A prece é definida como um instrumento de comunicação plena do espírito e um ato de adoração a Deus.
Consiste em pensar em Deus, aproximar-se Dele e estabelecer comunicação.
A oração verdadeira não é simplesmente recitação de fórmulas decoradas, mas sintonização de pensamentos e emoções, construção de conjugações mentais e estabelecimento de circuitos de energias construtivas.
Ela representa uma ação que provoca reação correspondente, funcionando como força de conexão que mantém sintonias em ação.
Características e Funcionamento
A prece opera em diferentes níveis de frequência mental.
Desejos banais encontram realização na própria esfera em que surgem, enquanto impulsos nobres são amparados por almas elevadas, e petições de significação profunda remetem às alturas espirituais.
Cada oração caracteriza-se por determinado potencial de frequência, e somos cercados por inteligências capazes de sintonizar com nosso apelo.
Eficácia e Limitações
A página enfatiza que Deus assiste os que obram, não apenas os que pedem.
A prece não altera as leis naturais nem revoga disposições da lei divina, mas renova o espírito para sublimar ou remover provações.
Não produz milagres espetaculares ou transformações externas imediatas, mas traz auxílio de formas sutis: inspiração para decisões corretas, força para trabalhar, segurança e bom ânimo na aflição, energia para não esmorecer nas provações.
Ser tecida de harmonia e confiança (não de inquietação e angústia)
Representar esvaziamento do coração daquilo que discorde das petições
Prece e Obsessão
A prece é apresentada como poderoso auxílio na cura da obsessão, mas exige que o obsidiado faça sua parte para destruir a causa da atração dos maus espíritos.
A página destaca que, uma vez que o pensamento contínuo é faculdade natural comum, os desejos, esperanças e expectativas de cada coração representam preces contínuas.
Assim, toda vida deve ser uma oração perene através de ideias e atos.
Aspectos Energéticos e Espirituais
A prece produz elementos-força que chegam da Providência Divina.
O pensamento elevado e a prece modificam a atmosfera psíquica, purificando-a.
A oração sincera estabelece vigilância e constitui fator de resistência moral nas provações.
Ela cria laços magnéticos entre o espírito encarnado e os guias espirituais.
Relação com Forças Espirituais
Segundo os textos apresentados, toda prece impessoal dirigida às Forças Supremas do Bem recebe resposta imediata.
Fluem das esferas mais altas elementos-força que vitalizam o mundo interior.
A prece fervorosa e sincera não precisa de templo específico - pode ser feita em qualquer lugar, seja em igreja católica ou templo budista.
Prece pelos Outros
A página aborda a importância da prece pelos mortos e pelos que sofrem.
Os pais podem melhorar o espírito do filho através de pensamentos e preces.
A prece tece solidariedade e serve como vacina contra reincidência no mal.
Tipos de Prece Mencionados
O material menciona diversos tipos:
prece de louvor,
petição,
agradecimento,
prece pelos mortos,
prece pelo perdão,
prece refratada (cujo impulso teve direção desviada),
rogativas maléficas (que estabelecem correspondência com entidades trevosas).
Ensinos de Emmanuel e André Luiz
Múltiplas mensagens psicografadas enfatizam que:
A prece não remove provações programadas, mas dá força para suportá-las
Para Deus não bastam posições convencionais ou verbalistas
A oração é comunhão entre Criador e criatura
A vida deve ser uma oração permanente através de atos no Bem
Perspectiva de "Imperator"
Texto atribuído ao espírito Imperator (através do médiumWilliam Stainton Moses) explica que a prece estabelece relação magnética entre o espírito encarnado e os guias espirituais, sendo fundamental para manter essa conexão na atmosfera "glacial e refratária à vida espiritual" da Terra.
Material Complementar
A página inclui referências a 40 temas sobre prece publicados na Revista Espírita sob orientação de Allan Kardec (1859-1868), além de links para preces específicas (Pai Nosso, Ave Maria, Prece de Cáritas, etc.) e páginas relacionadas sobre adoração, meditação, passes, obsessão e outros temas espíritas.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
Conteúdo da página:
(com respectivas fontes)
A prece é
instrumento de comunicação plena do espírito.
A sua oração fervorosa e específica para aliviar algum acontecimento pode
receber resposta, mas a longo prazo será de pouco proveito se sua mente
e seu coração continuarem em contravenção com as Leis Universais
do AMOR e você viver com atitude mental de constante crítica.
