Casamento:

Manuel da Rocha Pimentel

Roza Maria de Lirio

Capitão

Em 07 de Junho de 1737 Manuel da Rocha Pimentel requereu ao Rei D. João V, a confirmação da Carta Patente do posto de Capitão de uma Tropa de Cavalos da Capitania do Espirito Santo, que tem 50(cinquenta) soldados. CTA:AHU- Espirito Santo, cx 03 doc. 04 CT:AHU-ACL-CU-007, cx 03 doc.213

Fez seu testamento em 05-3-1759, faleceu em 08-2-1760
"Deixou hua soberba morada de casas de sobrado de grande vallor e huns chãos tudo em boa rua, ouro, prata, mais de 80 escravos, 130 e tantas cabeças de gado vacum e cavallar, settenta cabeças de ovelhas e móveis de importância." [66]-1830

Em 1780, São avaliados neste ano, a 19 de abril, pelos avaliadores nomeados Manoel de Souza Machado e Alexandre Ferreira de Jesus, mestres carpinteiros; Francisco de Paula e Tomás de Vila Nova, mestres pedreiros, assim também por João Trancoso da Silva e Manoel de Jesus Brandão, todas as terras, estes dois juramentados a 23 do mesmo mês de Abril. Foi, pois, ordenada por Carta Régia do Vice-Rei Marquês de Lavradio e datada de Salva-terra de Magos em 4 de Março de 1773, a avaliação de todos os bens que no Brasil pertenceram aos Padres da Companhia e especialmente os desta capitania; tendo escrito uma Carta o Marquês de Pombal ao Marquês de Lavradio, é somente neste mesmo ano de 1780 feita a definitiva avaliação destes bens perante o Ouvidor e Corregedor Geral da Comarca da capitania do Espírito Santo, Dr. Manoel Carlos da Silva Gusmão, servindo de Escrivão Manoel Alfradique de Souza. Foram assim vistas e avaliadas diversas casas e terrenos, entre elas a casa n° 290 na rua do Colégio, hoje Afonso Brás, junto ao muro do Colégio, e que vai para a rua do Egito no local hoje da casa do Capitão Martinho Simplício Jorge dos Santos, que fazia paredes com as casas dos herdeiros de Manoel da Rocha que havia falecido e fora da Serra; ... etc. [27]

 

Senhores e possuidores das terras de Jucu e Camboapina-ES
[66]
Ver documentos anexos ao processo movido pelo trineto Jose Freire de Andrade



 

Tiveram quatro filhos, conforme registro em processo de sucessão [66], movido em 1830, página 67.

Filhos:
  1. Capitão Francisco Xavier da Rocha c.c. Maria da Penha do Amaral

  2. Francisca Xavier de Andrade c.c. Antonio Coutinho de Mello

  3. Certamente, Maria da Rocha que foi madrinha de Jose Joaquim da Rocha, filho de Antonio Coutinho de Mello e Francisca Xavier de Andrade . Na página 89v do referido processo, arquivado na página de Jose Joaquim da Rocha, deixa a entender que era mulher de Vicente de Souza Oliveira.

  4. ??? Certamente: Joana de Andrade c.c.Francisco Coutinho de Melo, pais de:

    1. Catarina de Jesus, nascida no Espírito Santo, c.c. João Álvares de Marins, pais de:

      1. Ana, batizada em São Salvador a 26 de julho de 1754.

      2. Maria Teresa de Jesus, batizada em São Salvador a 7 de setembro de 1752, casada em São Salvador a 23 de julho de 1770 com Jose Ferreira da Cruz, nascido na freguesia de São Gonçalo de Campos, filho de Jose da Cruz e Antonia Ferreira de Jesus.

        http://marcopolo.pro.br/genealogia1/paginas/famES_A.shtml

Parte das anotações feitas por Manoel Duarte Carneiro
A = Suplicante Jose Freire de Andrade
RR = Avó do suplicante e filhos dela



 

