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18 Enquanto ele estava orando à parte achavam-se com ele somente seus discípulos; e perguntou-lhes: Quem dizem as multidões que eu sou? |
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19 Responderam eles: Uns dizem: João, o Batista; outros: Elias; e ainda outros, que um dos antigos profetas se levantou. |
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20 Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, disse: O Cristo de
Deus. |
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21 Jesus, porém, advertindo-os, mandou que não contassem isso a ninguém; |
Cedo, naquela manhã de terça-feira, Jesus e os doze apóstolos saíram
do parque de Magadam rumo a
Cesaréia-Filipe, a capital de domínio do
tetrarca Filipe.
Cesaréia-Filipe situava-se em uma região de uma beleza
magnífica.
Estava abrigada em um vale encantador, entre colinas, por onde
o Jordão corria, saindo de uma grota subterrânea.
O cimo do monte Hermom dava visão plena para o norte, enquanto das colinas para o sul tinha-se
uma vista magnífica do alto Jordão e do mar da Galiléia.Jesus tinha ido ao monte Hermom nas suas primeiras experiências
com os assuntos do Reino, e agora, que estava entrando na época final do
seu trabalho, desejava retornar a esse lugar de provações e de
triunfos, onde esperava que os apóstolos pudessem ganhar
uma nova visão das próprias responsabilidades e adquirir uma nova força ,
para os períodos difíceis que viriam.
À medida que viajavam pelo
caminho, quando passavam ao sul das águas de Merom, os apóstolos começaram
a conversar entre si sobre as suas experiências recentes na Fenícia, e
outros lugares, e a contarem como a mensagem deles tinha sido recebida, e
como os diferentes povos consideravam o seu Mestre.
Quando pararam para o almoço, Jesus subitamente lançou, pela primeira
vez, uma pergunta aos doze, que jamais tinha feito, a respeito de si próprio.
Esta foi a pergunta surpreendente que lhes fez Jesus: “Quem os homens
dizem que sou?”
Jesus passara longos meses
treinando esses apóstolos quanto à natureza e ao caráter do Reino do céu
e bem sabia que tinha chegado a época em que devia começar a ensinar a
eles mais sobre a sua própria natureza e a sua relação pessoal com o
Reino.
E agora, com eles assentados sob as amoreiras, o Mestre estava
pronto para ter uma das mais memoráveis sessões da sua longa ligação
com os apóstolos escolhidos.Mais da metade dos apóstolos participaram das respostas à pergunta de
Jesus.
Eles disseram que ele era considerado um profeta, ou um homem
extraordinário, por todos que o conheciam; e, que, mesmo os seus inimigos
o temiam muito, explicando os seus poderes com a acusação de que estava
coligado ao príncipe dos demônios.
Disseram-lhe que algumas pessoas na
Judéia e na Samaria, que não o tinham conhecido pessoalmente,
acreditavam que ele era João Batista ressuscitado dos mortos.
Pedro
explicou que ele tinha sido, em várias épocas e por várias pessoas,
comparado a Moisés, Elias, Isaías, e Jeremias.
Depois de ouvir a tudo
isso, Jesus colocou-se sobre os próprios pés e, olhando para os doze
assentados em volta dele em um semicírculo, com ênfase surpreendente
apontou para eles com um gesto expressivo de mão e perguntou:
“Mas, e vós,
quem dizeis que eu sou?”
Houve um momento de silêncio tenso. Nenhum dos
doze tirava os olhos do Mestre e, então, Simão
Pedro, colocando-se de pé bruscamente, exclamou:
“Tu és o Libertador,
o Filho do Deus vivo”.
E os outros onze apóstolos assentados
levantaram-se e, em uma só voz, indicaram que Pedro tinha falado por
todos eles.
Depois Jesus acenou-lhes para que se assentassem de novo, ficando ainda de
pé diante deles, para dizer: “Isso lhes foi revelado pelo meu Pai.
É
chegada a hora em que deveis saber a verdade sobre mim.
Mas por enquanto
eu vos peço que não digais nada sobre isso a nenhum homem. Vamos embora
daqui”.
E, assim, retomaram a viagem a Cesaréia-Filipe, chegando tarde naquela
noite e parando na casa de Celsus, que estava esperando por eles.
Os apóstolos
dormiram pouco naquela noite; pareciam sentir que um grande fato havia
acontecido nas suas vidas de trabalho do Reino.
http://www.urantia.org/portuguese/o_livro/02por157.htm
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