A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde.
Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina.
Desejosbanais encontram realização próxima na própria esfera em que surgem.
Impulsos de expressão algo mais nobre são amparados pelas almas que se enobreceram.
Ideais e petições de significação profunda na imortalidade remontam às alturas...
Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados porInteligências capazes de sintonizarcom o nosso apelo, à maneira de estações receptoras.
Sabemos que a Humanidade Universal, nos infinitos mundos da grandeza cósmica, está constituída pelas criaturas de Deus, em diversas idades e posições...
No Reino Espiritual, compete-nos considerar igualmente os princípios da herança.
Cada consciência, à medida que se perfeiçoa e se santifica, aprimora em si qualidades do Pai Celestial, harmonizando-se, gradativamente, com a Lei.
Quanto mais elevada a percentagem dessas qualidades num espírito, mais amplo é o seu poder de cooperar na execução do Plano Divino, respondendo às solicitações da vida, em nome de Deus, que nos criou a todos para o Infinito Amor e para a Infinita Sabedoria...
Em
qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão
espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor
não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos
gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência,
mas a oração tecida de harmonia e
confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a
paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.
Tempestade das paixões humanas, abafador dos bons sentimentos, dos quais todos os Espíritos encarnados têm, no fundo da consciência, uma vaga intuição, quem acalma a vossa fúria?
É a prece que deve proteger os homens contra o fluxo desse oceano cujo seio esconde os monstros horrendos do orgulho, da inveja, do ódio, da mentira, da impureza, do materialismo e das blasfêmias.
O dique que lhes opondes pela prece está construído pela pedra e o cimento mais duro, e em sua impossibilidade de transpô-lo, vêm se consumir, em vãos esforços contra ele e retornam sanguinolentos e contundidos para o fundo do abismo.
Ó prece de coração, invocação incessante da criatura ao Criador, se se conhecesse a tua força, quantos corações afastados pela fraqueza teriam recorrido a ti no momento de cair!
Tu és o precioso antídoto que cura as feridas, quase sempre mortais, que a matéria faz ao Espírito fazendo correr em suas veias o veneno de suas sensações brutais.
Mas quanto é restrito o número daqueles que oram bem!
Credes que depois de terdes consagrado uma grande parte de vosso tempo recitando as fórmulas que aprendestes, ou a lê-las em vossos livros, tendes muito mérito de Deus?
Desenganai-vos; a boa prece é aquela que parte do coração; não é difusa; somente, de tempos em tempos, ela deixa escapar, em aspirações para Deus, seu grito, ou de aflição ou de perdão, como para implorar-lhe virem em nosso socorro, e os bons Espíritos a levam aos pés do Pai justo e eterno, e esse incenso é para ele de agradável odor.
Então, ele os envia em multidões numerosas para fortificar aqueles que pedem muito contra o Espírito do mal; tomam-se fortes como os rochedos inabaláveis; vêm se quebrar contra eles as vagas das paixões humanas, e como se alegram nesta luta que deve lhes encher de mérito, constróem, como a alcíone, seu ninho no meio das tempestades.
Faz-se preciso que o homem reconheça a necessidade da luta como a do pão cotidiano.
A crença deve ser a bússola,
o farol nas obscuridades que o rodeiem na existência passageira
e a prece deve ser cultivada, não para
que sejam revogadas as disposições da lei divina, mas a fim de que a coragem e a paciência inundem o coração
de fortaleza nas lutas ásperas, porém necessárias.
A alma, em se voltando para Deus, não deve ter em mente
senão a humildade sincera na aceitação de sua vontade superior.
As
vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas
até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação.
A prece traz para
junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las
corajosamente, menos rudes elas vos parecem.
Temos dito que a prece nunca é
inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui
grande resultado.
Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, bem o
sabes.
Demais,
não é possível que Deus mude a ordem da Natureza ao sabor de cada um,
porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera,
vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo.
Além disso, de quantos males não se constitui o homem o próprio
autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas?
Ele é punido naquilo em
que pecou.
Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que
supondes.
Julgais que Deus não vos ouviu, porque não fez
a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que
vos parecem obra do acaso ou da força das coisas.
Muitas vezes também, as mais
das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos fará sair da dificuldade pelo
vosso próprio esforço.
