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Pais: Damião Dias Rangel |
Pais: João Gomes Sardinha e Felipa Gomes |
http://www.marcopolo.pro.br/genealogia/paginas/famES_R.html
A seguir algumas páginas desta obra:
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Jiornal_1917_Belchior Rangel de Macedo
Anais da Biblioteca Nacional (RJ) - 1876 a 2018 - Ano 1917\Edição 00039 (3)
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Julião Rangel de Macedo e Beatriz Sardinha foram pais de Paula Rangel de Macedo. Conforme SOVERAL (2012, nota 62), Julião Rangel de Macedo foi filho do abade Damião Dias Rangel, este nascido cerca de 1519 (prelado-titular de Santo Isidoro, marco de Canavezes, no ano de 1540), e de Violante Bernardes. Foram irmãos inteiros de Julião Rangel de Macedo: o doutor Cosme Rangel de Macedo, membro do Conselho da Fazenda e desembargador do Paço, em 1583; e Jerônimo Rangel, que casou a 13 de janeiro de 1597, com certa Maria Teixeira; referido no assento de casamento como “Jrmº Rangel, da freguesia de Santa Olaia, fº se dizia de Damião Dias Rangel, abade de Santo Isidoro, já defunto, e de (espaço em branco) moça solteira.” Conforme Manuel Abranches de Soveral, o abade Damião Dias Rangel foi filho de dom Diogo Dias Rangel, prior do Mosteiro de Santo Estevão de Vilela, nascido cerca de 1495. A mãe de Damião foi Catarina Anes Toscano, com quem dom Diogo teve filhos entre 1518 e 1534. Dom Diogo deve descender, possivelmente como neto, de Pedro Álvares Rangel e de Ines Sanches de Macedo. Neto desses Pedro e Ines, seja por via feminina ou masculina, sendo presumível que o seu pai, filho ou genro de Pedro e Ines, se tenha também chamado "Diogo", daí seu nome inteiro: Diogo Dias (patronímico do nome de batismo Diogo) Rangel. Pedro Álvares Rangel foi fidalgo da Casa do rei dom Afonso III. Também sobre Julião Rangel de Macedo se tem: MACEDO SOARES, 1947, vol. II, p. 6, 7, 17, 40, 55, 56, 57 e 77; e GOMES, 2017, p. 533. Julião chegou ao Rio de Janeiro, na companhia do Governador-Geral Mem de Sá (BELCHIOR, 1965, p. 385, 386 e 387). Julião Rangel de Macedo foi fidalgo da casa do rei dom Filipe I, de Portugal. Passou à conquista do Rio de Janeiro e, aqui, foi feito Juiz de Órfãos, nos fins do século 16. Em 1583, substituiu a Salvador Correa de Sá, o Velho, no Governo Geral das Capitanias do Sul (MACEDO SOARES, 1947, vol. II, apêndice, p. 3). A mulher de Julião, de nome Beatriz Sardinha, de conformidade com o genealogista fluminense Gilson Nazareth (como tratado em outra sessão deste livreto) não foi irmã do primeiro bispo do Brasil, dom Pero Fernandes Sardinha.
Foi possivelmente neta ou sobrinha neta de dom Pero, por via de seu pai Gaspar Sardinha. Ainda, conforme essa argumentação, João Gomes Sardinha - indicado geralmente como pai de Beatriz - foi irmão inteiro dela, e assim também filho de Gaspar Sardinha e Filipa Gomes. Assumo que o falecido Gilson Nazareth esteja certo em suas ponderações no site Genea Portugal; ocorre que cronologicamente João Gomes Sardinha nunca poderia se pai de dom Pero Fernandes Sardinha, mas sim neto ou sobrinho neto. Paula Rangel de Macedo, referida no início desta nota, teve, com Diogo de Mariz Loureiro (filho de Antonio de Mariz e Isabel Velho), a Maria de Mariz. Diogo de Mariz Loureiro foi Provedor da Fazenda Real, no Rio de Janeiro. Maria de Mariz e João Gomes da Silva tiveram a Catarina da Silva Sandoval. João Gomes da Silva, nascido em 1580 e morto em 1640, foi capitão da infantaria e das fortalezas de Santo Antonio da Barra na Bahia e de São João da Barra, no Rio de Janeiro, Provedor da Fazenda Real e Juiz de Órfãos, também no Rio de Janeiro....
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