Os fenômenos acordam a alma, como
o choque de energias externas que faz despertar uma pessoa adormecida
mas
somente o esforço opera a edificação moral, legitima e definitiva.
É uma extravagância de conseqüências desagradáveis, atirar-se alguém
à propaganda de uma ideia sem haver fortalecido a si mesmo na seiva de seus princípios enobrecedores. O Espiritismo não constitui uma escola de leviandade. Identificado com a sua essência
consoladora e divina, o homem não pode acovardar-se ante a intensidade
das provações e
das experiências. Grande erro praticariam as entidades espirituais elevadas,
se prometessem aos seus amigos do mundo uma vida fácil e sem cuidados,
solucionando-lhes todos os problemas e entregando-lhes a chave de todos os
estudos.
(Ver:Interferência
espiritual na vida e DNA)
É egoismo e
insensatez provocar o plano invisível com os pequeninos caprichos
pessoais. Cada estudioso desenvolva a sua capacidade de trabalho e de iluminação
e não guarde para outrem o que lhe compete fazer em seu próprio
beneficio.
O Espiritismo, sem Evangelho,
pode alcançar as melhores expressões de nobreza, mas não passará
de atividade destinada a modificar-se ou desaparecer, como todos os
elementos transitórios do mundo.
E
o espírita, que não cogitou da sua iluminação
com Jesus-Cristo,
pode ser um cientista e um filósofo, com as mais elevadas aquisições intelectuais, mas estará sem leme e sem roteiro no
instante da tempestade inevitável da provação e da experiência,
porque só osentimentodivino dafépode arrebatar o homem daspreocupações inferioresda Terra para os caminhos supremos dospáramosespirituais.