Quando
a dor te entenebrece os horizontes da alma,
subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e
derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero;
todavia, se acendes no coração leve flama da prece,
fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.
A prece não poderá afastar os dissabores e
as lições proveitosas da amargura, constantes do mapa de serviços que cada
Espírito deve prestar na sua tarefa terrena, mas deve ser cultivada no intimo,
como a luz que se acende para o caminho tenebroso, ou mantida no coração como
o alimento indispensável que se prepara, de modo a satisfazer à necessidade própria,
na jornada longa e difícil, porquanto a oração
sincera estabelece a vigilância e constitui o maior fator de resistência
moral, no centro das provações mais escabrosas e mais rudes.
O pensamento edificante, refundem a atmosfera, purificando-a.
A modificação, evidentemente, é inexprimível.
Entre as vibrações harmoniosas da
paisagem interior, iluminada pela oração;
e a via pública, repleta de emanações
inferiores, há diferenças singulares.
O pensamento elevado santifica a
atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está
longe de imaginar.
A rua, no entanto, é avelhantado repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos
e perigosas bactérias de variada procedência, em vista de a maioria dos
transeuntes lançar em circulação, incessantemente, não só as colônias
imensas de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem.
Estivesse orando numa igreja católica romana ou num templo budista, receberia o socorro da Esfera espiritual, por intermédio
desse ou daquele grupo de trabalhadores do Cristo.
Naturalmente, no seio de uma organização indene das sombras do preconceito e
do dogmatismo, o concurso
fraternal das entidades espirituais pode ser mais eficiente, mais puro, e as
suas possibilidades de aproveitamento são muito mais vastas.
É preciso
assinalar, porém, que os auxiliadores magnéticos transitam em toda parte, onde
existam solicitações da fé sincera, distribuindo o socorro do Divino Mestre, dentro da melhor divisão de
serviço.
Onde vibre o sentimento sincero e elevado, aí se abre um caminho para
a Proteção de Deus.
A prece, no sentido a que aludimos, é
sempre um atestado de boa-vontade e compreensão, no testemunho da nossa condição
de Espíritos devedores...
Sem dúvida, não poderá modificar o curso das leis,
diante das quais nos fazemos réus sujeitos a penas múltiplas, mas renova-nos o
modo de ser, valendo não só como abençoada plantação de solidariedade em
nosso benefício, mas também como vacina contra reincidência no mal.
Além
disso, a prece faculta-nos a aproximação com os grandes benfeitores que nos presidem os
passos, auxiliando-nos a organização de novo roteiro para a caminhada segura.
Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.
Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.
*
Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas.
Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração.
Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos;
na hora de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência;
nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom animo, na travessia da aflição;
nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova.
*
Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz.
A legítima acepção do vocábulo orar não
é apenas...
suplicar;
louvar;
reclamar;
ou
requerer; é sobretudo sintonizar pensamentos e emoção, construir fecundas
conjugações mentais, estabelecer circuitos de poderosas energias
construtivas.
não
intentou incitar-nos à recitação improdutiva de fórmulas cediças;
nem
pretendeu induzir-nos à atitude estéril de interesseiros rogadores;
visou,
isto sim, a nos fazer partícipes ativos da grande comunhão celeste,
incentivando-nos a utilizar nossos poderes mentais para felizes contactos com as Esferas Mais Altas, de onde
emanam as luzes puras da virtude e da graça.
Sabedores agora de que é o teor das nossas ideias que determina a qualidade das nossas companhias espirituais e a natureza da
nossa própria atmosfera psíquica, podemos hoje compreender melhor o elevado alcance do
conselho messiânico.
Em verdade, o ato de pensar já é, em si mesmo, uma prece, porque pensando
expedimos para fora de nós ondas de força mentelétrica, carregadas de peculiar magnetismo,
que sensibilizam outras mentes ajustadas no mesmo plano de sentimentos e interesses.
Nascem daí simpatias, alianças e compromissos que varam, por vezes, os milênios,
semeando atos e fatos que marcam destinos e produzem extraordinárias conseqüências.
Como o pensamento contínuo é faculdade natural comum a todos os seres humanos, os desejos,
as esperanças e as expectativas de cada coração representam preces contínuas, invocações poderosas, dirigidas a todos quantos vibrem na mesma
faixa de entendimento e de vontade.
