UM MODESTO ESCORÇO DA HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO HUMANA

 

Livro

 

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ÍNDICE


Antelóquio – pag. 10


Introdução – pag. 11

 

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir (2).

Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.

Esse esforço de síntese será o da reclamando a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.

  • Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran" (3) maravilhoso.
  • As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenar da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.
  • Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.
  • O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas.
  • Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões.
  • Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso. Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.

Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.

  • As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento;
  • as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor;
  • e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.

Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.

Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.

Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas mãos.

É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os horizontes terrestres.

Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias.

As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior.

Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias.

Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra, para o morticínio e para a destruição.

O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.

Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal.

Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo.

Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre.

Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia.

Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão.

Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.

Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadoresda atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.

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2- À época da psicografia desta obra (1938) o mundo vivia sob a tensão dos preparativos para a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), não tão distante da Primeira (1914-1918) – N. D.

3- Écran: tela de cinema – N. D.

 


I – A Gênese planetária – pag. 13



II – A vida organizada – pag. 16


III – As raças adâmicas – pag. 20


IV – A civilização egípcia – pag. 24


V – A Índia – pag. 28


VI – A família indo-europeia – pag. 32


VII – O povo de Israel – pag.36


VIII – A China milenária – pag. 40


IX – As grandes religiões do passado – pag. 44


X – A Grécia e a missão de Sócrates – pag. 48


XI – Roma – pag. 52


XII – A vinda de Jesus – pag. 56


XIII – O Império Romano e seus desvios – pag. 60


XIV – A edificação cristã – pag. 64


XV – A evolução do Cristianismo – pag. 69


XVI – A Igreja e a invasão dos bárbaros – pag. 73


XVII – A idade medieval – pag. 77


XVIII – Os abusos do poder religioso – pag. 81


XIX – As Cruzadas e o fim da Idade Média – pag. 85


XX – Renascença do mundo – pag. 89


XXI – Época de transição – pag. 93


XXII – A Revolução Francesa – pag. 97
 
XXIII – O século XIX – pag. 101

XXIV – O Espiritismo e as grandes transições – pag. 105

XXV – O Evangelho e o futuro – pag. 109


Conclusão – pag. 112

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(Obs.: Platão falou sobre a existência deles)


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No Livro "Transição Fácil", numa versão ilustrada, o autor Luis Hu Rivas comenta "A Transição Planetária",
traçando um paralelo entre o livro citado acima, "A Caminho da Luz", e o Apocalipse de João.

https://www.boanova.net/produto/transicao-facil-82369


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