

    Habilitação matrimonial de Jose Pinheiro de Souza Jr e Maurícia Eufrázia Goulart – 14/05/1856 –

    Impedimento de consanguinidade em 3° grau colateral igual

    - Que o orador Jose Pinheiro de Souza Jr é filho leg. de Jose Pinheiro de Souza, e que este é primo irmão do cap. Jose Pinheiro de Souza Werneck, pai da oradora Maurícia Eufrázia Goulart

    Mauricia faleceu em 14-12-1864 e foi inventariada em 1865. Compareceram três filhos:

    Museu da Justiça – RJ - Valença, 1865

    Inventário de Maurícia Euphrázia Goulart Pinheiro

    Ela fal. em 14/12/1864, http://www.projetocompartilhar.org/Familia/JoaoPinheirodeSouza.htm,
    deixando os filhos:

    1. Tn 36) Dª Leontina Pinheiro, 7 anos em 1839, c.c. João Corrêa. Pais de:
      1. Qn 79) Dª Maria Corrêa. c.c. Aragão.
      2. Qn 80) Dª Clotilde Corrêa.
    2. Tn 37) Tersina (?), 5 anos em 1839, casada.
      Mãe de:
      1. Qn 81) Dª Estela.

    3. João, 6 meses em 1839 -

  3. Bn 16) Flávio, faleceu s.s. (Flávio, 10 anos em 1839 – aparece adiante no inventário como Flávio Pinheiro de Souza Werneck)

  4. Bn 17) Esmeraldina, faleceu s.s. (Esmeraldina, 9 anos em 1839– aparece adiante no inventário como Esmeraldina Eufrázia Goulart)

  5. Bn 18)(Minelvina, 7 anos em 1839 – aparece adiante no inventário como Minelvina Eufrázia Goulart) Dª Minervina Eufrasia, n. 11-VII-1835, c.c. Antônio Gomes de Macedo.
    Pais de:
    1. T n 38) Dª Ângela de Macedo, c.c. Jacinto de Morais. Pais de:
      1. Q n 82) Ataulpa, c.c. sua prima-irmã (Qn86), Dª Julieta de Assis. Pais de:
        1. Pn 44 e 45) Jacinto e Jair.            
        2. Pn 46) Dª Armilia, casada.
        3. Pn 47 a 49) Dª Arminda, Armindo e Maria do Carmo.
      2. Q n 83) Isaura, faleceu s.s.
      3. Qn 84) Dª Antonieta de Morais, c.c. seu primo( Tn43) Deoclecio de Almeida Ramos, pais de:
        1. Pn 99) Dª Rosa, c.c. Hilário Medeiros. Pais de:
          1. Hn 83 a 85) Iran, Ivan e Ivone
        2. Pn 100) Dª Evangelina, c.c. João Moulin. Pais de:
          1. Hn 86 a 90) Rogério, Kleber, Celia, Lelio e Ângela Moulin.
        3. Pn 101) Dª Minervina, c.c. Godofredo Louzada. Pais de:
          1. Hn 91 a 93) Sebastião, Haroldo e Carlos.
        4. Pn 102) Dª Lucilia, c.c. Alvaro M. R., s.s.
        5. Pn 103) Leonel, c.c. Dª Lisete Cardozo. Pais de:
          1. Hn 94) Eliel Zeri.
        6. Pn 104 a 108) Jacinto, Cacilda, Deoclecio, Raul e Mileto, sol­teiros. .
      4. Qn 85) Reinaldo, c.c. Dª Francisca da Silva. Pais de:
        1. Pn 50 a 53) Araci, Iracema, Ângela e Jaci.

    2. T n 39) Dª Arminda de Macedo, c.c. Francisco de Assis. Pais de:
      1. Qn 86) Dª Julieta de Assis, c.c. seu primo-irmão Ataulpa, c.s. (Ver (Qn82).
      2. Qn 87 e 88) Júlio, faleceu s.s.; Cesar, solteiro.

    3. T n 40) Algemiro Gomes de Macedo, c.c. sua prima (Tn42), Dª Cisilina de Almeida Ramos. Pais de:
      1. Qn 89) Valter de Macedo, c.c. sua prima (Tn53), Dª Ambrosina Dutra. Pais de:
        1. Pn 54) Valter, faleceu s.s.
        2. Pn 55 a 60) Lúcia, Ligia, Mauricio, Joel, Marina e Consuelo.
      2. Qn 90) Dª Y olanda de Macedo, c.c. Antônio Pereira Bretas. Pais de:
        1. P n 61 a 65) Gilka, Vanda, Zeli, Edson e Aide.
          S. Jão do Muquy-ES - 1914:

          Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro - 1891 a 1940 - PR_SOR_00165_313394
          http://memoria.bn.br/docreader/hotpage/hotpageBN.aspx?bib=313394&pagfis=64645&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader#

      3. Qn 91) Dª Teresa de Macedo, c.c. Vitor Beraldo.
      4. Qn 92) Dª Argelina de Macedo, 1ª vez, c.c. Zacarias Cheibuh. Pais de:
        1. Pn 66 a 68) Zacarias, Zaide e Zairo.
      5. Qn 92) 2ª vez, c.c. Delfo Giotti. Pais de:
        1. Pn 69) Teresinha.
      6. Qn 93) Olavo de Macedo, c.c. Dª Maria da Penha Cruz Queiroz. Pais de:
        1. Pn 70 a 74) Antônio, Maria Luiza, João, Anselmina e Maria Jose.
      7. Q n 94) Dª Maria de Macedo, c.c. Olavo de Andrade. Pais de:
        1. Pn 75 a 80) Jose, Marilia, Cisilina, Fernando, Maria Jose e Iêda.
      8. Qn 95) Dª Ana de Macedo e Algemiro de Macedo, solteiros.

