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Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade são também uma fonte de amarguras.
Porém, deveis lastimar os ingratos e os infiéis:
serão muito mais infelizes
do que vós.
As
decepções oriundas da ingratidão
não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade.
Porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão. Mas, isso não impede que se lhe ulcere o coração.
Ora, poderá nascer-lhe a ideia
de que seria mais feliz, se fosse menos sensível, se preferir a felicidade do egoísta. Assim sendo, não há de que lamentar o tê-los perdido.
Mais
tarde achará outros, que saberão compreendê-lo melhor. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que se simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade.
Desse gozo está
excluído o egoísta. |
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