Assim, a invocação dos irresponsáveis e dos maus se dirige permanentemente
aos gênios trevosos, em apelos repetidos, de que eles se valem para
multiplicar, no mundo, os instrumentos de suas iniqüidades.
Orar, portanto, longe de ser atitude esporádica
de alguns poucos, é exercício de todos, a todos os instantes, força de conexão
que mantém as sintonias em ação, que forja acontecimentos, muitas vezes de
importância e de conseqüências imprevisíveis.
Daí a necessidade de vigilância mental dos discípulos do Senhor,
porque as palavras enunciadas, na verbalização das preces,
muito amiúde nada têm a ver com a essência das forças postas em movimento
pelas mentes em atividade.
Seja, pois, a nossa vida uma oração perene, dirigida ao Altíssimo, pela essência
viva de nossas ideias e de nossos atos, na ação de cada minuto, porque é no
trabalho incessante do Bem que havemos de conseguir a união verdadeira com o
Mais Alto.
Desejando paz, formulamos votos carinhosos de prosperidade espiritual e vos
almejamos saúde da alma e vitória em
Cristo.
Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado.
Buscando as concessões do Céu, desistamos de lhes opor a barreira dos nossos caprichos próprios.
Se persistimos, no entanto, a remoer conflito e ressentimento, cozinhando mágoas e esquentando desarmonia, decerto que a tranqüilidade só encontrará caminho para morar conosco, quando tivermos esquecido as farpas da dissensão.
Se continuamos, porém, acalentando sintomas e solenizando quadros mentais enfermiços, é indiscutível que o remédio só terá eficácia, em nosso auxílio, quando estivermos decididos a liquidar com as ideias de lamentação e doença.
Mas se teimamos em dilapidar o tempo, reclamando contra o destino e hospedando chorosas rebeldias, é forçoso reconhecer que só adquiriremos progresso e reconforto, quando largamos queixa e azedume, concentrando esforços em melhoria e trabalho.
Se prosseguirmos, entretanto, censurando e criticando os outros, a descortinar faltas alheias, sem cogitar das próprias deficiências, é óbvio que só atingiremos a luz e a segurança do entendimento, quando nos voltarmos sinceramente para dentro de nós mesmos, verificando que somos tão humanos e tão falíveis quanto aqueles irmãos dos quais nos julgávamos muito acima.
Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber a Bênção Divina, procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições, a fim de oferecer à Bênção Divina, clima de aceitação, base e lugar.
O “seja feita a vossa vontade”, da oração comum,
constitui nosso pedido geral a Deus, cuja Providência, através dos seus
mensageiros, nos proverá o espírito ou a condição de vida do mais útil,
conveniente e necessário ao nosso progresso espiritual, para a sabedoria e para o amor.
O que o homem não deve esquecer, em
todos os sentidos e circunstâncias da vida, é a prece do trabalho e da dedicação, no santuário da existência de
lutas purificadoras, porque Jesus abençoará as suas realizações de esforço
sincero.
Na prece encontramos a produção avançada de elementos-força.
Eles chegam da Providência em quantidade igual para todos os que se dêem
ao trabalho divino da intercessão, mas cada Espírito tem uma capacidade
diferente para receber.
Essa capacidade é a conquista individual para o mais
alto.
E como Deussocorre o homem pelo homem e atende a alma pela alma,
cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o
Senhor, com as qualidades de elevação já conquistadas na vida.
O trabalho da prece é mais importante do que se
pode imaginar no círculo dos encarnados.
Não há prece sem resposta.
E a oração, filha do amor, não é apenas súplica;comunhão entre o Criador e a
criatura, constituindo, assim, o mais poderoso influxo magnético que
conhecemos.
Acresce notar, porém, já que comentamos o assunto, que a
rogativa maléfica conta, igualmente, com enorme potencial de influenciação.
Toda vez que o Espírito se coloca nessa atitude mental, estabelece um laço de
correspondência entre ele e o Além.
Se a oração traduz atividade no bem
divino, venha donde vier, encaminhar-se-á para o Além em sentido vertical,
buscando as bênçãos da vida superior, cumprindo-nos advertir que os maus
respondem aos maus nos planos inferiores, entrelaçando-se mentalmente uns
com os outros.
É razoável, porém, destacar que toda prece impessoal dirigida às Forças Supremas do Bem, delas recebe resposta imediata, em nome de Deus.