  6. Bn 19) Tertuliano, faleceu s.s. (Tertuliano, 6 anos em 1839)

  7. Bn 20) (Rozalina, 5 anos em 1839 – aparece adiante no inventário como Rozalina Eufrázia Goulart. ) Rosalina Pinheiro, n. 14-XI-1838, c.c. seu primo Inácio de Sousa Pinheiro, (Ver Bn 9).

Ver: ANUáRIO GENEALóGICO BRASILEIRO 5ª PARTE: FAMíLIAS BRASILEIRAS - WERNECK

 

Casamento: (2ª núpcias - em 1842)

Jose Pinheiro de Souza Werneck

Thereza Peregrina de Souza Werneck

Tenente Coronel

(09/04/1807 filho póstomo  -  ?

 

 






ou Tereza de Jesus Maria ou Tereza Peregrina de Jesus Werneck

6ª filha

Teresa de Jesus Maria batizada em 24-06-1826 em Valença
Valença, RJ em 24/06/1829 bat a Thereza, n. a 14/10/1825, f.l. do cap. João Pinheiro de Souza e de D. Isabel Maria da Visitação, neto paterno do tenente Jose Pinheiro de Souza e materno de Ignácio de Souza Verneck. PP Alferes João Alves e sua mulher.
http://www.projetocompartilhar.org/Familia/JoaoPinheirodeSouza.htm





Filhos:

  1. Bn 21) Virgilio Pinheiro, n. 1843, faleceu s.s., na fazenda S. João (Estado do Rio).

  2. Bn 22) Dª Guilhermina Pinheiro, n. 23-II-1846, c.c. Antônio de Almeida Ramos. Pais de:

    1.   Tn 41) Dª Alzira de Almeida Ramos, c.c. Macario Ramos Judice. Pais de:
      1.   Qn 96) Macario Judice, c.c. Dª Gilca de Abreu. Pais de:
        1. Pn 81) Fernando, solteiro.
      2. Qn 97) Esperança, faleceu s.s.
      3. Qn 98) Felipe Judice, c.c. Dª Herminia Leal. Pais de:
        1. Pn 82) Aulo Virginius.

    2. Tn 42) Dª Cisilina de Almeida Ramos, c.c. seu primo (Tn40), Algemiro Gomes de Macedo, pais de:
      1. Qn 89) Valter de Macedo, c.c. sua prima (Tn53), Dª Ambrosina Dutra. Pais de:
        1. Pn 54) Valter, faleceu s.s.
        2. Pn 55 a 60) Lúcia, Ligia, Mauricio, Joel, Marina e Consuelo.
      2. Qn 90) Dª Iolanda de Macedo, c.c. Antônio Pereira Bretas. Pais de:
        1. P n 61 a 65) Gilka, Vanda, Zeli, Edson e Aide.
      3. Qn 91) Dª Teresa de Macedo, c.c. Vitor Beraldo.
      4. Qn 92) Dª Argelina de Macedo, 1ª vez, c.c. Zacarias Cheibuh. Pais de:
        1. Pn 66 a 68) Zacarias, Zaide e Zairo.
      5. Qn 92) 2ª vez, c.c. Delfo Giotti. Pais de:
        1. Pn 69) Teresinha.
      6. Qn 93) Olavo de Macedo, c.c. Dª Maria da Penha Cruz Queiroz. Pais de:
        1. Pn 70 a 74) Antônio, Maria Luiza, João, Anselmina e Maria Jose.
      7. Q n 94) Dª Maria de Macedo, c.c. Olavo de Andrade. Pais de:
        1. Pn 75 a 80) Jose, Marilia, Cisilina, Fernando, Maria Jose e Iêda.
      8. Qn 95) Dª Ana de Macedo e Algemiro de Macedo, solteiros.

    3. Tn 43) Deoclécio de Almeida Ramos, c.c. sua prima (Qn84), Dª Antonieta de Morais. Pais de:
      1. Qn 99) Dª Rosa, c.c. Hilário Medeiros. Pais de:
        1. Pn 83 a 85) Iran, Ivan e Ivone
      2. Qn 100) Dª Evangelina, c.c. João Moulin. Pais de:
        1. Pn 86 a 90) Rogério, Kleber, Celia, Lelio e Ângela Moulin.
      3. Qn 101) Dª Minervina, c.c. Godofredo Louzada. Pais de:
        1. Pn 91 a 93) Sebastião, Haroldo e Carlos.
      4. Qn 102) Dª Lucilia, c.c. Alvaro M. R., s.s.
      5. Qn 103) Leonel, c.c. Dª Lisete Cardozo. Pais de:
        1. Pn 94) Eliel Zeri.
      6. Qn 104 a 108) Jacinto, Cacilda, Deoclecio, Raul e Mileto, solteiros.

