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http://outreach.jach.hawaii.edu/pressroom/2003_distantquasar/
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Os
quasares, cujo nome vem de "Quasi Stellar Radio Sources", foram
descobertos
em 1961, como fortes fontes de rádio, com aparência ótica aproximadamente
estelar, azuladas.
Mais provavelmente são
galáxias com buracos negros
fortemente ativos no centro, como proposto em 1964 por Edwin Ernest Salpeter
(1924-) e Yakov Borisovich Zel'dovich (1914-1989).
São
objetos extremamente compactos e luminosos, emitindo mais do que centenas de galáxias
juntas, isto é, até um trilhão de vezes mais do que o Sol. São fortes fontes
de rádio, variáveis, e seus espectros apresentam linhas largas com efeito
Doppler indicando que eles estão se afastando a velocidades muito altas, de até
alguns décimos da velocidade da luz. O primeiro a ter seu espectro identificado
foi 3C 273, por Maarten Schmidt (1929-), em 1963. Este quasar tem magnitude
aparente V=12,85, mas magnitude absoluta estimada de MV = - 26,9.
Pelo módulo de distância, r=891 Mpc. |
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Imagem no ótico do quasar
3C 279,
obtida com o Canada-France-Hawaii Telescope de 3,6 m de diâmetro.
O quasar
tem magnitude aparente V=17,75 e magnitude absoluta estimada de MV=-24,6.
O nome vem do fato de ser o objeto número 279 do terceiro catálogo de rádio
fontes de Cambridge. Pelo módulo
de distância, r=2,951 Gpc |
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Modelo de um
quasar, com um
buraco negro no centro, um
disco de acresção em volta deste, e jatos polares.
No modelo mais aceito, o buraco negro central acreta gás e estrelas da sua
vizinhança, emitindo intensa radiação enquanto a matéria se acelera,
espiralando no disco de acresção, e parte da matéria é ejetada por conservação
de momento angular. Quando o buraco negro consumir toda matéria circundante,
ele cessará de emitir.
Hoje o modelo mais aceito é que os quasares são
buracos negros com massas de 1
milhão a 1 bilhão de vezes a massa do Sol localizados no núcleo de galáxias
ativas. |
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O
espectro
do quasar 3C 273 no ótico e infravermelho
próximo é dominado pelas linhas do hidrogênio em emissão e deslocadas para
o vermelho (redshifted) por efeito Doppler. Por exemplo, a linha H
está deslocada de 4861Å para 5630Å.
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Imagens obtidas por John Bahcall e Mike Disney com o
Telescópio Espacial Hubble, da NASA, mostrando que os
quasares
ocorrem tanto
em galáxias normais quanto em galáxias perturbadas. Por exemplo:
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PG 0052+251 (canto esquerdo superior), a 1,4 bilhões de anos-luz da Terra, reside em
uma galáxia espiral normal;
-
PHL 909, a 1,5 bilhões de anos-luz (canto inferior
esquerdo), em uma galáxia elíptica;
-
IRAS04505-2958, PG 1212+008,
Q0316-346 e IRAS13218+0552, em vários tipos de galáxias em interação.
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Um dos quasares mais distantes tem deslocamento para o vermelho (redshift)
z=5,0 e foi descoberto pelo Sloan Digital Sky
Survey em 1998. Abaixo estão sua foto e seu espectro. |
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Mais recentemente Daniel Stern (JPL), Hyron Spinrad (Berkeley), Peter Eisenhardt
(JPL), Andrew Bunker (Cambridge), Steve Dawson (Berkeley), Adam Stanford (Davis,IGPP)
e Richard Elson (Florida) descobriram o quasar RD300 com z=5,5, utilizando o 4m
do KPNO, o 5m do Palomar e os 10m dos Kecks. |
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Para os quasares precisamos usar a fórmula relativística do efeito Doppler
para medir a velocidade através do avermelhamento z:
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onde é o ângulo
entre o vetor velocidade e a linha de visada.
Como os deslocamentos para o vermelho (redshifts) dos quasares são em
geral grandes, ,
precisamos utilizar a fórmula do deslocamente Doppler relativístico para
calcular sua velocidade. Por exemplo, um quasar que tem deslocamento Doppler
indicaria uma velocidade de 5 vezes a velocidade da luz, se utilizarmos a fórmula
do deslocamento Doppler não relativístico, .
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Mas o deslocamento Doppler relativístico é dado por:
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de modo que a velocidade é dada por:
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LINKs:
http://outreach.jach.hawaii.edu/pressroom/2003_distantquasar/quasar_simonnet.jpg http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/fis2003/quasares/quasares.htm |