Sobre os que oram nessas tarefas benditas, fluem, das esferas mais
altas, os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior, edificando-nos as
esperanças divinas, e se exteriorizam, em seguida, contagiados de nosso magnetismo pessoal, no intenso desejo de servir com o Senhor.
Na fria atmosfera de vossa Terra, glacial e refratária à vida espiritual, não sabeis quanto é mantida pela prece freqüente a relação magnética entre o vosso espírito e os guias, que esperam a petição para transmiti-la.
Oraríeis mais ainda se soubésseis que rica bênção espiritual a prece traz.
O laço se aperta por um freqüente uso, a intimidade pela associação mútua.
Os vossos sábios eruditos discutiram muito sobre o valor da prece.
A ignorância deles os fez tatear em um labirinto de opiniões confusas.
Nada souberam; como poderiam sabê-lo?
Anjos mensageiros sempre prontos a ajudar o espírito que grita pelo seu Deus, eles experimentaram medir os efeitos da prece, comparar os resultados, mas essas coisas escapam à ciência humana, por serem espirituais e variarem conforme os casos.
Muitas vezes a petição inarticulada, que não parece ter sido ouvida, traz à alma que ora abundantes bênçãos.
O apelo íntimo do ser oprimido, que se atira no espaço, e o grito arrancado por uma dor amarga produzem um alívio desconhecido até então.
A alma é aliviada; não sabeis por quê.
Seria preciso ver, como nós, os guias trabalhando para derramarem na alma aflita o bálsamo de consolação, e saberíeis então donde vem essa estranha paz, que faz penetrar no espírito a certeza de que existe um Deus misericordioso.
A prece executou a sua obra, atraiu um amigo invisível, e o coração intumescido, macerado, é reconfortado por uma angélica simpatia.
A simpatia magnética, da qual podemos rodear aqueles que estão em íntima comunhão conosco, é um dos efeitos benditos da ardente invocação que uma alma humana dirige ao seu Deus.
A plenitude das relações espirituais não pode ser realizada em outras condições.
Só o ente espiritualizado pode penetrar as misteriosas mansões dos anjos.
É da alma que vive em freqüente comunhão conosco, que melhor podemos aproximar-nos; é isso uma outra face da imutável lei que governa as nossas relações com o vosso mundo.
Para a alma espiritualizada, os dons espirituais.
O homem, em sua ignorância, espera às vezes uma outra resposta ao seu pedido, mas o deferimento seria muitas vezes cruel; o pedido formulado em sua prece é abandonado, mas a prece pôs a sua alma em comunicação com uma inteligência pronta a aproveitar-se dessa ocasião oportuna para aproximar-se dele a fim de fortificá-lo e consolá-lo.
Os homens deveriam tomar a resolução de orar com mais freqüência, de ter uma vida de prece.
Não essa vida de devoção mórbida, que consiste em abandonar o dever e em consumir as horas preciosas de tirocínio, para atrofiar-se indolentemente a fim de se submergir em investigações prejudiciais, para se perder em imaginária contemplação ou em súplicas impostas.
A vida de prece é inteiramente outra. A prece real é o grito espontâneo do coração à procura dos amigos invisíveis.
A invenção de uma prece cochichada aos ouvidos de um Deus sempre presente, e disposto a responder a um pedido caprichoso, modificando leis inalteráveis, tem desacreditado a ideia de prece.
Não penseis desse modo.
A prece, impulso da alma para seu Deus, não se ostenta exteriormente, não tem nenhuma necessidade de preparação formal.
Petição inarticulada, levam-na os agentes desvelados de altura em altura até a um poder que possa responder a ela.
A verdadeira prece é a voz sempre pronta da alma comunicando com a alma.
O apelo aos invisíveis amigos com os quais ela tem costume de conversar;
a centelha ao longo da linha magnética, que transmite uma súplica e, rápida como o pensamento, traz uma resposta.
É unir uma alma sofredora a um Espírito que pode tranqüilizar e curar.
Essa prece não requer nem palavras, nem atitude, nem forma; é mais verdadeira sem formalidades nem aparatos, e só tem necessidade de sentir-se próxima de um guia, de ser levada à comunhão.
Para atingir essa meta, ela deve ser habitual; de outro modo, como o membro muito tempo privado do uso, ela ficaria paralisada.
Assim, aqueles dentre vós que vivem mais em espírito penetram nos mistérios ocultos; podemo-nos aproximar deles.