    4. Tn 44) Mileto de Almeida Ramos, c.c. Dª Orminda Lima. Pais de:
      1. Qn 109) Dª Maria Ramos, c.c. Salomão Cheibuh. Pais de:
        1. Pn 95) Salvador, faleceu s.s.
      2. Qn 110) Dª Celia Ramos, c.c. Saul Baião. Pais de:
        1. Pn 96 a 99) Guilherme, Mauricio, Rute e Carlos, solteiros.
      3. Qn 111) Dª Laura Ramos, c.c. Dr. Cesar Castanhêde. Pais’ de:
        1. Pn 1OO) Luiz Cesar Castanhêde.
      4. Qn 112) Dª Lúcia Ramos, c.c. Astrogildo Magalhães. Pais de:
        1. Pn 101) Fábio Magalhães.

    5. Tn 45) Bráulio de Almeida Ramos, c.c. sua prima (Qn61), Dª Dolores de Sousa Pinheiro. Pais de:
      1. Qn113 a 119) Jarbas, Cláudio, Maria, Clotilde, Antônio, Hanot e Bráulio.

    6. Tn46) Heraclito de Almeida Ramos, faleceu s.s.

    7. Tn47) João Ramos, c.c. da Jacira, s. s.

    8. Tn48) Dª Alice de Almeida Ramos, casada. Pais de:
      1. Qn120 e 121) Valtevir e Mana da Penha.

    9. Tn49) Adroaldo de Almeida Ramos, c.c. Dª Alzira. Pais de:
      1. Qn122 a 125) Maria de Lurdes, Maria Lúcia,  Maria Inês e Adroaldo.

  3. Bn 23) Viriato Pinheiro, n. 15-X-1848, c.c. Dª Himirena Teixeira, s.s.

  4. Bn 24) Luiz Pinheiro Werneck.

  5. Bn 25) Dª Maria Pinheiro Werneck.

  6. B n 26) Octávio Jose Pinheiro Werneck, n. 12-IV-1853, c.c. Dª Luiza de Sousa,

    CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - Fotos de 9 dos 10 fundadores do GREMIO BIBLIOTECÁRIO CACHOEIRENSE (10 junho 1883). As fotografias são do fotógrafo Joaquim Ayres, também retratado:
    De cima para baixo e da esquerda para a direita:
    - João de Loyola e Silva, Emilio Nunes Leão e Octávio Pinheiro de Souza Werneck;
    - Deolindo Jose Vieira Maciel (Dr. Deolindo), Carlos Carmo Oliveira e Francisco Aurélio Corte Imperial;
    - Joaquim Ayres (autofotografado), Diogo Pires de Amorim e Eugênio Pires de Amorim.
    (As molduras e os vidros que protegem as fotos são originais, de junho de 1883, ocasião da fundação da primeira biblioteca de Cachoeiro de Itapemirim, o GREMIO BIBLIOTECÁRIO CACHOEIRENSE, fundadores que foram, em maioria, também fundadores da LOJA MAÇÔNICA FRATERNIDADE E LUZ, de Cachoeiro, em setembro de 1898).
    (Os retratados estão nominados no verso de cada foto, além de estarem inscritas a data (1883) e a condição de Sócio-Instalador do Grêmio. https://www.facebook.com/groups/fotografovix/?fref=ts

    pais de:
    1. Tn 50) Dª Cassilda, c.c. Dr. Júlio Leite, médico, s.s.
    2. Tn 51) Jose Pinheiro de Sousa Werneck, c.c. Dª Maria da Penha Lopes Pereira. Pais de:
      1. Qn126) Dª Maria de Lurdes Werneck, solteira.
      2. Qn127) Dª Maria Luiza, c.c. Jonas Lustosa. Pais de:
        1. Pn102 e 103) Cesar Vinicius e Darclai Solange.
      3. Qn128) Dª Maria Isabel.
      4. Qn129) Dª Maria da Conceição, c.c. René Schuster. Pais de:
        1. Pn104) Dª Teresa Cecilia.
      5. Q n130) Dª Maria Cassilda.
      6. Qn131) Dª Iná Maria.
      7. Qn132) Geraldo de Deus Werneck.
      8. Qn133) Jose Renato.
      9. Qn134) Jose Maria.
      10.  Qn135) Tercisio Maria.
    3. Tn 52)Dª Iná Werneck, solteira.

  7. Bn 27)Dª Julieta Werneck, n. 5-XI-1861, casou em 05/4/1895 com Fernando Hermogênio Dutra.
    Julieta, batizada em Cachoeiro de Itapemirim-ES em 06/04/1862

    Cachoeiro de Itapemirim-ES – Matriz de S. Pedro

    Bat. aos 06/04/1862, nesta matriz de S. Pedro do Cachoeiro, a Julieta, n. nesta freg. em 06/11/1861, filha leg. do tenente coronel Jose Pinheiro de Sousa Werneck e de D. Theresa de Jesus Maria, neta paterna do tenente  Jose Pinheiro de Sousa e d. Maria do Carmo Werneck, e neta materna do capitão João Pinheiro de Sousa e d. Maria Isabel da Visitação
    http://www.projetocompartilhar.org/Familia/JoaoPinheirodeSouza.htm



    Pais de:
    1. Tn 53)Dª Ambrosina Dutra, c.c. seu primo (Qn89), Valter de Macedo, c.s.
    2. Tn 54)Dª Clotilde Dutra, c.c. Quintino Silva. Pais de:
      1. Qn136 a 138) Joé, Nelson e Celso.
    3. Tn 55 e 56) Viriato e Maria Amélia, solteiros.