        Conforme informações do livro "História do Espírito Santo" de Maria Stella de Novaes, páginas 7/88, no ano de 1731, tendo o Ouvidor-Geral do Rio de Janeiro, Dr. Manuel da Costa Mimoso, chegado a Vitória, em fins de janeiro de 1731, para uma correiçao, dirigiu ao Vice-Rei Conde de Sabugosa uma representação sôbre a necessidade de restabelecer a Ouvidoria Geral da Capitania do Eapírito Santo, visto como, somente, de três em três anos, podia o Ouvidor do Rio de Janeiro vir a Vitória, e “terem os moradores necessidades de um ministro letrado.“ Feitos os indispensáveis entendimentos, junto ao Conselho Ultramarino, a 15 de janeiro de 1732, foi criado o referido cargo. Somente, porém, anos depois, foi nomeado, para exercê-lo, o Dr. Pascoal Ferreira de Veras, que assumiu o cargo em 1741. Em 1732, 15 de janeiro, portanto, o restabelecimento da Ouvidoria, com Jurisdição sôbre Campos e São João da Barra, veio de certo, corresponder ao justo anseio dos espírito-santenses, visto como faltava, na Capitania, a estrita administração da Justiça e a observância integral da Lei, porque a deficiência dos recursos de transportes, somada à distância do Rio de Janeiro, impedia que os Ouvidores Gerais viessem, anualmente, desempenhar-se das suas ponderosas atribuições. Sobrecarregados de responsabilidades, como Auditores Gerais, Juizes da Coroa, e das Justificações Provedores de Defuntos e Ausentes, Capelas e Resíduos, da Comarca e Superintendentes e Conservadores da Casa da Moeda, não podiam ausentar-se da sede de trabalho. A nova Ouvidoria compreendia, além de as vilas da Vitória e de Guarapari, as de São Salvador e São João da Barra, na Capitania da Paraiba do Sul. Em 1736, preocupava-se o Governo com a defesa do litoral, contra a invasão atraída pelas minas auríferas. Uma Carta-Régia, de 20 de abril de 1736, mandava que se estabelecesse, na Capitania, uma guarnição de cinquenta soldados, cujo pagamento se deveria fazer pela Provedoria da Bahia de Todos os Santos, quando faltasse rendimento de dízimos.

(Ver carta_patente de Manuel da Rocha Pimentel abaixo, de 1737)








Conteúdo da "Carta Patente" acima:

Andre de Mello e Castro Conde de Galveas do Conselho de Magestade
Comendador das Comendas de São Tiago de Lanhozo, e da Santa Marinha
De Guerra da ordem de Christo V. Rey, e Capitão de guerra de mar e terra do
Estado do Brazil

Porquanto Manuel da Rocha Pimentel, me apresentou, que sendo provido pelo Conde de Sabugoza, meu antecessor
no posto de Capitão de uma tropa de cavalos da Capitania do Espírito Santo, creada de novo, com observância da provisão de
Magestade - de vinte de Julho de mil sete centos e dezoito em que ordena este Governo Geral faça alistar toda a gente desta Cida-
de, e seu recôncavo capaz de tomar armas, e a distribua em companhias, mandara para Lisboa a patente que ?????????
para ser confirmada pelo dito Senhor, o avisara o seu procurador, tivera o descaminho de desaparecer. Pedindo-me elle
mandasse passar nova patente para poder haver aquela graça da Magestade. Suspeitando eu ao dito Manuel da
Rocha Pimentel
, ser pessoa de valor, nobreza e merecimento, a estar atualmente xercendo aquele posto com satis-
fação.
Esperando dele que nas obrigações que lhe tocarem com este emprego, procederá com a mesma muito conforme
a confiança que faço de sua pessoa. Hey por bem de o elejer e nomear como pela prezente digo, e nomeyo a Ca-
pitão da dita tropa de cavalos, que tem cincoenta soldados, e não tem destrito certo para que o seja, use, e exerça
com todas as honras, graças, franquesas, preeminências, previlégios, izenções e liberdades que lhe tocão, pode, e devem
tocar aos mais capitães das tropas dos regimentos das cavalarias deste Estado. Pelo que ordeno ao Capitão-mor da Ca-
pitania do Espírito Santo, o deixe exercitar o dito posto de baixo da mesma posse e juramento que ele deu. E aos Offi-
ciais mayores e menores, de guerra, e milícia deste Estado, acolhão, honrrem, estimen e aceitem por Capitão da sobre
dita tropa de cavalos. E aos officiais e soldados desta mando fação o mesmo ???????, cumprão, guardem, e executem
todas as suas ordens, de palavra e por escrito, tão pontual, e inteyramente como devem e são obrigados. Este dito
Capitão o será a mandar confirmar por Magestade esta Carta Patente dentro de seis meses seguintes a data desta, nos primeiros Na-
vios que deste porto sahirem para Lisboa, em observância do Capitão-mor do Regimento novo deste Governo geral. Para firmeza
do que mandei passar a presente sob meu sinal e selo de minhas armas, a qual se registrão nos livros da secretaria do Estado,
a que tocar. Francisco Lopes Gião a fez nesta cidade do Sauvador Bahia de todos os Santos, em os qua
torze dias do mês de Julho. Ano de mil setecentos e trinta e seis.




Ver: "CIDADE DA VICTóRIA em 1764" (população 5.000 almas)

 

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