Fazemos vibrar as cordas secretas da sua natureza, as quais ressoam somente sob o nosso influxo, insensíveis às influências desse mundo.
São eles que se elevam mais alto durante a vida terrestre, pois sabem já comungar em espírito e nutrir-se do pão espiritual; os mistérios, ocultos aos seres materiais, abrem-se diante deles, e a sua perpétua prece lhes permite pelo menos que, sem ser isentos de sofrimentos e de penas, vivam entretanto acima deles, pois sabem-nos necessários ao seu desenvolvimento.
Ah! Falamos do que é pouco conhecido.
Se essa grande verdade fosse mais bem compreendida, o homem, por sua atitude espiritual, afastaria de si as perniciosas influências que muitas vezes assaltam os que, sem a isso ser autorizados, querem aprofundar mistérios muito acima da sua inteligência.
As melhores almas nem sempre estão ao abrigo de penosos assaltos; mas se essa grande verdade não pode livrar do perigo, assegura a proteção para afrontá-lo, fortifica, purifica os motivos, santifica os atos e é a força auxiliar da comunhão espiritual.
(Ver:Antídodo do vampirismo)
Orai então, mas sem formalidade, sem desatenção, sem súplica vã.
Comungai conosco na comunhão do espírito; observai os efeitos dessa comunhão sobre o vosso próprio ser; o resto virá oportunamente.
Deixai as questões abstratas e inquietadoras de controvérsia teológica humana e aproximai-vos das verdades centrais que afetam tão intimamente o bem-estar do vosso espírito.
As fúteis perplexidades, de que o homem rodeou a simplicidade da verdade, são múltiplas.
Não vos compete separar nem decidir o que é ou não essencial.
Sabereis mais tarde que o que considerais hoje como verdade essencial é apenas uma forma transitória de ensinamento, empregada quando necessária.
A fraqueza humana impele-vos a precipitar-vos para a finalidade.
Demais, deveis demorar-vos, amigo, demorar-vos muito antes de atingir a meta.
Tendes muitas noções falsas a retificar antes de poder estudar todos os mistérios.
Poderíamos dizer muito mais sobre esse assunto; mas é bastante, presentemente.
Possa o Supremo guiar-nos, assim como a vós, e permitir-nos conduzir-vos de tal modo que enfim a verdade venha a brilhar em vossa alma obscura e a paz possa nela manifestar-se.
SOB A ORIENTAÇÃO DE Allan Kardec
(Conforme
publicação da EDICEL)
Temas
página
Ano
1
Efeito da prece nos Espíritos sofredores
2
Opinião de um padre sobre a prece para os mortos
3
Efeito da prece na opinião de um pastor protestante
4
Efeitos da prece sobre os Espíritos perversos
5 Importância da prece
sobre os mortos
6
Proteção da prece contra a inveja e paixões
7
Efeitos da prece no alívio das aflições
8
O valor da prece na opinião do Dr. Guizot
9
O valor da prece do ofendido em favor do ofensor
10 Preces cio ofendido e alívio
do Espírito culpado
11 A diferença entre a prece
dos vivos e a dos Espíritos
12 O poder da prece no domínio
de si mesmo
13 O poder da prece no
afastamentos dos Espíritos maus
14 Valor da prece em benefício
dos Espíritos sofredores
15 A prece na cura das ideias
fixas, mágoas etc
16
A prece no tratamento da loucura
17 Aversão dos Espíritos
perversos à prece
18 Qual o valor da prece
sobre os Espíritos..?
19 Uma prece pelas pessoas
estimadas
20 A amizade e a prece
21 Poder da prece a Deus dita
por um médium curador
22 A importância da prece dita
por um médium curador
23 Considerações sobre as preces
do Evang. Seg. Esp.
24 Prece inteligível — Preces ininteligíveis
25 A principal qualidade da
prece — A oração dominical
26 Prece e sentimento
27 Preces quotidianas
28 A prece fervorosa
29 Prece e assistência
espiritual
30 Aprece nas aflições
31 Considerações sobre a
prece no Espiritismo
32 A negação sobre a
utilidade da prece
33 A prece é uma necessidade
universal
34 A espontaneidade da prece
no perigo
35 A prece como veículo de
forças espirituais
36 Aquiescência à prece
37 Nenhuma prece altera as
leis de Deus
38 Pureza da prece
39 O recolhimento na prece
40