  8. Bn 28) Euclides, n. 17-V-1868, c.c. Dª Amelia Teixeira. Pais de:
    1. Tn 57)Dª Maria do Carmo Werneck, c.c. Albano Teixeira. Pais de:
      1. Qn139 a 141) Euclides Melodia, Silvino e Luci Teixeira.

Ver: ANUáRIO GENEALóGICO BRASILEIRO 5ª PARTE: FAMíLIAS BRASILEIRAS - WERNECK

 


Ver: Imagem correspondente à genealogia Werneck, tronco 02
(Informações obtidas através do Anuário Genealógico Brasileiro)

Tenente Coronel Jose Pinheiro de Souza Wernek

Registros históricos

Veio para Muqui-ES por volta de 1850, da velha Província fluminense, de solo já esgotado, depois que o café já empreendera o seu "rush" veio Jose Pinheiro de Souza Werneck, da heráldica Valença, quando adquiriu a um caboco de nome João Corumbá os seus direitos na "aberta" feita na região de Sumidouro, adquirindo depois todas as terras situadas na bacia. Foi a Vitória e ali, pagando a cisa, na quantia de R$ 2.800$000(dois contos e oitocentos mil réis), se imitiu nos direitos de propriedade da Bacia do Sumidouro, precisamente em 1850. Jose Pinheiro de Souza Werneck foi o primeiro marco humano do início do desbravamento do solo de Muqui-ES. Descendente dos Barões de Ipiabas. Ele abriu sua fazenda no sopé da serra dos Pirineus, onde o vale do Sumidouro se alarga em grande anfiteatro e alí, às margens do riacho e defrontando o imenso muro granítico que lhe barrava avista, ergueu a sede de sua fazenda. Em homenagem à sua mulher, deu à mesma o nome de Santa Tereza do Sumidouro, a propriedade que ali formou e que, no seu tempo, foi o centro da vida social e rural do município de Muqui-ES. Até hoje (1989), ainda existe a imagem de Santa Tereza, obra de entalhe em cedro, padroeira da fazenda, com o seu manto pintado a ouro". [3] e [4] Era oficial da ordem da rosa. Chegou em Itapemirim em 1854, mas transferiu-se em definitivo com a sua familia para o Espirito Santo (Muqui) somente em Junho de 1859. [44 página 157]

1864. – Instala-se em 23 de Maio deste ano a 1a sessão da 15a legislatura da Assembléia Legislativa Provincial, concernente aos anos de 1864 a 1865, sendo reconhecidos deputados: Comendador Rafael Pereira de Carvalho, Tenente Francisco Urbano de Vasconcelos, Engenheiro Pedro Cláudio Soído, Padre Joaquim de Santa Maria Madalena Duarte, Miguel Teixeira da Silva Sarmento, Engenheiro Manoel Feliciano Muniz Freire, Jose Pinheiro de Souza Werneck, Bacharel Jose de Melo e Carvalho, Coronel Jose Francisco de Andrade e Almeida Monjardim, Padre João Ferreira Lopes Wanzeller, Capitão Jose Marcellino Pereira de Vasconcelos, Padre João Pinto Pestana, Major Torquato Caetano Simões, Tenente-coronel Alfeu Adelfo Monjardim de Andrade e Almeida, Firmino de Almeida e Silva, Manoel Soares Leite Vidigal, Joaquim Francisco Pereira Ramos, Manoel Pinto de Alvarenga Rosa, Tenente-coronel Henrique Augusto de Azevedo, Tenente-coronel Manoel do Couto Teixeira. [27]

1867. – É instalado a 25 de Março deste ano o município de São Pedro do Cachoeiro pelo Presidente da Câmara Municipal da vila de Itapemirim, Tenente Joaquim Jose Gomes da Silva Neto, sendo seus primeiros Vereadores o Coronel Francisco Xavier Monteiro Nogueira da Gama, Tenente-coronel Jose Pinheiro de Souza Werneck, Major Misael Ferreira de Paiva, Capitão Francisco de Souza Monteiro, Dr. Antônio Olinto Pinto Coelho, Capitão Jose Vieira Machado, Bacharel Joaquim Antônio de Oliveira Seabra e Capitão Pedro Dias do Prado. [27]

1879 - CONVENTOS, IGREJAS E CAPELAS: Possui a província as seguintes igrejas, capelas e conventos em número de 47, e são:

    1. Nossa Senhora da Vitória (Matriz), Capela Nacional (antigo Convento e Colégio dos Jesuítas), Nossa Senhora da Misericórdia, Capela da Misericórdia, São Gonçalo, Convento de São Francisco, Santa Luzia, Capela de Nossa Senhora do Carmo, Convento do Carmo, Nossa Senhora da Conceição da Prainha, Capela de São Francisco da Penitência e a de Nossa Senhora do Rosário, todas na capital; (12)
    2. São João (matriz), em Carapina;
    3. Nossa Senhora da Conceição (matriz), na cidade da Serra;
    4. São Jose (matriz), na freguesia do Queimado;
    5. São João (matriz), na freguesia de Cariacica;
    6. Santa Leopoldina (matriz), na freguesia do mesmo nome;
    7. Nossa Senhora da Conceição (matriz), município de Viana;
    8. Santa Isabel (matriz), no município de Viana;
    9. Nossa Senhora do Rosário (matriz), na vila do Espírito Santo;
    10. Convento da Penha, na vila do Espírito Santo;
    11. Nossa Senhora da Penha (matriz), na vila de Santa Cruz;
    12. São Benedito (matriz), na freguesia do Riacho;
    13. Nossa Senhora da Conceição (matriz), na vila de Linhares;
    14. Santos Reis Magos (antigo Convento dos Jesuítas e hoje matriz), na vila de Nova Almeida;
    15. Nossa Senhora da Conceição (matriz), na vila da Barra de São Mateus;
    16. São Mateus (matriz), São Gonçalo e São Benedito, na cidade do mesmo nome; (3)
    17. São Sebastião de Itaúnas, na freguesia do mesmo nome;
    18. Nossa Senhora da Conceição (matriz), na antiga Capela dos Jesuítas e outra principiada na vila de Guarapari; (2)
    19. Nossa Senhora da Assunção (antigo Convento e Colégio dos Jesuítas e hoje matriz) e uma Capela em Piúma, no município de Benevente; (2)
    20. Nossa Senhora do Amparo (matriz) e uma Capela na colônia do Rio Novo, no município de Itapemirim; (2)
    21. São Pedro (matriz) e Senhor dos Passos, na vila de São Pedro do Cachoeiro; (2)
    22. São Pedro de Alcântara (matriz) e uma Capela principiada no Aldeamento Afonsino, na freguesia do Rio Pardo; (2)
    23. Nossa Senhora da Penha (matriz), na freguesia do Alegre;
    24. São Miguel (matriz), na freguesia do Veado;
    25. São Pedro de Alcântara (matriz) e outra Capela principiada na freguesia de Itabapoana; (2)
    26. São Jose (matriz), na nova freguesia do Calçado.

Possui ainda três Capelas particulares:

    • uma na fazenda do Muqui, de propriedade do Capitão Joaquim Marcellino da Silva Lima, na vila de Itapemirim,
    • e duas na vila do Cachoeiro, sendo ...
      • uma na fazenda de Monte Líbano, de propriedade do Capitão Francisco de Souza Monteiro e outra
      • na fazenda de Santa Teresa, de propriedade do fazendeiro Jose Pinheiro de Souza Werneck.

Tem mais as seguintes capelas, algumas principiadas e outras em ruínas:

    1. uma na vila de Linhares;
    2. uma na cidade de São Mateus;
    3. uma no Cachoeiro de Itapemirim;
    4. uma na fazenda de Araçatiba, na vila de Viana;
    5. duas na vila de Guarapari;
    6. uma na fazenda de Belém, no município de Viana, edificada pelo Condestável Torquato Martins de Araújo;
    7. uma na fazenda do Jucu, que fora dos Jesuítas;
    8. uma católica e outra protestante, na colônia de Santa Leopoldina. [27]

 


Bispo D. Pedro Maria de Lacerda

Diários das Visitas Pastorais de 1880 e 1886 à Província do Espírito Santo, redigido pelo Bispo D. Pedro Maria de Lacerda

http://www.estacaocapixaba.com.br/temas/historia/diarios-das-visitas-pastorais-de-1880-e-1886-a-provincia-do-espirito-santo-2/

Textos retirados do volume 2:

1886 - Terça-feira 2 de Março de 1886:
– Periódico Domingueiro desta Vila disse a 7 de Março: O numeroso acompanhamento e o grande número de luzes pelas pessoas que tomaram parte na procissão, a música, o estalar dos fogos e o repicar do sino, ofereciam um belo e imponente espetáculo, jamais presenciado pela nossa população, naturalmente impressionada e comovida diante do vulto venerando do seu pastor. Não havia Irmandade e felizmente não há aqui, mas havia quem levava a Cruz e não se via opa. A distância até a Igreja do Senhor dos Passos não era pequena, e aqui e acolá havia alguns bambus fincados à maneira de arco. Neste ponto nenhum gosto aqui nem na Vila de Itapemirim. O pálio branco que serviu era de Itapemirim e de lá tinha vindo emprestado. As seis varas foram levadas pelo:
1 Capitão Souza,
2 Tenente-Coronel Werneck,
3 Vice­Presidente da Câmara Antônio Machado,
4 Dr. Novais Melo 1º Juiz de Paz (genro do Capitão Souza e Boticário),
5 Dr. Médico Eugênio Amorim Deputado Provincial, irmão do Monsenhor Amorim,
6 Dr. Horta de Araújo, advogado.

Em certo ponto do caminho levantou-se uma multidão imensa de pequenos mosquitos, que não mordiam, mas faziam o efeito de punhados de areia miúda que fosse atirada à cara. Isso só sucedeu assim nesta passagem, devido, dizem os da terra às muitas luzes das velinhas (não eram tochas) da procissão. Fizeram-se as cerimônias do Pontifical. Quando eu do altar quis passar ao Sólio, tive vontade de rir ao mesmo tempo que fiquei atônito em ver como tal coisa podia ter passado pela cabeça do Vigário. Havia tapete sem estrada [sic], uma pequena cadeira de braços coberta de sua colcha, até aqui vá... um espaldar com seu dossel e tão baixo que o todo parecia uma maquineta da exposição do SS. e o dossel dava-me pelo pescoço, ficando eu de pé. Ora o meu Vigário! Mas deveras é um banana... Se eu tivesse dado importância a certa carta dele ao Monsenhor Amorim, cá não tinha vindo, porque fazia rir as trezentas mil dificuldades pequeninas que ele dizia não saber como resolver, pelo que pedia luzes, explicações e mil coisas. é um banana, de fala mole, e macia, e sem iniciativa. Portanto não pude abaixar­me, de modo que me assentasse em tal cadeira episcopal. (No dia seguinte o Cônego Gouveia levantou o dossel alguns palmos e tudo serviu. Que grande problema!) Não preguei porque eram 8 horas da noite e eu estava deveras fatigado e incomodado. Ao descer os degraus do Presbitério, não sei como ia caindo de bruços com a cara para diante, mas logo me seguraram, não obstante fui abaixo ficando de ambos joelhos em terra, devido isto a me terem segurado. Voltamos para a casa da nossa residência, que é a mesma da qual saiu a Procissão.

1886 - Quarta-feira, 3 de Março: Não disse Missa. Preguei de tarde com Bendito ao SS. cantado antes e depois, como uso, quando não sabem cantar mais. Comecei o sermão estranhando que viesse pouca gente. Merecem desculpa, porque a Vila é dividida pelo rio Itapemirim e é preciso pagar a passagem, e voltar de noite não é das coisas mais fáceis. Almoçou comigo o velho Tenente-Coronel Jose Pinheiro de Souza Werneck, que já foi desenganado por vezes e até ungido sempre escapando, o que ele gosta de apregoar, e serve bem para desenganar os que pensam que a Unção mata. Não tem nenhum dentinho, e com graça disse ele que para não gastar com palitos tinha largado todos os dentes, como mostrou abrindo bem a boca.

1886 - Domingo 28 de Março: Além dos Padres também eu disse Missa e dei comunhão a 1 e depois crismei 2 pessoas. Na minha Missa também cantaram. Ouvi depois a do Pe. Alves. Os pretos da casa ouviram Missa e alguns mais de uma. Mandei hoje a Itapemirim o pajem do Pe. Horácio com telegramas ao Secretário Pe. Jose e a Pe. Hehn Congregado Alemão Professor no Seminário a fim de me dizerem como vai a febre amarela para eu saber se vou ou fico por cá para continuar a Visita. O Rio Itapemirim leva hoje bastante água. Dei jurisdição ao Vigário dos Cachoeiros para um casamento de gente de Itapemirim. À noite preguei aos pretos da Fazenda no Oratório onde também estavam meus Padres e família do Capitão. Preguei sobre a presença de Deus em toda parte. Neste dia aqui esteve o Tenente-Coronel Werneck que decerto terá seus 80 anos, posto que ele diminua um pouco a idade. Pediu-me para levantar um Cemitério em suas terras e aí uma Capela de depósito, que eu aconselhei para servir antes para nela celebrar-se. Concederei, mas mandei ouvir o Vigário.

 

 

Alguma páginas do livro “MUQUI-CIDADE MENINA”    1850-1989
de  Paulo Henriques de Mendonça
(Veja  o aparecimento de Antonio de Almeida Ramos  numa destas paginas)

DESBRAVAMENTO DO MUNICíPIO

As notícias do desbravamento do solo do município de Muqui remontam ao século XIX, por volta de 1850, segundo a tradição oral e documental que possuímos e que nos levam aquela época recuada. A velha Província fluminense, de solo já esgotado, depois que o café já empreendera o seu “rush” pelo vale do Paraíba, carreando nos seus frutos a manta de terra fértil daquele portentoso vale, forneceu os primeiros desbravadores de nosso solo.

Felizmente, não tivemos nos nossos inicios gente de origem duvidosa ou fugidos da ação criminal. Para aqui veio gente de boa cepa, famílias de elevado timbre moral que aqui continuaram as tradições avoengas, formando clãs que são o nosso orgulho. Narram as crônicas antigas e os testemunhos são unânimes, que foi na bacia do ribeirão Sumidouro que se deu a primeira penetração.

Talvez um pouco antes daquela época, ali fez a primeira “aberta” no maciço florestal que era a nossa região, um caboclo de nome João Corumbá de que não encontraremos mais notícias, perdendo-se na noite dos tempos.

Logo após, para aqui veio um moço da família ilustre da Província do Rio de Janeiro, Jose Pinheiro de Souza Werneck, da heráldica Valença, e adquiriu a João Corumbá os seus direitos na “aberta” feita na região de Sumidouro, adquirindo depois todas as terras situadas na bacia, dada a sua qualidade e a portentosa exuberância de suas matas e a beleza do lugar onde havia de assentar a mais famosa fazenda do nosso município, naquela época.

Adquiriu as terras, foi a Vitória e ali, pagando a cisa, na quantia de R$ 2.800$000(dois contos e oitocentos mil réis), se imitiu nos direitos de propriedade da Bacia do Sumidouro, precisamente em 1850. Jose Pinheiro de Souza Werneck foi o primeiro marco humano do início do desbravamento do nosso solo. Descendente dos Barões de Ipiabas, família tradicional da terra fluminense, e ele mesmo era pessoa afável, educada e fma, comprovou no decorrer dos tempos ser possuidor de grande caráter.

Ele abriu sua fazenda no sopé da serra dos Pirineus, onde o vale do Sumidouro se alarga em grande anfiteatro e alí, às margens do riacho e defrontando o imenso muro granítico que lhe barrava a vista, ergueu a sede de sua fazenda. Em homenagem à sua mulher, deu à mesma o nome de Santa Tereza. Mas associando a homenagem à terra dadivosa que o acolhia acrescentou o de Sumidouro, chamando-a, assim, Fazenda Santa Tereza do Sumidouro, a propriedade que alí formou e que, no seu tempo, foi o centro da vida social e rural de nosso município.

Até hoje, ainda existe a imagem de Santa Tereza, obra de entalhe em cedro, padroeira da fazenda, e que Jose Pinheiro de Souza Werncck, conservava no nicho de sua Casa Grande e que é um primor de arte e de beleza, com o seu manto pintado a ouro. Essa imagem constitui uma das reliquias daqueles tempos de esplendor que marcam o início do povoamento de nosso solo e o gosto de seus primeiros fazendeiros e colonizadores.

Foi na grande fazenda que se realizaram festanças retumbantes, havendo na sua imensa sede, salões de música, sala de fumar, sala de bilhar, tudo muito bem mobiliado, constituíndo ainda os seus móveis, objeto de intensa procura pela sua beleza de linhas e a preciosidade do jacarandá maciço que neles se empregou. De Jose Pinheiro de Souza Werneck, se originou tradicional família do Sul do Estado, conhecida pelo seu caráter e sua formação moral e religiosa, cujos membros desempenharam missão nos diversos setores da vida dos municípios sulinos.

Mais ou menos ao mesmo tempo, às margens do ribeirão Muqui do Norte se localizava Francisco Gonçalves da Costa, fundador da Fazenda São Francisco, também grande feudo que se constituiu na sede das Fazendas Reunidas João Vieira da Fraga S.A, grande empresa agro-pastoril.

João Jacinto da Silva, também à mesma época, fundava a Fazenda Boa Esperança, bem perto do lugar onde deveria surgir a povoação que deu origem à nossa cidade, ali erguendo a sua sede.

João Pedro Vieira Machado, tronco de ilustre família local de que muitos membros ocuparam cargos de relevo na nossa terra, fundou naqueles tempos “Entre Morros”, ajudado por sua esposa, Leonarda da Fraga, matrona de grandes virtudes. O casal adquirira a posse a um casal de ilhéus, Antônio Gonçalves Serpa e Ana Maria do Coração de Jesus Serpa, também vindos de Santa Tereza de Valença, por volta de 1854 e que aqui esteve até 1856, quando alienou sua gleba e se retirou do município. Do casal Serpa, se derivou uma ilustre descendência que até hoje honra o município.

A Fazenda Santa Rita, também de terras magníficas, foi fundada nessas alturas do século XIX, por Gabriel Ferreira da Silva, enquanto Benício de Souza Machado abria a Fazenda São João e Azarias Ferreira de Paiva, cepa que se ramificou em família renomada pelos seus rebentos ilustres, fundava do outro lado de nosso município, a Fazenda Primavera e Fortunato Jose Ribeiro, outro varão ilustre, abria a Fazenda Bom Destino.

Foram nesses locais que ecoaram, pela primeira vez nas novas terras, os batidos dos machados derrubadores. Ali ressoou, entre os puris que habitavam essas regiões, a primeira cantiga dos machadeiros. Foi nesses lugares que os primeiros gigantes de nossas florestas cairam como testemunhas mudas e silenciosas do progresso que ia começar.

Em 1852, Jose Pinheiro de Souza Werneck, que trouxera, a princípio, somente a mudança, concorrera para a vinda de Antônio Cândido dos Santos, outro grande desbravador de nossas terras, transferindo-lhe, e a seu irmão Manoel Cândido dos Santos, terras que viriam a constituir as fazendas de Providência e Alpes, no mesmo valedo Sumidouro. Antônio Cândido dos Santos foi o fundador da família Cândido que até hoje vive na fazenda Providência, cujos filhos laboriosos continuam as tradições avoengas.

Na fazenda dos Alpes, fixou-se posteriormente, Mariano Jose Coelho, acompanhado do seu filho Mariano Coelho Filho, que depois se transferiram para outro setor, fundando a Fazenda Saudade, cujo nome evoca a lembrança da terra natal, deixando numerosa descendência de filhos laboriosos.

Ainda no vale do Sumidouro, deu-se a fixação de uma linhagem ilustre de desbravadores, vindos, como os outros, da Província do Rio de Janeiro, de Pati do Alferes: os Miranda Jordão, de que o ramo fluminense teve descendentes ilustres na cultura e nas letras. Para aqui vieram, atraidos pela fama de nossas terra, três irmãos: Luiz Carlos, Antônio Carlos e Jose Carlos de Miranda Jordão, três homens de valor que aqui se fixaram. Eles não vieram sós. Trouxeram escravos e aqui fundaram as duas fazendas de Candura e Alpes e seus descendentes ainda viveram no município, exercendo atividades em diversos setores da vida.

A bacia do Sumidouro, riacho que recebeu este nome porque desaparece em certa altura de seu curso, aparecendo alguns quiometros mais abaixo, constituiu a força de nossa colonização inicial. Tendo adquirido a propriedade de todas as terras situadas em águas e vertentes do vale, a “posse” de Jose Pinheiro de Souza Werneck era grande demais para permanecer íntegra, tanto mais que foi seu desejo wlonizá-la rapidamente.

De sua área, formada de várias léguas, derivaram-se propriedades menores mas que se tornaram fazendas prósperas como Macedônia, aberta por Antônio Gomes de Macedo; Progresso, fundada por Inácio de Souza Pinheiro, também tronco de grande e numerosa família; Fortaleza, colonizada por Antônio de Almeida Ramos que, mais tarde, mudando-se para Conservatória, na Província do Rio de Janeiro, vendeu seus direitos a Otávio de Souza Werneck; Monte Carmelo, fundada por Viriato de Souza Werneck e Orange, por Euclydes Pinheiro de Souza Werneck, todos núcleos de famiias que deixaram laboriosa descendencia.

Enquanto se operava o desbravamento nesta parte do município, no atual segundo distrito, também se realizava o esforço colonizador empreendido por várias e distintas famílias. A Fazenda Verdade, foi aberta entre 1856 e 1860 por Antônio de Azevedo Ramos, que deixou descendência ainda localizada nessa mesma região. Foi na Fazenda Verdade que tivemos notícias dos primeiros aldeamentos de índios Purís, narrado por Reginaldo Ramos, velho descendente dos colonizadores e figura de solitário que viveu nas terras desmembradas da Fazenda Verdade e que nos narrou episódios interessantes da vida e dos costumes daqueles índios.

A viúva Maria Vitória Leal, extraordinária têmpera de mulher acompanhada de seu filho Antônio Gomes Leal, abriu a Fazenda São Gabriel à margem do rio Muqui, enquanto Maw Gomes Leal abria a Fazenda Santa Rosa, logo à frente e Marcolina Gomes Leal, outra valorosa mulher, ajudava seu marido, Luiz de Morais França, a iniciar a Fazenda São Luiz. Maria Gomes Leal, já viúva, também se empenhou dos primeiros e afanosos trabalhos de desbravamento, fixando-se nessa zona de nosso municíoio. Famílias distintas e ilustres aqui -entregaram à gloriosa faina, desbravadores uns, agricultores outros, mas todos cidadãos dignos e merecedores de gratidão pelo muito que realizaram.

Em linhas gerais, deu-se assim a fixação dos focos de nossa colonização. Daí se derivou esforço hercúleo de que resultou ser o município um dos primeiros produtores de café, marcando o seu progresso com iniciativas de vulto, decorrentes do arrojo de seus filhos trabalhadores e idealistas.

De tribos indígenas, obtivemos apenas a notícia de que índios Purís habitaram um aldeamentos na Fazenda da Verdade e constituíram um agregado de cerca de 60 deles.

Segundo a narrativa de Reginaldo Ramos, os Purís só trabalhavam quando apanhados de surpresa. Quando se marcava, de véspera, qualquer tarefa, na manhã seguinte não se encontrava nenhum deles, pois, todos despareciam nas matas, antes do alvorecer, Eles eram de estatura mediana, fortes, de famílias numerosas, bons dentes e manejavam o arco com maestria.

Contou-nos nosso informante que certa vez viu um homem atravessado por uma de suas flechas quando procurava apanhar um “barbado” por ele morto e que se “enganchara” numa forquilha de pau. Reginaldo Ramos também nos mostrou o local onde foi feito o aldeamento, onde uma possível escavação pode revelar objetos de uso dos Purís que habitavam aquela região.

Também adiantou o informante que os Purís gostavam de cachaça e eram controlados por indivíduo que atendia pelo nome de Candinho dos Purís, que era o orientador da tribo, o “mestre-língua”. São essas poucas e únicas referências obtidas a respeito dos índios em seu município, não se sabendo a época de seu desaparecimento ou para onde se deslocaram.

Larga e fecunda contribuição ao desbravamento de nossas terras prestou o elemento ~<y através do braço escravo, a princípio e depois por meio dos numerosos trabalhadores que ainda prestam serviços nas lavouras. Contam as crônicas que tivemos fazendas que chegaram a possuir 80 a 100 escravos. As propriedades que tiveram braço servil, foram as de Santa Rita, Floresta, Entre Morros, Bom Destino, Sumidouro, Verdade, Desengano, Saudade, Primavera e Providência.

Delas recolheu o “Museu da Escravidão”, inaugurado no município, material abundante que testemunha o trabalho da população negra no esforço do desbravamento do município. Examinando-se os instrumentos de suplicio aqui recolhidos, chega-se à conclusão de que os nossos senhores de escravos foram humanitários, pois nenhum deles revela a índole bárbara e sanguinária que predominou na mentalidade daquele tempo.

O Museu da Escravidão é um repositório desses instrumentos e constituiu uma iniciativa louvável que visava a restauração daqueles recuados tempos, em que o sofrimento e o sangue de nossos negros ajudaram a construir a nossa grandeza. Tanto mais louvável é a iniciativa quanto já são raros os tipos de castigo daquela sombria época que marcou, com o sangue do elemento negro, uma página heróica de sacrifícios pela grandeza da pátria comum.

A nós, nos parece, que o Museu da Escravidão foi a primeira tentativa desse gênero no Brasil, no sentido de recomposição de uma sombria época da nossa história. As culturas de café, fumo, milho, arroz, algodão, contaram, em seu desenvolvimento, com auxílio do elemento negro.

Mas não só no terreno do esforço braçal tivemos a colaboração do negro. Registraram os nossos maiores o trabalho do escravo na carpintaria e na marcenaria. Atribui-se a um escravo de nome João Marceneiro, da Fazenda do Sumidouro, a confecção de seu belo mobiliário de jacarandá, de que uma exposição de móveis do segundo reinado, realizada no município (em junho de 1956) exibiu alguns exemplares com absoluto sucesso, tais como mesa, cadeira, sofás, oratório e santos esculpidos a canivete e de rara beleza.

 

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Correio da Vitória de 1870 - Edição 39
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Correio da Vitória de 1870 - Edição 40
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